
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 19 horas



Redação Europa
há 20 horas



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
14 de fev.






















Um estudo europeu baseado em 24 mil veículos revela que a degradação das baterias de carros elétricos e híbridos plug-in é significativamente inferior ao que muitos consumidores ainda acreditam. Mesmo após seis anos ou 160 mil quilómetros, a capacidade mantém-se acima dos 90%, reforçando a confiança no mercado de usados eletrificados.
A durabilidade das baterias continua a ser um dos principais pontos de dúvida para quem pondera a compra de um veículo elétrico ou híbrido plug-in. No entanto, um novo estudo do Arval Mobility Observatory vem contrariar essa perceção, demonstrando que a degradação real é não só reduzida, como também previsível ao longo do tempo.
A análise baseia-se em 24 mil certificados de estado de saúde (SoH) de baterias, abrangendo veículos de 30 marcas distintas, comercializados em 11 países europeus entre março de 2023 e setembro de 2025. Os dados revelam que, aos 70 mil quilómetros, as baterias mantêm em média 93% da sua capacidade, e que, mesmo após 160 mil quilómetros ou seis anos de utilização, esse valor continua acima dos 90%.
O estudo indica ainda que os modelos mais recentes apresentam um desempenho superior, com níveis de SoH entre dois a três pontos percentuais acima das gerações anteriores. A degradação segue um padrão lento e progressivo, situando-se em cerca de 1% por cada 25 mil quilómetros, após uma ligeira perda inicial.
Estes dados surgem num momento em que a União Europeia prepara novas regulamentações, como a norma Euro 7 e legislação específica para baterias, que irão introduzir maior transparência no setor. A partir de 2027, o estado de saúde passará a ser apresentado diretamente no painel de instrumentos dos veículos, sob a designação SOCE (State of Certified Energy), acompanhado por um “passaporte de bateria” com todo o histórico e capacidade certificada.
A evolução tecnológica e regulamentar surge como um fator determinante para impulsionar o mercado de veículos elétricos usados, que assume um papel central na descarbonização do parque automóvel europeu. Segundo a ACEA, cerca de 75% das transações de veículos na União Europeia ocorrem no mercado de usados, evidenciando o potencial deste segmento.

Neste contexto, a confiança torna-se essencial. A Arval destaca-se como pioneira ao disponibilizar certificados independentes do estado das baterias, emitidos por entidades especializadas como a Moba e a Aviloo. Através de um sistema digital com código QR, os compradores podem aceder a informações detalhadas sobre a capacidade da bateria e a autonomia estimada em diferentes condições de utilização.
Mais do que um argumento técnico, estes resultados reforçam uma conclusão clara: os veículos elétricos mantêm níveis de desempenho elevados ao longo do tempo, tornando-se uma alternativa viável não só no mercado de novos, mas também — e cada vez mais — no segmento de usados. Uma realidade que poderá acelerar a adoção da mobilidade elétrica e consolidar um mercado mais sustentável e acessível.
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