
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
9 de ago.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de jun.










Grupo automóvel melhora desempenho financeiro face a 2025, impulsionado pelo aumento de volumes e pela recuperação operacional, apesar de fluxo de caixa ainda negativo típico do início do ano
A Stellantis registou uma melhoria dos principais indicadores financeiros no primeiro trimestre de 2026, assinalando um regresso à rentabilidade. As receitas líquidas cresceram 6% face ao mesmo período de 2025, atingindo 38,1 mil milhões de euros, sustentadas por um aumento global dos volumes, com destaque para a América do Norte como principal motor deste crescimento.
O lucro líquido fixou-se nos 0,4 mil milhões de euros, refletindo uma evolução positiva da performance operacional, enquanto o resultado operacional ajustado atingiu 1,0 mil milhões de euros, com uma margem de 2,5%. Ainda assim, o fluxo de caixa industrial manteve-se negativo em 1,9 mil milhões de euros, um comportamento que a empresa considera típico do primeiro trimestre, embora represente uma melhoria de 37% face ao período homólogo.
Do ponto de vista operacional, a Stellantis destaca sinais encorajadores, com boa receção aos modelos lançados em 2025 e a previsão de introdução de 10 novos veículos e seis atualizações ao longo de 2026. A empresa refere ainda que tem vindo a acelerar medidas para melhorar a execução industrial, resolver questões de qualidade e reforçar a consistência operacional.
Regionalmente, a América do Norte (EUA, Canadá e México) liderou o crescimento, com aumento de vendas de 6% e ganhos de quota de mercado, enquanto a Europa alargada registou uma subida de até 8%, apoiada por mercados como Itália, Alemanha e Espanha. Na América do Sul, a Stellantis manteve a liderança apesar de uma ligeira queda de quota, enquanto Médio Oriente e África mostraram resiliência num contexto de retração do mercado.
Na América do Norte, a Stellantis registou um crescimento de 6% nas vendas face ao primeiro trimestre de 2025. O desempenho foi sustentado por aumentos de 4% nos Estados Unidos, 15% no Canadá e 19% no México. A quota de mercado subiu para 7,9%, mais 80 pontos base em termos homólogos. A marca Ram destacou-se como principal motor de crescimento, com vendas a subir cerca de 20% nos EUA — o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2023 — enquanto a renovação da gama Jeep e a introdução do novo Dodge Charger SIXPACK reforçaram a oferta comercial.
Na Europa alargada, as vendas aumentaram 5%, ou 8% incluindo a Leapmotor, superando o crescimento moderado do mercado. A quota de mercado no EU30 atingiu 17,5% (+20 pontos base), ou 18,1% com a Leapmotor (+70 pontos base). O crescimento foi impulsionado sobretudo por Itália, Alemanha e Espanha, apoiado por uma oferta diversificada que inclui veículos elétricos (BEV), híbridos e motores de combustão. Destaque ainda para o lançamento do Fiat Grande Panda e para o reforço da gama C-SUV com modelos como o Citroën C5 Aircross e o Jeep Compass. A Stellantis manteve a liderança no segmento de veículos comerciais ligeiros (LCV), com 28,7% de quota.
Na América do Sul, as vendas cresceram 1% (2% com Leapmotor), num contexto de ligeira perda de quota de mercado, que recuou 270 pontos base. Ainda assim, a Stellantis manteve a liderança regional com 21,1% de quota, consolidando a posição de número um no Brasil e na Argentina, ambos com 28,9%. Entre os principais lançamentos do trimestre estiveram o novo Ram Dakota, o Jeep Renegade atualizado, o Jeep Commander MHEV e o Leapmotor B10. A empresa reforçou também a sua liderança no segmento de comerciais ligeiros, com 33,8% de quota.
Nesta região, as vendas mantiveram-se estáveis, apesar de um recuo global do mercado de 4%. A quota da Stellantis aumentou para 11,5%, mais 50 pontos base, impulsionada por um crescimento de 18% na Argélia, onde a empresa lidera o mercado, bem como pela performance positiva na Turquia. Entre os lançamentos mais relevantes destacam-se o Jeep Compass e o Peugeot 408 renovado na Turquia, além do Citroën Basalt na África do Sul.
Na região Ásia-Pacífico, as vendas registaram uma queda de 4% (ou 2% incluindo Leapmotor), refletindo um ambiente de mercado mais fraco. Ainda assim, a Índia destacou-se pela positiva, com um crescimento expressivo de 71% nas vendas, impulsionado pela renovação da gama Citroën.
Com uma liquidez de 44,1 mil milhões de euros e orientação financeira confirmada para 2026, o grupo indica estar posicionado para consolidar uma trajetória de crescimento sustentável.
Quer estar sempre atualizado? Siga o nosso canal no WhatsApp e receba as notícias no seu telemóvel.
👉 “A Revista Publiracing acredita em jornalismo isento, relevante e de qualidade. Se também valoriza informação independente, considere apoiar o nosso trabalho.”
Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo



























Comentários