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Novo Mercedes-Benz Classe C elétrico reduz em dois terços a pegada carbónica face à versão de combustão

  • Foto do escritor: Redação Europa
    Redação Europa
  • 28 de jul.
  • 4 min de leitura

Novo Mercedes-Benz Classe C elétrico reduz em dois terços a pegada carbónica face à versão de combustão

A Mercedes-Benz divulgou a avaliação ambiental completa do futuro Classe C elétrico, revelando que o modelo foi desenvolvido para reduzir em cerca de dois terços a sua pegada de carbono ao longo de todo o ciclo de vida, quando comparado com o atual Classe C equipado com motor de combustão. O resultado, certificado por auditores independentes através do processo "360° Environmental Check", reflete alterações na produção, nos materiais utilizados, na eficiência energética e na gestão da cadeia de fornecimento.


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O novo Classe C elétrico foi desenvolvido sobre uma plataforma exclusivamente destinada a veículos elétricos e incorpora diversas soluções de sustentabilidade que estrearam anteriormente no GLC elétrico. Segundo a Mercedes-Benz, a estratégia passa por considerar a eficiência na utilização de recursos, a reciclabilidade dos materiais e a redução das emissões de CO₂ desde as primeiras fases do desenvolvimento do automóvel.


Uma das principais alterações está na seleção das matérias-primas. Cerca de dois terços do alumínio utilizado no veículo provêm de processos de produção alimentados por energia renovável ou de material reciclado, enquanto aproximadamente 45 quilogramas de aço são produzidos através de fornos elétricos alimentados por eletricidade renovável. Paralelamente, a utilização de plásticos reciclados foi significativamente reforçada, totalizando cerca de 49 quilogramas de materiais termoplásticos reciclados, mais de quatro vezes acima da geração atual.


Diversos componentes utilizam matérias-primas provenientes da reciclagem, incluindo os revestimentos dos guarda-lamas, suportes dos para-choques, compartimento dianteiro ("frunk"), revestimentos dos bancos e até suportes do macaco fabricados integralmente a partir de para-choques recuperados de veículos em fim de vida.


Na fase de utilização, o novo Classe C elétrico destaca-se igualmente pela eficiência energética. A Mercedes-Benz anuncia uma autonomia superior a 740 quilómetros segundo o ciclo WLTP, podendo uma futura versão de tração traseira atingir cerca de 770 quilómetros. O consumo homologado situa-se entre 14,1 e 18,5 kWh/100 km, valores que colocam o modelo entre os mais eficientes do segmento.


A arquitetura elétrica de 800 volts permite reduzir significativamente os tempos de carregamento. Em condições ideais, é possível recuperar até 325 quilómetros de autonomia em apenas dez minutos. O sistema inclui ainda uma bomba de calor multisource de série, que aproveita o calor residual da bateria, da motorização elétrica e do ambiente para climatizar o habitáculo, reduzindo substancialmente o consumo energético quando comparado com um sistema convencional de aquecimento elétrico.


Outro dos elementos que contribuem para a eficiência é o novo sistema de travagem One-Box, que privilegia a recuperação de energia. Segundo a marca, até 99% das desacelerações do veículo podem ser efetuadas exclusivamente através da regeneração elétrica, com uma potência máxima de recuperação de 300 kW, reduzindo simultaneamente o desgaste do sistema de travagem convencional e aumentando a autonomia disponível.



O ecossistema digital de carregamento também foi desenvolvido para otimizar a utilização diária. A plataforma MB.CHARGE Public disponibiliza acesso a mais de três milhões de pontos de carregamento em vários mercados internacionais. Na Europa, América do Norte e China, a Mercedes-Benz refere ainda que recorre a certificados de energia renovável sempre que a eletricidade utilizada pelas estações não tenha origem comprovadamente renovável.


A produção do novo Classe C elétrico decorrerá na fábrica de Kecskemét, na Hungria, onde a Mercedes-Benz continua a investir na redução das emissões industriais. A unidade dispõe atualmente de uma capacidade fotovoltaica instalada de 42,3 MWp, suficiente para assegurar aproximadamente 25% das necessidades energéticas anuais da fábrica. A nova oficina de pintura permite ainda reduzir o consumo energético em cerca de 20% e as emissões associadas ao processo em aproximadamente 80%, complementadas por medidas de redução do consumo de água e da produção de resíduos.


Novo Mercedes-Benz Classe C elétrico reduz em dois terços a pegada carbónica face à versão de combustão

No fornecimento de matérias-primas, a Mercedes-Benz mantém requisitos específicos de sustentabilidade para os seus fornecedores através dos Responsible Sourcing Standards, que abrangem critérios relacionados com direitos humanos, condições de trabalho, proteção ambiental e ética empresarial. A marca pretende igualmente concluir até 2028 a avaliação de todas as matérias-primas consideradas de maior risco ambiental e social.


O novo Classe C elétrico introduz ainda um interior totalmente vegan, certificado pela organização independente The Vegan Society, tornando-se apenas o segundo modelo da marca a obter esta certificação, depois do GLC elétrico. Todos os materiais utilizados nas superfícies interiores foram revistos para eliminar componentes de origem animal, incluindo estofos, revestimentos do teto, painéis das portas e alcatifas.


Com esta abordagem, a Mercedes-Benz procura demonstrar que a eletrificação do Classe C vai além da substituição da motorização, integrando igualmente medidas de redução do impacto ambiental na produção, utilização e reciclagem do veículo ao longo de todo o seu ciclo de vida.


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