
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de jun.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










Piloto sul-africano venceu uma corrida marcada por estratégias agressivas, desgaste elevado de pneus e várias ultrapassagens intensas no circuito neerlandês. Marco Wittmann recuperou dez posições até ao pódio e Ben Dörr garantiu o primeiro top-3 da carreira e da Dörr Motorsport
O DTM voltou a oferecer espetáculo intenso em Zandvoort e terminou com um resultado histórico para a BMW. Kelvin van der Linde conquistou este domingo a sua primeira vitória ao volante do BMW M4 GT3 Evo da Schubert Motorsport, encerrando uma corrida marcada por estratégia, degradação extrema dos pneus e várias reviravoltas no circuito neerlandês.
O piloto sul-africano partiu da pole-position e controlou grande parte da primeira metade da corrida, num traçado particularmente exigente para a gestão dos pneus Pirelli. Contudo, o cenário alterou-se após a primeira ronda de paragens nas boxes, quando Thierry Vermeulen, diante do público da casa, conseguiu ultrapassar o BMW de van der Linde aproveitando a degradação mais acentuada dos slicks do sul-africano.
A resposta da Schubert Motorsport acabou por ser decisiva. A equipa chamou van der Linde cedo para a segunda paragem, numa aposta estratégica agressiva que rapidamente se revelou acertada. Com pneus já na temperatura ideal, o BMW recuperou a liderança pouco depois, ultrapassando Vermeulen, que ainda lutava para colocar os compostos na janela correta de funcionamento.

“Esta vitória sabe incrivelmente bem. Foi uma corrida emocionalmente muito intensa e é precisamente isso que adoro no DTM. Trabalhámos muito depois de Spielberg, especialmente nos detalhes das paragens nas boxes, e isso fez toda a diferença”, afirmou Kelvin van der Linde após a corrida.
Enquanto van der Linde recuperava a liderança através de uma estratégia mais antecipada, Ben Dörr e Marco Wittmann seguiram caminho diferente, adiando ao máximo a segunda visita às boxes.
A opção permitiu aos dois pilotos beneficiarem de pneus mais frescos na fase final da corrida, protagonizando várias ultrapassagens agressivas e subindo rapidamente na classificação nas últimas voltas.
Ben Dörr terminou em segundo lugar no McLaren 720S GT3 Evo da Dörr Motorsport, conquistando o primeiro pódio da carreira no DTM e também o primeiro resultado deste nível para a equipa alemã.

“Honestamente não acreditava que o segundo lugar fosse possível. Depois de um problema na primeira paragem, pensei que o resultado estava comprometido. Mas consegui recuperar posição após posição”, explicou o jovem piloto alemão.
Já Marco Wittmann realizou uma das recuperações do dia. O bicampeão do DTM arrancou apenas da 13.ª posição, mas através de uma gestão muito eficaz dos pneus e de uma estratégia inteligente conseguiu terminar no terceiro lugar.
Maro Engel terminou em quarto no Mercedes-AMG Team Ravenol e voltou ao comando do campeonato graças a uma corrida extremamente consistente e estrategicamente bem executada. Thierry Vermeulen fechou o top-5 diante dos adeptos neerlandeses, depois de ter chegado a liderar momentaneamente a prova.
A Lamborghini voltou igualmente a demonstrar competitividade, colocando Luca Engstler e Marco Mapelli nas sexta e sétima posições, enquanto Thomas Preining foi o melhor representante da Porsche em oitavo lugar.
O fim de semana do DTM em Zandvoort atraiu 39.500 espectadores ao circuito neerlandês, reforçando o crescimento contínuo da categoria em 2026.

Posição | Piloto | Equipa/Carro | Diferença |
1 | Kelvin van der Linde | BMW M4 GT3 Evo | — |
2 | Ben Dörr | McLaren 720S GT3 Evo | +6.377s |
3 | Marco Wittmann | BMW M4 GT3 Evo | +7.046s |
4 | Maro Engel | Mercedes-AMG GT3 | +7.510s |
5 | Thierry Vermeulen | Ferrari 296 GT3 | +11.053s |
O início da temporada 2026 do DTM continua a demonstrar um dos maiores pontos fortes da categoria: equilíbrio técnico entre fabricantes e enorme importância estratégica.
Em Zandvoort, BMW, McLaren, Mercedes-AMG, Ferrari, Lamborghini e Porsche voltaram a surgir na luta direta pelos lugares da frente, numa corrida onde gestão de pneus, timing das paragens e capacidade de ultrapassagem acabaram por ser tão decisivos quanto a velocidade pura.
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