
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
14 de fev.



















A Porsche apresentou o 975 RSE, o seu monolugar de nova geração para a Fórmula E, alinhado com o regulamento GEN4 e preparado para elevar o nível de desempenho, eficiência e competitividade do campeonato elétrico já a partir da próxima temporada.
A Porsche deu a conhecer o 975 RSE, o monolugar que marca a entrada da marca na era GEN4 da Fórmula E, num momento que assinala também um novo capítulo na evolução do desporto motorizado totalmente elétrico. Com estreia competitiva prevista para dezembro, o novo modelo sucede ao 99X Electric e surge num contexto de forte crescimento tecnológico da categoria, que se aproxima cada vez mais dos padrões de performance de fórmulas tradicionais.
A quarta geração de monolugares representa o maior salto técnico da história da Fórmula E. O 975 RSE debita até 816 cv em modo de ataque, conta com tração integral permanente e introduz um aumento significativo da carga aerodinâmica, fatores que contribuem para um comportamento mais rápido e eficaz, especialmente em curva. A velocidade máxima deverá atingir os 335 km/h, enquanto a aceleração dos 0 aos 100 km/h é estimada em apenas 1,8 segundos, números que colocam estes monolugares num patamar inédito dentro da competição elétrica.

Um dos avanços mais relevantes está precisamente na evolução aerodinâmica. Pela primeira vez, a carga aerodinâmica assume um papel central na performance dos Fórmula E, com duas configurações distintas: uma otimizada para corrida, com menor resistência ao avanço, e outra para qualificação, privilegiando o máximo apoio aerodinâmico. Esta solução permite equilibrar eficiência energética e performance, num campeonato onde a gestão de energia continua a ser determinante.
Ao nível técnico, a Porsche reforçou o desenvolvimento interno de componentes críticos, incluindo motor elétrico, inversor, transmissão, diferencial e sistemas eletrónicos. A eficiência do sistema de propulsão mantém-se como um dos pilares, com perdas energéticas inferiores a 3%, enquanto a recuperação de energia em travagem pode atingir os 700 kW, garantindo que entre 40% e 50% da energia utilizada em corrida é regenerada. Apesar do aumento significativo de potência, o peso global do conjunto foi mantido sob controlo, refletindo o foco na eficiência estrutural.
O 975 RSE incorpora ainda novas soluções como o sistema de travagem eletrónico (brake-by-wire) e um conversor CC/CC, ampliando a complexidade tecnológica e a ligação direta entre competição e desenvolvimento de veículos elétricos de estrada. A bateria, fornecida como componente padrão, mantém-se fora do âmbito de desenvolvimento dos fabricantes, garantindo controlo de custos na categoria.

Com mais de 1.800 quilómetros de testes já realizados, o novo monolugar entra agora na fase final de desenvolvimento antes da homologação, prevista para o outono. A Porsche, atual campeã do mundo de construtores, encara este novo ciclo como uma oportunidade para consolidar a sua posição numa competição onde a evolução tecnológica é cada vez mais acelerada.
O 975 RSE surge assim como um símbolo da maturidade da Fórmula E, demonstrando até que ponto os monolugares elétricos evoluíram em pouco mais de uma década — de uma competição limitada pela autonomia a um campeonato capaz de rivalizar, em termos de performance, com categorias tradicionais do desporto automóvel.
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