Produção automóvel em Portugal recua em maio, mas mantém crescimento no acumulado do ano
Redação Europa
há 7 horas
2 min de leitura
Apesar da quebra de 8,3% em maio, as fábricas portuguesas produziram quase 150 mil veículos nos primeiros cinco meses de 2026. Exportações continuam a absorver praticamente toda a produção nacional.
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A produção automóvel em Portugal registou uma travagem em maio de 2026, com as fábricas nacionais a produzirem 33.476 veículos, um volume que representa uma quebra de 8,3% face ao mesmo mês do ano passado. Ainda assim, o balanço acumulado do ano mantém-se positivo, com 149.828 viaturas produzidas entre janeiro e maio, traduzindo um crescimento de 3,3% em comparação com igual período de 2025.
Os automóveis ligeiros de passageiros continuam a ser o principal motor da indústria nacional, com 120.606 unidades produzidas nos primeiros cinco meses do ano, um aumento de 6,7%. Em sentido contrário, os ligeiros de mercadorias registaram uma quebra acumulada de 8,8%, enquanto os veículos pesados apresentaram uma descida de 4,1%. Apenas em maio, os ligeiros de mercadorias sofreram a maior contração, com uma redução de 22,7% face ao período homólogo.
Os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) confirmam igualmente a forte dependência externa da indústria automóvel portuguesa. Entre janeiro e maio, cerca de 98% dos veículos produzidos tiveram como destino os mercados internacionais, reforçando o papel estratégico do setor para a balança comercial nacional. A Europa continua a absorver a esmagadora maioria das exportações, representando 93,3% do total. Alemanha (21,7%), Turquia (12,6%), Itália (12,3%), França (11,7%) e Espanha (10,7%) lideram a lista dos principais destinos dos automóveis fabricados em Portugal.
No segmento da montagem de veículos pesados, o mês de maio trouxe igualmente uma quebra de 22,2%, com apenas 21 unidades montadas. Contudo, no acumulado do ano, a atividade apresenta um crescimento de 17,2%, totalizando 109 veículos montados. A totalidade da produção corresponde a veículos pesados de passageiros, dos quais 88,1% foram exportados, tendo a Alemanha e o Reino Unido como únicos destinos registados até ao momento.
Embora os números de maio revelem um abrandamento da atividade industrial automóvel, os resultados acumulados dos primeiros cinco meses de 2026 demonstram a resiliência do setor nacional, que continua fortemente orientado para a exportação e a desempenhar um papel relevante na economia portuguesa, num contexto internacional marcado por desafios logísticos, energéticos e comerciais cada vez mais exigentes.
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