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Teste: O SUV Coupé elétrico que prova que a smart cresceu... e amadureceu

  • Foto do escritor: Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
    Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
  • 30 de jul.
  • 21 min de leitura
Teste: O SUV Coupé elétrico que prova que a smart cresceu... e amadureceu

Mais do que um novo modelo, o smart #3 representa parte da transformação completa de uma marca que durante mais de duas décadas viveu quase exclusivamente dos pequenos citadinos. Hoje apresenta-se com três propostas de ambição Premium, com a chegada prevista do icónico #2 para os próximos meses, e disponibilizando atualmente 3 modelos desenvolvidos para competir em segmentos exigentes do mercado europeu. Durante uma semana descobrimos se o #3 confirmou todas as boas impressões que já tínhamos sentido nos modelos #1 e #5


Muito mais do que um smart grande

Durante muitos anos bastava pronunciar a palavra smart para que a imagem fosse imediata. O pequeno fortwo, estacionado perpendicularmente ao passeio, tornou-se quase um símbolo da mobilidade urbana europeia e ajudou a construir uma identidade que poucas marcas conseguiram alcançar. O problema é que essa mesma identidade acabou por se transformar numa limitação. Enquanto o mercado caminhava para SUV cada vez maiores e a eletrificação redefinia completamente a indústria automóvel, a smart permanecia associada a um único conceito.


A mudança tornou-se inevitável.


A entrada do Grupo Geely na marca, em parceria com a Mercedes-Benz, não significou apenas uma nova estrutura acionista. Representou uma oportunidade para começar praticamente do zero. A engenharia passou a beneficiar da enorme capacidade tecnológica do grupo chinês, enquanto o design e a identidade visual continuaram sob influência da Mercedes-Benz. O resultado é um equilíbrio que, à partida, parecia difícil de alcançar: automóveis tecnologicamente muito evoluídos, produzidos sobre uma das arquiteturas elétricas mais avançadas da atualidade, mas com um desenho e um posicionamento claramente europeus.


O smart #3 talvez seja o melhor exemplo desta nova fase. Apesar do nome sugerir tratar-se apenas de uma evolução do #1, a verdade é que a filosofia muda bastante. Ambos partilham praticamente toda a base técnica, mas este #3 assume desde o primeiro olhar uma personalidade muito mais emocional. Não pretende ser apenas um SUV compacto elétrico. Quer conquistar quem procura um automóvel que desperte emoções antes mesmo de solicitar o motor elétrico.


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E é precisamente aí que começa a sua maior força.


Há automóveis que impressionam pelos números da ficha técnica e outros que conquistam pela forma como se apresentam. O smart #3 pertence claramente ao segundo grupo. Ainda antes de analisarmos baterias, autonomia ou potência, existe algo neste automóvel que chama imediatamente a atenção. Não procura parecer agressivo nem excessivamente futurista. Também não segue a tendência de muitos fabricantes que recorrem a linhas exageradas, vincos profundos e elementos decorativos apenas para transmitir desportividade. O desenho é muito mais sofisticado do que isso.


Ao vivo, percebe-se imediatamente a influência do estúdio de design da Mercedes-Benz. As proporções estão extremamente bem resolvidas e existe uma elegância difícil de encontrar neste segmento. A dianteira apresenta grupos óticos muito horizontais que aumentam visualmente a largura do automóvel, enquanto a superfície praticamente fechada evidencia a natureza elétrica do modelo sem cair no excesso de plástico ou nas falsas entradas de ar que continuam a marcar presença em alguns concorrentes.


O perfil é, provavelmente, a zona onde o trabalho dos designers mais se destaca. O tejadilho desce de forma progressiva até à traseira, criando uma silhueta coupé sem sacrificar em demasia a habitabilidade. É uma solução que muitos fabricantes tentam alcançar mas poucos executam com este equilíbrio. Não existe a sensação de que a traseira foi simplesmente "cortada" para criar um efeito desportivo. Tudo parece nascer naturalmente da mesma linha de desenho.


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As superfícies limpas também merecem destaque. A ausência de vincos desnecessários confere ao automóvel uma imagem bastante mais sofisticada e intemporal do que aquela que encontramos em muitos SUV elétricos recentes. As maçanetas escamoteáveis, para além do efeito visual, contribuem para melhorar a aerodinâmica, enquanto as jantes de grandes dimensões preenchem corretamente as cavas das rodas, transmitindo uma postura sólida sem parecer exageradamente musculada.


Na traseira encontramos talvez o elemento mais marcante do conjunto. A barra luminosa que liga ambos os grupos óticos já se tornou uma assinatura comum na indústria automóvel, mas aqui surge integrada de forma particularmente elegante. O pequeno spoiler superior, o vidro bastante inclinado e as proporções largas ajudam a criar uma imagem robusta sem perder alguma discrição. Curiosamente, é um daqueles automóveis que parece melhor ao vivo do que nas fotografias oficiais, algo que nem sempre acontece.


Essa preocupação estética não existe apenas por razões de design. Num veículo elétrico, cada detalhe influencia diretamente a eficiência energética. A forma da dianteira, o desenho do tejadilho, a integração dos puxadores das portas e até o tratamento da zona inferior da carroçaria foram desenvolvidos para reduzir a resistência aerodinâmica. Num mercado onde cada quilómetro adicional de autonomia conta, a engenharia e o design deixaram de ser áreas independentes e passaram a trabalhar em conjunto. No smart #3 isso nota-se claramente.


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Mas se existe um elemento que explica grande parte da qualidade deste automóvel, esse elemento está completamente escondido aos olhos do utilizador. Chama-se SEA – Sustainable Experience Architecture e é uma das plataformas elétricas mais evoluídas atualmente produzidas em grande escala. Desenvolvida pela Geely exclusivamente para veículos elétricos, esta arquitetura nunca teve de acomodar motores de combustão, caixas de velocidades ou túneis de transmissão. Foi desenhada desde o primeiro dia para receber baterias no piso e motores elétricos nos eixos, permitindo uma distribuição de massas praticamente ideal, uma rigidez estrutural muito elevada e um aproveitamento do espaço interior muito superior ao que seria possível numa plataforma adaptada.


É precisamente esta base técnica que o smart #3 partilha com modelos como o Volvo EX30 e o Zeekr X, dois automóveis que rapidamente conquistaram reconhecimento pelas suas qualidades dinâmicas. Ainda antes de iniciar a marcha, basta fechar uma porta para perceber que existe aqui uma sensação de solidez pouco habitual neste segmento. Não há vibrações parasitas, ruídos estruturais ou a impressão de que a carroçaria trabalha sobre pisos degradados. Tudo transmite robustez e qualidade de construção.


Naturalmente, o mercado onde o smart #3 entra está longe de ser fácil. O segmento dos SUV elétricos compactos tornou-se um dos mais disputados da indústria automóvel e reúne propostas como o Volvo EX30, Cupra Tavascan, Tesla Model Y, Renault Megane E-Tech, Kia EV3, Peugeot E-3008, Volkswagen ID.5, Škoda Elroq ou mesmo algumas versões do BMW iX2. Cada um deles procura destacar-se por argumentos muito próprios, seja a autonomia, a tecnologia, o preço ou a dinâmica de condução.


O smart #3 segue um caminho diferente. Não tenta ser o mais barato nem aquele que oferece a maior autonomia do segmento. A sua aposta centra-se na experiência global. Pretende ser um automóvel tecnologicamente avançado, visualmente distinto e suficientemente refinado para convencer clientes que tradicionalmente olhariam para marcas premium europeias. É uma estratégia ambiciosa, sobretudo para uma marca cuja imagem continua, para muitos, associada aos pequenos citadinos de dois lugares.


Depois de vários dias ao volante, a primeira conclusão torna-se evidente: quem continuar a olhar para o smart #3 como "um smart maior" estará completamente enganado. Este automóvel representa uma mudança tão profunda que, na prática, estamos perante uma marca completamente diferente daquela que conhecíamos há apenas alguns anos. E a verdade é que essa transformação começa no momento em que nos aproximamos dele e percebemos que a smart deixou definitivamente de ser apenas uma especialista em cidade para entrar, com argumentos muito sólidos, no universo dos elétricos premium.


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Motorização, bateria e eficiência: quando a engenharia faz realmente a diferença

Confirmando sua qualidade, o smart #3 começa a mostrar que o trabalho realizado pela parceria entre a Mercedes-Benz e o Grupo Geely vai muito além do design. Muitos automóveis elétricos conseguem impressionar na aceleração ou nos números de potência, mas poucos revelam um conjunto tão equilibrado quando começamos a analisar a engenharia que está por detrás da experiência de condução. O #3 Premium não foi desenvolvido para ser o mais rápido da gama — esse papel pertence naturalmente à versão Brabus —, mas sim para oferecer um compromisso entre desempenho, autonomia e eficiência que faça sentido na utilização diária.


Na versão Premium encontramos um motor elétrico síncrono de ímanes permanentes instalado no eixo traseiro, desenvolvendo 272 cavalos de potência (200 kW) e 343 Nm de binário. São valores que, há poucos anos, encontraríamos facilmente numa berlina desportiva com motor de seis cilindros, mas que hoje surgem num SUV Coupé familiar destinado à utilização quotidiana. Como acontece em praticamente todos os motores elétricos, a totalidade do binário está disponível praticamente desde o momento em que tocamos no acelerador. Isso traduz-se numa capacidade de resposta imediata que continua a ser um dos maiores argumentos da mobilidade elétrica.


Contudo, aquilo que mais me agradou não foi propriamente a aceleração. Ser rápido em linha reta deixou de ser um privilégio dos automóveis mais potentes. Hoje quase qualquer elétrico consegue impressionar nos primeiros metros. O mérito do smart #3 está na forma como toda essa potência é gerida. A calibração do acelerador revela um trabalho extremamente cuidado. Em condução urbana, o automóvel arranca sempre de forma suave e progressiva, sem aqueles impulsos bruscos que encontramos em alguns concorrentes. Mas basta aumentar a pressão sobre o pedal para perceber que existe uma enorme reserva de potência pronta a responder.


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Os 5,8 segundos dos 0 aos 100 km/h deixam de ser um número abstrato quando precisamos de entrar rapidamente numa via rápida ou executar uma ultrapassagem curta. A recuperação é praticamente instantânea e transmite uma enorme sensação de segurança. Nunca sentimos que estamos a exigir demasiado ao automóvel. Existe sempre potência disponível, mesmo já a velocidades elevadas, algo que continua a diferenciar os motores elétricos dos tradicionais motores turbo de pequena cilindrada.


Outro aspeto que merece destaque é a forma como a smart optou por privilegiar a tração traseira nesta versão. Num mercado onde a maioria dos SUV compactos utiliza tração dianteira, esta decisão altera significativamente o comportamento do automóvel. Para além de melhorar a distribuição de massas, permite libertar completamente as rodas dianteiras da tarefa de transmitir potência ao solo, ficando exclusivamente responsáveis pela direção. O resultado traduz-se numa condução mais precisa, numa direção mais limpa e numa sensação de equilíbrio que iremos explorar em maior detalhe na análise dinâmica.


Toda esta motorização assenta numa bateria de 66 kWh úteis, recorrendo à química NMC (Níquel, Manganês e Cobalto). É uma escolha particularmente interessante porque muitos fabricantes estão atualmente a migrar para baterias LFP devido ao menor custo de produção. As baterias NMC continuam, contudo, a oferecer uma maior densidade energética, permitindo armazenar mais energia num volume semelhante e contribuindo para uma melhor relação entre peso, desempenho e autonomia.


No caso do smart #3, esta bateria está totalmente integrada na plataforma SEA, formando parte da própria estrutura do automóvel. Esta solução aumenta significativamente a rigidez torsional da carroçaria e reduz o centro de gravidade, aproximando-o do solo de uma forma impossível de replicar num automóvel equipado com motor de combustão. É um detalhe técnico que influencia diretamente o comportamento dinâmico, mas também a sensação de robustez que o automóvel transmite desde os primeiros quilómetros.


A autonomia homologada ronda os 455 quilómetros em ciclo WLTP, um valor perfeitamente enquadrado na realidade deste segmento. No entanto, como sempre defendemos, os números homologados contam apenas parte da história. O que realmente interessa é perceber aquilo que acontece na utilização diária.


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Durante o nosso ensaio, que incluiu cidade, estradas nacionais, autoestrada e alguns percursos bastante exigentes em termos de relevo, o smart #3 Premium revelou uma eficiência francamente interessante. O consumo estabilizou nos 17,3 kWh/100 km, um valor que considero muito positivo tendo em conta a potência disponível, as dimensões do automóvel e as jantes de maiores dimensões da versão Premium. Em utilização predominantemente urbana é perfeitamente possível descer para valores próximos dos 15 kWh/100 km, enquanto em autoestrada, mantendo velocidades legais, dificilmente ultrapassará os 20 kWh/100 km.


Este comportamento resulta de vários fatores. A aerodinâmica eficiente desempenha naturalmente um papel importante, mas também a gestão eletrónica da motorização revela um nível de maturidade muito elevado. O sistema sabe exatamente quando privilegiar a eficiência e quando disponibilizar toda a potência ao condutor, sem que essa transição seja percetível.


Também a gestão térmica merece uma referência. A bateria beneficia de um sistema de controlo de temperatura que permite manter um desempenho consistente tanto em utilização intensiva como durante os carregamentos rápidos. Este aspeto é frequentemente ignorado pelos utilizadores, mas faz toda a diferença na durabilidade da bateria e na capacidade de repetir sucessivos carregamentos rápidos sem perdas significativas de desempenho.


No carregamento, o smart #3 demonstra igualmente estar preparado para responder às necessidades atuais. Em corrente alternada suporta 22 kW AC, uma característica que continua a ser relativamente rara no mercado europeu e que representa uma enorme vantagem para quem utiliza postos públicos urbanos ou dispõe de carregadores trifásicos. Enquanto muitos concorrentes permanecem limitados a 11 kW, o smart consegue reduzir praticamente para metade o tempo necessário para uma carga completa nestas condições.


Já em corrente contínua, aceita potências até 150 kW DC, permitindo recuperar aproximadamente de 10% para 80% da bateria em cerca de 30 minutos, dependendo naturalmente da temperatura da bateria e da potência efetivamente disponibilizada pelo posto de carregamento. Não são valores recordistas, sobretudo quando comparados com algumas arquiteturas de 800 volts, mas continuam perfeitamente adequados ao perfil de utilização deste automóvel e permitem realizar viagens longas com tempos de paragem bastante razoáveis.


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Outro aspeto que merece elogios é a gestão da travagem regenerativa. Ao contrário de alguns fabricantes que praticamente obrigam o condutor a adaptar-se ao sistema, a smart oferece diferentes níveis de regeneração bem calibrados. A desaceleração surge de forma progressiva e natural, permitindo dosear facilmente a velocidade sem provocar oscilações desconfortáveis para os passageiros. Não existe um verdadeiro modo one pedal drive particularmente agressivo, opção que considero acertada. A condução aproxima-se mais daquilo que a maioria dos condutores conhece num automóvel convencional, tornando a adaptação extremamente rápida para quem faz a transição para um elétrico pela primeira vez.


Ao longo destes dias de utilização ficou-me sobretudo a sensação de que o smart #3 Premium foi desenvolvido por engenheiros que compreenderam uma realidade importante: um automóvel elétrico deve transmitir confiança, previsibilidade e consistência em todas as situações. É precisamente essa maturidade que mais sobressai neste conjunto mecânico.


Nada parece ter sido afinado para impressionar durante os primeiros cinco minutos de condução. Pelo contrário, tudo foi pensado para continuar a convencer ao fim de centenas de quilómetros, quando a novidade desaparece e aquilo que realmente conta é a qualidade da engenharia.


É nessa fase que o smart #3 começa verdadeiramente a revelar o seu valor. Porque por detrás da imagem moderna e do design emocional existe um conjunto técnico extremamente competente, capaz de colocar este SUV Coupé entre as propostas mais equilibradas do segmento dos elétricos compactos premium.


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Interior, tecnologia e vida a bordo: um habitáculo pensado para ser vivido todos os dias

Se o exterior do smart #3 procura conquistar pela imagem, é quando abrimos a porta que percebemos verdadeiramente até onde a marca quis elevar este modelo. Afinal, é aqui que passamos o tempo ao volante e é aqui que muitos automóveis acabam por revelar as suas verdadeiras virtudes... ou as suas limitações. Felizmente, no caso do #3 Premium, a boa impressão criada pelo design exterior prolonga-se para um habitáculo moderno, bem construído e, acima de tudo, coerente com o posicionamento premium que a marca pretende alcançar.


A primeira sensação é de espaço. A plataforma exclusivamente elétrica permite eliminar muitos dos condicionamentos típicos dos automóveis com motor de combustão e isso reflete-se imediatamente na forma como o habitáculo foi desenhado. O piso praticamente plano, a consola central suspensa e o tablier muito horizontal criam uma agradável sensação de amplitude, reforçada pelas grandes superfícies envidraçadas que deixam entrar bastante luz natural. Mesmo antes de arrancarmos, o ambiente transmite uma sensação de modernidade sem cair nos excessos futuristas que rapidamente envelhecem.


A qualidade dos materiais merece igualmente uma referência muito positiva. É verdade que encontramos alguns plásticos rígidos nas zonas inferiores, algo perfeitamente normal neste segmento, mas todas as áreas de contacto direto com o condutor apresentam um nível de acabamento acima da média. Os revestimentos suaves no tablier, os painéis das portas bem executados e a qualidade das costuras demonstram um cuidado que dificilmente associaríamos à smart de há uma década. Não chega ao requinte de alguns modelos da Mercedes-Benz, mas aproxima-se bastante mais desse universo do que de muitos dos seus rivais diretos.


Os bancos da versão Premium contribuem bastante para essa sensação. Oferecem um excelente compromisso entre conforto e apoio lateral, permitindo realizar viagens longas sem provocar fadiga, mas mantendo simultaneamente uma boa contenção do corpo quando o ritmo aumenta em estrada sinuosa. A posição de condução encontra-se facilmente graças às amplas regulações disponíveis e rapidamente percebemos que o volante apresenta uma excelente amplitude de ajuste, permitindo encontrar uma postura natural para condutores de diferentes estaturas.


A visibilidade também merece destaque. Apesar da linha descendente do tejadilho, nunca senti limitações significativas para a frente nem para os lados. Apenas a superfície envidraçada traseira, naturalmente mais reduzida devido ao formato coupé da carroçaria, obriga a confiar um pouco mais nas câmaras e nos sensores de estacionamento durante algumas manobras. Felizmente, a qualidade das imagens disponibilizadas pelas câmaras é elevada e rapidamente deixa de representar qualquer preocupação.


No centro do tablier encontramos um ecrã tátil de 12,8 polegadas, responsável praticamente por todas as funções do automóvel. É impossível ignorar a influência que a Tesla exerceu sobre a indústria automóvel nos últimos anos e o smart #3 segue claramente essa tendência. Quase todos os comandos passaram para o sistema multimédia, reduzindo drasticamente o número de botões físicos.


Confesso que continuo a preferir comandos físicos para funções essenciais como a climatização e outras. Obrigar o condutor a navegar por menus para ajustar a temperatura nunca será, na minha opinião, a solução ideal. Ainda assim, a smart conseguiu minimizar esse inconveniente através de uma interface bastante intuitiva e de um processador extremamente rápido. Os menus respondem instantaneamente aos comandos, as animações são fluidas e raramente encontramos atrasos ou bloqueios, algo que infelizmente continua a acontecer em alguns concorrentes.


O sistema é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, ambos sem fios, permitindo integrar facilmente o smartphone sem necessidade de cabos. A navegação própria também merece elogios pela rapidez de cálculo das rotas e pela integração inteligente dos pontos de carregamento ao longo do percurso, uma funcionalidade particularmente importante em viagens mais longas.


À frente do condutor encontramos ainda um painel de instrumentos digital de 9,2 polegadas, claro, bem organizado e facilmente legível em qualquer condição de luminosidade. Complementa-o um Head-Up Display de 10 polegadas, exclusivo da versão Premium, que projeta no para-brisas informações essenciais como velocidade, limites da via e indicações de navegação. Depois de alguns quilómetros torna-se difícil imaginar conduzir sem este sistema, já que reduz significativamente a necessidade de desviar o olhar da estrada.

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A habitabilidade traseira surpreendeu-me mais do que esperava. O formato coupé fazia antecipar algumas limitações, mas a realidade revelou-se bastante diferente. Dois adultos viajam com bastante conforto, dispondo de um espaço generoso para pernas e ombros. Apenas passageiros bastante altos poderão tocar ligeiramente com a cabeça no revestimento do tejadilho, consequência inevitável da silhueta desportiva, mas mesmo assim o compromisso conseguido pela smart parece-me bastante equilibrado.


A bagageira oferece 370 litros de capacidade, aumentando para cerca de 1.160 litros com os bancos traseiros rebatidos. Não lidera o segmento em capacidade absoluta, mas revela uma forma muito regular e facilmente aproveitável. Para além disso, existe ainda uma pequena bagageira dianteira (frunk) com aproximadamente 15 litros, suficiente para guardar os cabos de carregamento e libertar espaço na zona principal.


No equipamento, a versão Premium praticamente elimina a necessidade de recorrer a opcionais. O tejadilho panorâmico em vidro contribui para reforçar a luminosidade interior, o sistema de som Beats oferece uma qualidade sonora muito convincente e os bancos aquecidos, juntamente com o volante aquecido, tornam-se particularmente agradáveis durante os meses de inverno. A climatização automática de duas zonas, o carregador sem fios para smartphone e o portão elétrico da bagageira completam um nível de equipamento que dificilmente deixará alguém com a sensação de estar perante uma versão intermédia.


Também ao nível da segurança, o smart #3 apresenta um conjunto extremamente completo. O controlo de velocidade adaptativo, a manutenção ativa na faixa de rodagem, a monitorização de ângulo morto, a travagem autónoma de emergência, o reconhecimento de sinais de trânsito e a câmara de visão de 360 graus funcionaram sempre de forma consistente ao longo do ensaio. Mais importante ainda, os sistemas revelam uma calibração bastante natural. Não existem alertas excessivamente intrusivos nem intervenções bruscas que acabem por irritar o condutor, um equilíbrio que continua a faltar em alguns modelos mais recentes.


Depois de vários dias de utilização, comecei a perceber aquilo que talvez melhor defina este automóvel. O smart #3 não tenta constantemente impressionar quem está ao volante. Em vez disso, procura facilitar a vida. Tudo parece pensado para funcionar de forma intuitiva, desde a posição de condução à ergonomia dos comandos, passando pela rapidez do sistema multimédia ou pela facilidade com que nos adaptamos às suas dimensões.


Essa sensação de naturalidade acaba por ser uma das maiores qualidades deste modelo.


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Comportamento dinâmico: um SUV que conduz muito mais perto de um hatchback do que seria de esperar

Até aqui falámos daquilo que os olhos veem e da engenharia escondida sob a carroçaria. Mas existe um momento em que toda essa teoria preciso ser confrontada. Esse momento acontece quando engrenamos a posição "D", largamos o travão e começamos simplesmente a conduzir. É aí que o smart #3 Premium revela, na minha opinião, o seu maior argumento. Porque este não é apenas um SUV elétrico bem construído. É um automóvel extraordinariamente bem afinado e equilibrado.


Vivemos numa época em que muitos elétricos parecem ter sido desenvolvidos para impressionar nos primeiros cinco minutos. A aceleração cola-nos ao banco, os ecrãs ocupam quase todo o tablier e a lista de equipamento parece interminável. Depois, passados alguns quilómetros, começam a surgir os compromissos: suspensões demasiado rígidas, direções artificiais, travagens difíceis de dosear e um peso que rapidamente denuncia a presença de uma bateria de centenas de quilos.


O smart #3 escapa quase sempre a essa armadilha.

Muito desse mérito pertence à plataforma SEA. Ao integrar completamente a bateria no piso, o centro de gravidade desce de forma muito significativa. O peso continua lá — porque continua a ser um SUV elétrico com mais de 1.800 kg — mas raramente o sentimos. Pelo contrário, a sensação é de um automóvel bastante mais compacto e leve do que aquilo que os números sugerem.


Curiosamente, aquilo que mais me surpreendeu foi a naturalidade com que o #3 muda de direção. Não existe qualquer sensação de inércia excessiva nas transferências de massa. O chassis responde rapidamente às ordens do volante e transmite imediatamente confiança.


Em estrada sinuosa esquecemo-nos facilmente que estamos ao volante de um SUV. A posição de condução continua naturalmente mais elevada do que num hatchback convencional, mas a forma como a carroçaria controla os movimentos aproxima-se muito mais de uma berlina compacta do que de um crossover familiar.


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Grande parte dessa sensação resulta também da excelente afinação da suspensão.

A smart encontrou aqui um compromisso muito difícil de atingir. Em pisos degradados absorve muito bem juntas de dilatação, tampas de saneamento e irregularidades urbanas sem transmitir secura ao habitáculo. Existe sempre um amortecimento muito progressivo que evita pancadas secas, algo particularmente importante num automóvel equipado com jantes de grandes dimensões.


Mas aquilo que verdadeiramente impressiona acontece quando o ritmo aumenta.

Em curvas rápidas a carroçaria inclina muito menos do que seria expectável. Não porque a suspensão seja excessivamente rígida, mas porque existe um excelente controlo hidráulico dos amortecedores. O movimento acontece, como é natural, mas termina exatamente quando deve terminar. Nunca sentimos oscilações adicionais nem aquele efeito de balanço que caracteriza muitos SUV familiares.


É uma afinação claramente orientada para a condução europeia.

Em Portugal, onde alternamos frequentemente entre pisos urbanos bastante degradados, estradas nacionais cheias de remendos e autoestradas rápidas, esta calibração faz toda a diferença. O automóvel adapta-se praticamente a todos os cenários sem obrigar o condutor a comprometer conforto ou estabilidade.


Também a direção merece uma referência muito positiva.

É evidente que continua a tratar-se de uma direção elétrica, mas felizmente não cai no exagero de algumas assistências demasiado leves que acabam por eliminar qualquer ligação entre o condutor e a estrada. Aqui existe um peso bastante natural. Em cidade é suficientemente leve para facilitar manobras e estacionamento, enquanto em velocidade ganha consistência de forma progressiva, transmitindo uma boa sensação de precisão.


Naturalmente não oferece o nível de comunicação de um desportivo puro, mas dentro deste segmento considero-a uma das melhores direções atualmente disponíveis. Nunca sentimos necessidade de corrigir constantemente a trajetória em autoestrada, algo que infelizmente continua a acontecer em alguns elétricos chineses de primeira geração.


Outro aspeto que merece elogios é a excelente estabilidade direcional.

Durante o nosso ensaio percorremos cerca de 200 quilómetros em autoestrada, muitas vezes sujeitos a vento lateral relativamente forte. O smart #3 manteve sempre uma enorme serenidade. A carroçaria permanece muito estável, sem flutuações ou movimentos inesperados, transmitindo uma sensação de segurança que rapidamente nos leva a esquecer que estamos ao volante de um automóvel relativamente alto.


O isolamento acústico acompanha essa qualidade dinâmica.

Até velocidades urbanas praticamente só ouvimos o ligeiro ruído dos pneus sobre o asfalto. Em autoestrada começam naturalmente a surgir alguns ruídos aerodinâmicos junto aos espelhos retrovisores e à zona superior das portas, mas sempre dentro de níveis perfeitamente aceitáveis. O trabalho realizado na insonorização merece destaque, sobretudo tendo em conta que a ausência de ruído mecânico torna qualquer som exterior muito mais percetível num veículo elétrico.


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A travagem era um dos aspetos que mais curiosidade me despertava antes deste ensaio.

Ainda encontramos muitos elétricos cuja transição entre regeneração e travagem hidráulica continua pouco natural, obrigando o condutor a reaprender completamente a dosear o pedal. Felizmente, isso não acontece aqui.


O pedal apresenta um curso progressivo e previsível. A passagem entre regeneração e atuação dos travões mecânicos faz-se praticamente sem que o condutor se aperceba, permitindo controlar facilmente a desaceleração tanto em cidade como em condução mais rápida. Existe potência mais do que suficiente para parar os 1.820 kg deste SUV Coupé, mas acima de tudo existe confiança.


As jantes de 19 polegadas, exclusivas desta versão Premium, acabam por desempenhar também um papel importante no equilíbrio geral do automóvel. Visualmente assentam na perfeição sobre a carroçaria, ajudam a reforçar a postura musculada do #3 e apresentam um design fechado. Felizmente, a smart resistiu à tentação de privilegiar exclusivamente a estética. Apesar do diâmetro generoso, o conforto continua num nível bastante elevado, demonstrando que a escolha dos pneus e a afinação da suspensão foram pensadas em conjunto.


Ao longo do ensaio fui percebendo que este automóvel possui uma característica cada vez mais rara na indústria automóvel: coerência.


Tudo parece trabalhar em conjunto. A direção combina com a suspensão. A suspensão combina com a plataforma. A plataforma combina com a entrega de potência. Nada parece desenvolvido isoladamente.


E é precisamente essa coerência que faz do smart #3 um automóvel tão agradável de conduzir.


No final desta componente dinâmica fiquei com uma conclusão muito clara.

O smart #3 não procura ser o elétrico mais radical do segmento, nem aquele que oferece a aceleração mais impressionante ou a maior autonomia. A sua grande virtude está precisamente em fazer quase tudo muito bem. É confortável sem ser demasiado macio, é estável sem comprometer o conforto, é rápido sem se tornar difícil de controlar e consegue transmitir uma qualidade de condução que continua a surpreender quem ainda olha para a smart apenas como uma marca de pequenos citadinos.


É, provavelmente, um dos SUV elétricos mais equilibrados que conduzi nos últimos meses. E isso, para quem procura viver diariamente com um automóvel, vale muito mais do que qualquer número da ficha técnica.


Existe outro aspeto que não posso ignorar: o preço.


A versão Premium que testámos apresenta um preço em Portugal a partir de 39.950 euros, posicionando-se exatamente no centro do segmento dos SUV elétricos compactos de orientação premium.


À primeira vista poderá parecer um valor elevado para quem ainda associa a smart aos antigos fortwo. Mas basta analisar aquilo que este automóvel oferece para perceber que a comparação deixou de fazer sentido há muito tempo. O equipamento é extremamente completo, a qualidade de construção aproxima-se claramente do universo premium e a plataforma utilizada está entre as mais sofisticadas do mercado.


Quando colocado frente a frente com propostas como o Volvo EX30, Tesla Model Y, Cupra Tavascan, BMW iX2 ou Volkswagen ID.5, o smart #3 deixa rapidamente de parecer caro. Pelo contrário, surge como uma das propostas mais equilibradas entre qualidade, tecnologia, desempenho e equipamento.

Artur Semedo - Editor de Veículos PUBLIRACING
Artur Semedo - Editor de Veículos PUBLIRACING

Conclusão do Editor

Quando iniciei este ensaio, admito que já trazia comigo boas referências dos testes anteriores ao #1 e ao #5. Também a tecnologia da Geely, cuja competência já conheço de outras marcas do grupo, mas ainda faltava o terceiro elemento do line-up da marca no mercado europeu para confirmar a capacidade da smart em construir uma identidade própria com as novas propostas.


A resposta chegou muito antes do final do teste.

O smart #3 Premium não vive da nostalgia do fortwo nem tenta explorar artificialmente o peso histórico da marca. Pelo contrário, assume sem receios que representa uma smart completamente diferente. Mais madura, mais sofisticada e tecnologicamente muito mais ambiciosa.


Aquilo que mais me impressionou não foi a aceleração, nem os ecrãs, nem sequer o elevado nível de equipamento, conforto e qualidade. Foi a coerência do conjunto. O design combina com a plataforma. A plataforma suporta um excelente comportamento dinâmico. A suspensão consegue equilibrar conforto e estabilidade de forma exemplar. O habitáculo transmite qualidade e a tecnologia funciona sem complicações desnecessárias. Nada parece ter sido desenvolvido isoladamente.


Naturalmente, existem aspetos menos conseguidos. Continuo a considerar excessiva a dependência do ecrã central para funções básicas e uma bagageira ligeiramente maior seria bem-vinda para utilização familiar mais intensiva. Mas estes detalhes acabam por ter um peso reduzido perante aquilo que o automóvel oferece no seu conjunto.


No final deste ensaio fiquei com uma convicção difícil de ignorar: se retirássemos o logótipo da smart e colocássemos outro emblema Premium europeu na dianteira, dificilmente alguém questionaria a qualidade deste automóvel. E talvez esse seja o maior elogio que lhe posso fazer.


O smart #3 Premium demonstra que a transformação da marca não foi apenas bem-sucedida. Foi, muito provavelmente, uma das mudanças estratégicas mais inteligentes que assistimos na indústria automóvel na última década.


Artur Semedo

Editor de Veículos | Jornalista Especializado em Produto e Engenharia Automóvel


Com mais de 15 anos de experiência em ensaios automóveis em Portugal e no Brasil, alia a prática de centenas de testes à formação técnica da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, em combustíveis, motores de combustão, baterias, sistemas híbridos e veículos elétricos, proporcionando uma análise aprofundada do comportamento, engenharia e tecnologia de cada automóvel.

Ficha Técnica – smart #3 Premium

Característica

Dados

Preço (Portugal)

Desde 39.950 €

Segmento

SUV Coupé 100% Elétrico

Plataforma

Geely SEA (Sustainable Experience Architecture)

Motorização

Motor elétrico síncrono de ímanes permanentes

Potência

272 cv (200 kW)

Binário

343 Nm

Tração

Traseira

Transmissão

Redução de velocidade de uma relação

Bateria

NMC – 66 kWh úteis (69 kWh brutos)

Arquitetura elétrica

400 V

Autonomia WLTP

Até 455 km

Consumo homologado (WLTP)

16,3–17,6 kWh/100 km

Consumo registado no ensaio

17,3 kWh/100 km

Carregamento AC

Até 22 kW (11 kW de série em alguns mercados)

Carregamento DC

Até 150 kW

Tempo de carga DC (10-80%)

Cerca de 30 minutos

0-100 km/h

5,8 s

Velocidade máxima

180 km/h

Comprimento

4.440 mm

Largura (sem espelhos)

1.844 mm

Largura (com espelhos)

2.070 mm

Altura

1.556 mm

Distância entre eixos

2.785 mm

Peso em ordem de marcha

1.820 kg

Capacidade da bagageira

370 litros

Capacidade máxima (bancos rebatidos)

1.160 litros

Frunk (bagageira dianteira)

15 litros

Jantes

Liga leve de 19"

Pneus

245/45 R19

Raio de viragem

5,45 m



Pontos-Chave para Avaliação de Veículos

  1. Motorização e Desempenho

    Potência, binário, aceleração, resposta em diferentes cenários (cidade, estrada, ultrapassagens).

  2. Consumo / Eficiência Energética

    Média de consumo (l/100 km) ou eficiência elétrica (kWh/100 km).

  3. Autonomia

    Fundamental em elétricos e híbridos plug-in, mas também importante em combustão (tamanho do tanque, consumo real).

  4. Conforto e Ergonomia

    Qualidade dos bancos, espaço interno, nível de ruído, suspensão, facilidade de acesso e posição de condução.

  5. Tecnologia e Conectividade

    Infotainment, integração com smartphone, atualizações OTA, assistentes virtuais, personalização digital.

  6. Segurança

    Sistemas ADAS (travagem automática, ACC, manutenção de faixa, monitorização de fadiga), número de airbags, estrutura e testes de colisão.

  7. Travagem e Estabilidade

    Qualidade dos travões, distância de travagem, comportamento em curvas, controle de tração e estabilidade.

  8. Espaço e Funcionalidade

    Porta-malas, espaço para ocupantes, modularidade dos bancos, porta-objetos e usabilidade no dia a dia.

  9. Design e Acabamento

    Estilo exterior, qualidade de materiais no interior, atenção ao detalhe e percepção de valor.

  10. Custo-Benefício

    Preço em relação ao que oferece, garantia, custo de manutenção, valor de revenda.


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