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  • Foto do escritorRedação Europa

Rampa da Arrábida: José Correia vence edição marcada pelo recorde de espetadores


José Correia
José Correia

A 33ª Rampa da Arrábida ficou marcada pelo garnde volume de público ao longo dos dias de competição. A prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group bateu todos os recordes de espetadores das edições anteriores, com vários milhares de aficionados a acorrerem à idílica serra durante os dois dias de competição. José Correia (Norma FC 20) venceu com naturalidade pela terceira vez, numa prova muito bem organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal.


Bom ritmo nas subidas, decisões atiladas, intenso trabalho comunicacional e uma preocupação para introduzir melhorias continuas. Eis o segredo para que o Clube de Motorismo de Setúbal tenha vivido a mais intensa e bem sucedida edição da Rampa da Arrábida, desde o seu regresso em 2017, com o certame a ser já uma marca para o concelho, a região e o campeonato.


E foi perante milhares de espetadores que quase seis dezenas de pilotos saborearam o arranque do campeonato de Portugal de Montanha JC Group, proporcionando um espetáculo de fino recorte, seguido de forma apaixonada pelo público espalhado pelas zonas instaladas ao longo dos 3,5 km do percurso e todos quantos seguiram a transmissão em livestreaming do evento.


Hélder Silva
Hélder Silva

José Correia venceu e convenceu. O “patrão” e piloto do JC Group Racing Team foi o mais rápido em todas as subidas, dominando com naturalidade a prova, estabelecendo ainda excelentes tempos nas subidas de prova. A sua melhor marca do fim-de-semana, fazendo rodar a Norma FC20 na 2ª Subida de Prova em 1:41.978, à média horária de 123,55 km/h.


Correia começa assim da melhor forma o campeonato e mostra, claramente, que está muito motivado para tentar chegar ao segundo título absoluto da sua carreira.


O 2º lugar de Hélder Silva transformou-se numa boa “gestão de danos” para o atual tricampeão nacional. O poveiro da Power House não conseguiu ter pronta a sua Osella PA2000 PA.30 EVO2 e alinhou com a Osella PA21S Evo que normalmente é conduzida pelo Nuno Caetano. O protótipo tem um nível de competitividade mais baixo do que a “montada” habitual e Hélder Silva focou-se em garantir a presença no segundo degrau do pódio, amealhando pontos que podem vir a ser importantes na discussão do título.


Vítor Pascoal
Vítor Pascoal

GT: Com o mesmo dominador

Vítor Pascoal começou da melhor forma a defesa do seu título nacional na Categoria GT, impondo o seu novo Porsche 991.2 GT3 CUP.


O piloto de Baião estava com alguma apreensão, pelo facto de não ter testado o carro, mas utilizou com maestria as subidas de treino do fim-de-semana para ir ganhando confiança e melhorando as afinações. Depois, bem, voltou a provar porque é que o seu cognome é “Sniper de Baião”, sendo sempre o mais forte na sua categoria e, paulatinamente, eliminando a oposição no caminho para mais uma presença no pódio da geral de uma prova do campeonato. Fez assim uma espécie de pleno e deixou bem claro que tem tudo para mais uma época ao mais alto nível.


A 2º posição final entre os GT acabou por ir parar às mãos do estreante André Fernandes (Porsche 997 GT3 Cup), depois da desclassificação do galego Bernardo Garcia de Castro, devido ao seu Porsche 997 GT3 Cup ter registado na pesagem oficial um valor abaixo do mínimo regulamentar.


Na sequência do sucedido, Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) subiu ao 3º posto. Registe-se que Garcia de Castro, Fernandes e a “Princesa da Montanha” andaram sempre muito perto, num batalha intensa pelos lugares secundários do pódio.


Nuno Guimarães
Nuno Guimarães

Nos Protótipos B, para além de assinalarmos a justa e natural vitória de Nuno Guimarães, que impôs o Silver Car S2 da NJ Racing em todas as subidas de prova, embora tendo sempre perto o regressado Joaquim Rino, com este a revelar uma rapidez notável aos comandos do BRC B49 Evo da Articimentos, premiada com um robusto 2º posto na Divisão.

Festa rija foi a que se viveu na Power House, comemorando o excelente 3º lugar do jovem Afonso Santos. Aos 16 anos de idade, o poveiro não se amedrontou com a pressão natural da estreia no campeonato e da exigência própria da condução do protótipo BRC B49 EVO e rubricou uma exibição segura e em crescendo, coroada com o primeiro pódio da carreira. Tem tudo para vir a ser um nome em destaque no futuro.


Luís Nunes soma e segue entre os Super Challenge

Pela amostra do que sucedeu na Arrábida, 2024 tem tudo para se transformar no sexto título nacional de Luís Nunes que, a suceder, será o segundo consecutivo na Categoria Super Challenge.


Nesta prova inaugural, colocou o seu Skoda Fabia R5 da Nunes Sport a rodar sempre num ritmo avassalador, longe dos adversários da categoria e imiscuindo-se na luta pelo pódio absoluto, tendo terminado na 5º posição da geral. Juntou ainda ao pecúlio a natural vitória no Grupo SC-A.


Luís Nunes
Luís Nunes

José Lameiro foi quem menos longe andou, com o piloto da Diatosta enfrentando alguns problemas técnicos no Skoda Fabia R5 no sábado, mas logrou protagonizar uma boa jornada de domingo, coroada com um excelente 2º lugar na categoria e no mesmo grupo de Nunes.


Bruno Carvalho completou o pódio da Categoria Super Challenge e venceu o Grupo SC-C com naturalidade, mas não sem enfrentar um momento de grande tensão, quando o seu Citroen Saxo sofreu um grave problema no motor que obrigou a sua equipa técnica a mostrar todo o seu valor, conseguindo, em tempo recorde, reparar o propulsor. João Rodrigues (Peugeot 106 XSi) secundou Carvalho no grupo, reclamando ainda a 4ª posição na categoria, tendo logo atrás, no 3º lugar, Jorge Vicente, num Renault Clio.


Quanto ao Grupo SC-D, o jovem Carlos Correia Pouca Sorte foi o melhor, impondo a BMW M3 SW da Megamotors, tendo ainda sido 5º na categoria. O pódio ficou completo com a presenças de Arlindo Beça (Mini Cooper S).


Parcídio Summavielle
Parcídio Summavielle

Turismo: Summavielle estreia Cupra TCR com vitória musculada

A Categoria Turismo está em processo de renovação de protagonistas na batalha pelo título nacional, sendo de esperar que, com a aparição de alguns pilotos habituais, cuja ausência na Arrábida foi pontual, a luta se intensifique.


Em Setúbal, ninguém conseguiu contrariar o domínio de Parcídio Summavielle. Agora aos comandos do Cupra TCR que pertenceu a Joaquim Teixeira, o piloto não ostentou qualquer limitação pleno facto de ser a primeira prova com o carro catalão e, paulatinamente, foi intensificando o ritmo, melhorando substancialmente os tempos, não dando veleidades aos mais diretos opositores, conquistando assim a primeira vitória da época e assumindo uma sólida candidatura ao título nacional da categoria.


Summaville dominou também, como é óbvio, a Divisão Turismo 2, tendo sido aqui secundado por José Carlos Magalhães, no Seat Leon MKII da MNE Sport e pela jovem Beatriz Correia, muito segura a tripular o Cupra TCR do JC Group Racing Team.


Gonçalo Inácio, que este ano fará todo o campeonato, voltou a mostrar todos os seus dotes de condução, contribuindo para uma “dobradinha” da Befast Motosport na categoria. Extraindo de forma notável todo o potencial do seu Peugeot 208 VTI R2, Inácio adicionou ao 2º lugar na categoria, uma vitoria clara nas lides da Divisão Turismo 3, onde foi acompanhado no pódio por Bruno Rodrigues (Honda Civic Type R) e Carlos Ferreira Citroen Saxo Cup).


Prova de grande nível foi a que assinou Daniel Pacheco. O piloto de Paredes adquiriu um Mitsubishi Lancer EVO X e estreou o carro nipónico com o triunfo na Divisão Turismo 1 - aqui sem grande oposição por parte de Carlos Gonçalves, em carro idêntico - almejando ainda reclamar o degrau mais baixo do pódio da categoria.


Tiago Pinto
Tiago Pinto

TPKM: Tiago Pinto vence duelo aceso

440 milésimos de segundo. Eis a magra diferença final, já no somatório dos tempos das duas melhores subidas de prova, que separou Tiago Pinto (LBS Motor Club RX 01) e Nelson Rocha (SEMOG Bravo Sport SE) na luta pela primazia na Taça de Portugal Kartcross de Montanha JC Group, com a vantagem a pender para o jovem piloto da DM Motorsport sobre o veterano setubalense.


Foi um duelo muito interessante de seguir, com ambos a venceram subidas ao longo do fim-de-semana e a realizar tempos que, a existir uma geral global, os colocaria sempre a rodar dentro de um hipotético Top 15, dando conta da capacidade competitiva dos pequenos monolugares e da sua impressionante relação peso/potência.


O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma agora a Norte. Nos dias 6 e 7 de abril, caberá ao Demoporto organizar em Guimarães nova edição da Rampa da Penha Paisagem Protegida.

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