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Mercado de duas rodas arranca 2026 em queda ligeira enquanto quadriciclos aceleram em Portugal

  • Foto do escritor: Redação Europa
    Redação Europa
  • 3 de fev.
  • 2 min de leitura


O mercado português de ciclomotores, motociclos e triciclos iniciou 2026 com uma descida de 1%, contrastando com o forte crescimento dos quadriciclos, que avançaram 38,6% em janeiro. Apesar da retração global, os modelos de maior cilindrada deram sinais positivos, sugerindo uma mudança nas preferências dos consumidores.


O arranque do ano revelou um mercado globalmente estável, mas com tendências divergentes entre segmentos. Em janeiro foram matriculadas 2.858 unidades de veículos de duas e três rodas, uma queda de 1% face ao mesmo mês de 2025, enquanto os quadriciclos somaram 183 registos, evidenciando um crescimento expressivo.


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Entre os diferentes tipos de veículos, os motociclos continuaram a dominar claramente o mercado, com 2.769 unidades matriculadas, embora tenham registado uma ligeira descida de 0,6%. Já os ciclomotores totalizaram apenas 84 unidades (-5,6%), ao passo que os triciclos sofreram a quebra mais acentuada, com apenas cinco matrículas, representando um recuo de 58,3%.


A análise por motorização mostra um comportamento distinto entre tecnologias. Os motociclos elétricos caíram 29,2%, enquanto os modelos de combustão interna mantiveram uma variação positiva, ainda que marginal (+0,2%). Nos ciclomotores, a tendência foi semelhante: os elétricos recuaram 33,3%, contrastando com um crescimento de 4,6% nos veículos a combustão.


Também se observaram diferenças relevantes na cilindrada. Os motociclos até 125 cm³ recuaram 6,6%, mas os modelos com mais de 125 cm³ cresceram 4,9%, indicando uma procura crescente por motos mais potentes — possivelmente associada a utilizadores mais experientes ou a uma utilização menos urbana.


No campo dos quadriciclos, o desempenho foi impulsionado sobretudo pelos minicarros, que aumentaram 40,5%, com destaque para as versões elétricas (+29,3%). Já os ATV cresceram 18,2%, reforçando a tendência de diversificação da mobilidade ligeira.


Em conjunto, os dados apontam para um mercado em fase de reajustamento, onde a eletrificação ainda enfrenta volatilidade em alguns segmentos, enquanto alternativas como os quadriciclos ganham tração. O comportamento dos próximos meses será determinante para perceber se esta redistribuição da procura representa apenas um efeito pontual ou o início de uma mudança estrutural no panorama da mobilidade ligeira em Portugal.


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