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Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















O mercado automóvel europeu iniciou 2026 com um sinal de abrandamento. Em janeiro, foram registados 953.290 novos automóveis nos 28 mercados europeus, representando uma queda de 4% face ao mesmo mês de 2025, segundo dados da JATO Dynamics. Apesar do recuo global, os veículos eletrificados continuam a crescer e reforçam a transformação do setor.
O início do ano trouxe uma ligeira retração nas vendas de automóveis na Europa. Em janeiro de 2026, os registos de veículos novos totalizaram 953.290 unidades, menos 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre os maiores mercados europeus, Alemanha e França registaram quedas de 6,6%, enquanto Espanha recuou 3,1%. Em contrapartida, Itália e Reino Unido apresentaram crescimento, com aumentos de 6,3% e 3,4%, respetivamente.
Este cenário evidencia um arranque de ano mais cauteloso para a indústria automóvel, influenciado por fatores económicos e pela transição tecnológica que o setor atravessa.
Apesar do abrandamento do mercado, os veículos eletrificados continuam a ganhar terreno. Os automóveis 100% elétricos (BEV) cresceram 13% em relação a janeiro de 2025, representando já 20% do total do mercado europeu. FINAL JATO January registration…
Ainda mais expressivo foi o crescimento dos híbridos plug-in (PHEV), que aumentaram 32%, passando de 75.242 para 99.303 unidades, o equivalente a 10% das vendas totais.
Segundo a JATO Dynamics, este crescimento foi impulsionado sobretudo por novos modelos do Grupo Volkswagen, como o Golf, Tayron, A5 e A3 plug-in, além de modelos chineses como o BYD Seal U e o Jaecoo 7, que lideraram o ranking de vendas entre os híbridos plug-in.

Os dados mostram também uma mudança gradual nas preferências dos consumidores. Os mild-hybrid (MHEV) representaram 26% do mercado, aproximando-se dos veículos com motor de combustão interna, cuja quota continua em queda.
Já os híbridos convencionais (HEV) mantiveram uma posição estável, com 14% de quota de mercado, refletindo o papel destes sistemas como solução intermédia na transição energética da mobilidade.
Para Daniele Ministeri, consultor sénior da JATO Dynamics, a tendência é clara:
“À medida que a procura por veículos com motor de combustão diminui, os mild-hybrid estão a surgir como uma substituição natural. Os consumidores também estão cada vez mais dispostos a explorar outras motorizações.”

Entre os principais grupos automóveis, o Stellantis foi um dos poucos a registar crescimento, com um aumento de 7,4% nas matrículas. O destaque foi para a Fiat, que cresceu 24,7%, impulsionada pelo desempenho do novo Grande Panda.
Por outro lado, o Grupo Volkswagen registou uma queda de 4,4%, apesar do crescimento da Skoda, que aumentou 9,8%. Já o Grupo Renault sofreu um recuo de 14,8%, mesmo com bons resultados do modelo Bigster.
Outro destaque do início de 2026 é a crescente presença das marcas chinesas no mercado europeu. A BYD tornou-se a marca chinesa mais registada, com 8.977 elétricos vendidos, um aumento de 86%.
Outras fabricantes emergentes também registaram forte crescimento, como a Leapmotor, que alcançou 3.833 unidades, um salto de 357% face ao ano anterior.
Este avanço confirma que os construtores chineses estão a reforçar a sua presença na Europa, sobretudo no segmento dos veículos elétricos, aumentando a pressão competitiva sobre as marcas tradicionais.
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