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smart #2 recupera a fórmula dos dois lugares com menos de três metros, 290 km de autonomia e nova célula Tridion

há 3 horas
5 min de leitura
smart #2 recupera a fórmula dos dois lugares com menos de três metros, 290 km de autonomia e nova célula Tridion

O smart #2 vai recuperar a essência do citadino de dois lugares que esteve na origem da marca, agora sobre uma arquitetura exclusivamente elétrica e com uma nova geração da célula de segurança Tridion. Com menos de três metros de comprimento, bateria de 35,8 kWh, autonomia estimada de 290 km WLTP e um diâmetro de viragem de apenas 6,95 metros, o modelo será apresentado mundialmente a 12 de outubro, no Salão Automóvel de Paris.


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A smart começa a revelar informação técnica mais concreta sobre aquele que será o seu automóvel mais pequeno numa gama que, nos últimos anos, cresceu substancialmente em dimensões. Depois dos #1, #3 e #5, o #2 representa um regresso ao conceito que tornou a marca conhecida: dois lugares, carroçaria ultracompacta e uma arquitetura pensada prioritariamente para utilização urbana.


A diferença está na tecnologia que sustenta essa fórmula. O novo modelo assenta na Electric Compact Architecture (ECA), desenvolvida especificamente para um veículo elétrico com menos de três metros, e estreia a Tridion Cell Evo, evolução da célula estrutural que durante várias gerações foi uma das características técnicas e visuais dos smart de dois lugares.


Tridion Cell Evo utiliza mais de 78% de aço de alta resistência

A segurança assume particular importância num automóvel destas dimensões, sobretudo pela reduzida distância disponível para criar zonas de deformação perante uma colisão. É precisamente nesse contexto que surge a nova Tridion Cell Evo.


Segundo os dados agora divulgados, mais de 78% da estrutura da carroçaria é constituída por aço de alta resistência. A construção inclui ainda uma estrutura de aço de três camadas e materiais cuja resistência à tração pode atingir 1800 MPa.


A smart anuncia uma rigidez torsional de 39.000 Nm/grau, um valor elevado para um automóvel deste formato, e indica que a estrutura foi desenvolvida para suportar uma carga superior a quatro toneladas sobre o tejadilho.


Estes números, apesar de ajudarem a perceber a abordagem estrutural seguida pelos engenheiros, não equivalem por si só a uma classificação independente de segurança. A marca ainda não divulgou resultados de testes Euro NCAP para o #2, pelo que será necessário aguardar pela respetiva avaliação para perceber como a nova arquitetura se comporta de acordo com o protocolo europeu.


smart #2 recupera a fórmula dos dois lugares com menos de três metros, 290 km de autonomia e nova célula Tridion

Sete airbags e proteção específica para a bateria

O equipamento de segurança passiva inclui sete airbags e um sistema de cintos que combina as tecnologias Pyrotechnic Lap Pretension (PLP) e Crash Locking Tongue (CLT).

A primeira utiliza pré-tensionamento pirotécnico na zona abdominal do cinto, enquanto a segunda limita o movimento da fita através da lingueta durante uma colisão. O objetivo é controlar melhor o deslocamento do ocupante e manter a região pélvica numa posição mais favorável durante o impacto.


A bateria recebe igualmente uma estrutura de proteção multicamada. A smart refere ter realizado testes de dinâmica e estabilidade, além de validações em estradas e autoestradas europeias, mas não apresentou neste comunicado resultados quantitativos desses ensaios.

Também não foram ainda detalhados todos os sistemas ADAS que integrarão o equipamento de série ou opcional do #2, informação particularmente relevante tendo em conta os protocolos de segurança atualmente aplicados na Europa.


Nova plataforma ECA foi criada para caber em menos de três metros

A Electric Compact Architecture constitui a outra grande novidade técnica. Ao contrário de uma plataforma adaptada de um automóvel de maiores dimensões, a ECA foi concebida desde o início para um elétrico ultracompacto de dois lugares.


Um dos desafios é acomodar bateria, motor, eletrónica de potência, sistemas de segurança e habitáculo numa carroçaria inferior a três metros sem comprometer excessivamente o espaço disponível para os ocupantes.


A bateria tem 35,8 kWh e utiliza células fornecidas pela CATL. A smart aponta para uma autonomia combinada estimada de 290 quilómetros WLTP, embora o valor definitivo dependa da homologação da versão comercial.


No carregamento rápido em corrente contínua, a marca anuncia uma passagem dos 10 aos 80% em 20 minutos. A potência máxima de carregamento não foi indicada no comunicado.

Outro elemento importante é o sistema elétrico denominado 11-em-1, que concentra numa única unidade várias funções tradicionalmente distribuídas por diferentes componentes, incluindo motor, eletrónica de potência e sistemas de controlo. A integração procura reduzir o espaço ocupado pelo conjunto mecânico e a complexidade da instalação.


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Tração traseira e suspensão independente de cinco braços

O #2 mantém uma característica pouco habitual entre os citadinos: tração traseira. A smart anuncia igualmente uma distribuição de massas de 50:50 entre os dois eixos.

Na traseira encontra-se uma suspensão independente de cinco braços, solução tecnicamente mais elaborada do que os esquemas normalmente utilizados em automóveis urbanos deste tamanho. Segundo a marca, será o único modelo do seu segmento a recorrer a esta configuração.


Toda a gama utilizará também pneus de larguras diferentes entre os eixos, mais estreitos à frente e mais largos atrás. A escolha procura combinar uma direção mais leve e precisa com maior capacidade de tração e estabilidade no eixo posterior.


A potência e o binário do motor elétrico ainda não foram revelados, tal como os valores de aceleração, velocidade máxima ou peso do automóvel.


6,95 metros para completar uma volta

Se existe um número que evidencia claramente o objetivo urbano do projeto é o diâmetro de viragem de 6,95 metros entre passeios.


É uma característica particularmente relevante para manobras em ruas estreitas, parques de estacionamento e inversões de marcha, recuperando uma das principais vantagens dos primeiros smart: utilizar as pequenas dimensões não apenas para ocupar menos espaço, mas também para aumentar a agilidade no ambiente urbano.


O desenho mantém a arquitetura visual “wheels-at-the-corners”, colocando as rodas próximas das extremidades da carroçaria e reduzindo os balanços. O trabalho de design ficou novamente a cargo da equipa global da Mercedes-Benz.


Regresso às origens numa smart muito diferente

O #2 surge num momento em que a smart já pouco tem em comum, em termos de gama e dimensões, com a marca criada em torno de pequenos automóveis urbanos. A atual oferta expandiu-se para segmentos superiores, incluindo SUV e modelos com dimensões muito distantes das do antigo fortwo.


Neste contexto, o novo citadino não representa apenas a chegada de mais um elétrico. É também a recuperação de um formato que durante anos definiu a identidade da smart, agora reinterpretado com uma plataforma específica, bateria de 35,8 kWh, arquitetura elétrica integrada e uma evolução profunda da célula Tridion.


A apresentação mundial do smart #2 está marcada para 12 de outubro de 2026, no Salão Automóvel de Paris, ocasião em que deverão ser conhecidos mais detalhes sobre um dos poucos projetos atuais a insistir numa fórmula cada vez mais rara no mercado europeu: um automóvel elétrico de dois lugares concebido especificamente para a cidade.


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