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14 de fev.



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8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















O mercado português de ciclomotores, motociclos e triciclos iniciou 2026 com uma descida de 1%, contrastando com o forte crescimento dos quadriciclos, que avançaram 38,6% em janeiro. Apesar da retração global, os modelos de maior cilindrada deram sinais positivos, sugerindo uma mudança nas preferências dos consumidores.
O arranque do ano revelou um mercado globalmente estável, mas com tendências divergentes entre segmentos. Em janeiro foram matriculadas 2.858 unidades de veículos de duas e três rodas, uma queda de 1% face ao mesmo mês de 2025, enquanto os quadriciclos somaram 183 registos, evidenciando um crescimento expressivo.
Entre os diferentes tipos de veículos, os motociclos continuaram a dominar claramente o mercado, com 2.769 unidades matriculadas, embora tenham registado uma ligeira descida de 0,6%. Já os ciclomotores totalizaram apenas 84 unidades (-5,6%), ao passo que os triciclos sofreram a quebra mais acentuada, com apenas cinco matrículas, representando um recuo de 58,3%.
A análise por motorização mostra um comportamento distinto entre tecnologias. Os motociclos elétricos caíram 29,2%, enquanto os modelos de combustão interna mantiveram uma variação positiva, ainda que marginal (+0,2%). Nos ciclomotores, a tendência foi semelhante: os elétricos recuaram 33,3%, contrastando com um crescimento de 4,6% nos veículos a combustão.
Também se observaram diferenças relevantes na cilindrada. Os motociclos até 125 cm³ recuaram 6,6%, mas os modelos com mais de 125 cm³ cresceram 4,9%, indicando uma procura crescente por motos mais potentes — possivelmente associada a utilizadores mais experientes ou a uma utilização menos urbana.
No campo dos quadriciclos, o desempenho foi impulsionado sobretudo pelos minicarros, que aumentaram 40,5%, com destaque para as versões elétricas (+29,3%). Já os ATV cresceram 18,2%, reforçando a tendência de diversificação da mobilidade ligeira.
Em conjunto, os dados apontam para um mercado em fase de reajustamento, onde a eletrificação ainda enfrenta volatilidade em alguns segmentos, enquanto alternativas como os quadriciclos ganham tração. O comportamento dos próximos meses será determinante para perceber se esta redistribuição da procura representa apenas um efeito pontual ou o início de uma mudança estrutural no panorama da mobilidade ligeira em Portugal.
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