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Farizon reforça distribuição global de peças para reduzir tempos de imobilização das frotas

há 58 minutos
4 min de leitura
Farizon reforça distribuição global de peças para reduzir tempos de imobilização das frotas

A Farizon inaugurou um novo Centro Global de Distribuição de Peças destinado a centralizar e reforçar o abastecimento das suas operações internacionais. Integrada na estrutura logística do Geely Holding Group, a nova unidade pretende reduzir os prazos de entrega, melhorar a gestão de stocks e aumentar a disponibilidade de componentes num momento em que a marca de comerciais elétricos expande a sua presença fora da China. Para os operadores de frotas, o objetivo é particularmente relevante: diminuir o tempo durante o qual um veículo permanece parado à espera de uma peça.


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A expansão internacional de uma marca automóvel não termina quando os veículos chegam aos concessionários. Para quem opera comerciais ligeiros, a assistência técnica e a capacidade de receber rapidamente um componente podem ter tanto peso na decisão de compra como autonomia, capacidade de carga ou preço.


É precisamente nesta área que a Farizon, marca do Geely Holding Group dedicada aos veículos comerciais eletrificados, procura agora reforçar a sua estrutura.


O novo Centro Global de Distribuição de Peças ficará responsável pela coordenação dos componentes destinados aos diferentes mercados internacionais, centralizando recursos e procurando responder às necessidades específicas de cada região. A empresa pretende, desta forma, melhorar a previsibilidade do abastecimento e diminuir os períodos de espera associados às reparações.


Estrutura da Geely passa a apoiar diretamente o pós-venda da Farizon

Uma das principais vantagens do novo centro está na integração com a infraestrutura já existente dentro do Geely Holding Group.


Ao abrigo da estratégia denominada “One Geely”, a Farizon passa a beneficiar das capacidades de logística, armazenamento e cadeia de abastecimento das diferentes operações automóveis do grupo.


Na prática, a estrutura procura criar sinergias entre as áreas de veículos de passageiros e comerciais, partilhando recursos e procedimentos em vez de desenvolver redes internacionais totalmente independentes.


A relevância desta estratégia é particularmente evidente nos comerciais. Uma viatura de passageiros temporariamente imobilizada representa sobretudo um inconveniente para o proprietário; num furgão utilizado diariamente para distribuição, assistência técnica ou prestação de serviços, cada dia parado pode significar trabalho não realizado e custos adicionais para a empresa.


Farizon reforça distribuição global de peças para reduzir tempos de imobilização das frotas

É esse problema que a Farizon procura atacar ao aumentar a disponibilidade internacional de peças.


“À medida que o nosso negócio global cresce, continuamos a investir nas infraestruturas necessárias para proporcionar serviços de pós-venda fiáveis, ágeis e adaptados às necessidades de cada mercado”,

explica Cook Xue, General Manager da Farizon Auto International.


A estratégia deverá continuar a ser desenvolvida de acordo com as necessidades das frotas, distribuidores e parceiros de assistência, procurando acompanhar os veículos durante todo o seu ciclo de utilização.


Portugal já conta com 15 concessionários

O reforço internacional do pós-venda ganha também relevância para Portugal, onde a Farizon está a construir a sua presença no mercado de comerciais ligeiros elétricos.


A marca dispõe atualmente de uma rede de 15 concessionários em território nacional, responsáveis tanto pela atividade comercial como pelo apoio pós-venda.


A gama portuguesa é exclusivamente elétrica e tem como uma das novidades mais recentes a Farizon V7E, um furgão direcionado para operações de distribuição, serviços técnicos e utilização por frotas urbanas e regionais.


A versão V7E Max Range 67 kWh encontra-se anunciada, numa campanha válida até 31 de outubro de 2026 e limitada ao stock disponível nos concessionários aderentes, por 27.235 euros + IVA. O valor inclui revestimento da zona de carga em alumínio antiderrapante e despesas administrativas de 950 euros + IVA em Portugal Continental.


Farizon reforça distribuição global de peças para reduzir tempos de imobilização das frotas

V7E oferece 6,95 m³ e até 475 km de autonomia urbana

Com 6,95 m³ de volume útil, a V7E admite uma carga máxima de 1243 kg. Um dos seus elementos diferenciadores é a plataforma de carga situada a apenas 510 mm do solo, procurando facilitar operações em que são realizadas sucessivas entradas e saídas de mercadoria.


A porta lateral proporciona uma abertura de 1100 mm, enquanto as portas traseiras podem abrir até 270 graus.


A bateria LFP tem 66,67 kWh e permite, segundo os valores divulgados pela Farizon, atingir até 475 km em ciclo urbano WLTP. O carregamento entre 10% e 80% pode ser realizado em cerca de 25 minutos.


Há ainda tecnologia V2L, através da qual a energia armazenada na bateria pode alimentar equipamentos elétricos externos, uma funcionalidade particularmente interessante num comercial destinado a profissionais que necessitem de utilizar ferramentas no local de trabalho.


Na assistência à condução, a V7E pode contar com câmara 360º HD, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, cruise control adaptativo e inteligente, travagem autónoma de emergência e sistema de manutenção na faixa de rodagem.


O pós-venda torna-se parte da disputa pelo mercado dos comerciais elétricos

O investimento num centro internacional de peças pode parecer menos mediático do que o lançamento de um novo modelo, mas toca num dos pontos decisivos para quem gere uma frota.


A transição para comerciais elétricos obriga as empresas a avaliar não apenas autonomia, capacidade útil e custos energéticos. Tempos de reparação, cobertura oficinal, disponibilidade de componentes e capacidade de resposta do importador entram diretamente no cálculo do TCO — Total Cost of Ownership, sobretudo quando cada veículo constitui uma ferramenta de trabalho.


É neste contexto que deve ser interpretado o novo Centro Global de Distribuição de Peças da Farizon. A marca está a crescer internacionalmente e procura fazer com que a infraestrutura de pós-venda acompanhe esse movimento, aproveitando a dimensão logística da Geely.


Em Portugal, onde já existe uma rede de 15 concessionários, o verdadeiro impacto desta estratégia poderá ser medido por um indicador bastante concreto: quanto tempo será possível retirar ao período de imobilização de um comercial quando este necessitar de uma peça que não esteja disponível localmente. É nesse momento, mais do que no anúncio da inauguração de um novo centro, que a eficiência da nova estrutura será colocada à prova.


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