
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de jun.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










As matrículas de automóveis em Portugal cresceram em julho e no acumulado de 2026, mas a evolução das marcas revela um mercado em rápida transformação. Enquanto Volkswagen, Toyota e BYD registaram fortes crescimentos entre os principais construtores, marcas como Tesla, Renault, Peugeot e Volvo perderam terreno no mês. A análise dos dados da ACAP mostra ainda que a liderança continua concentrada nas marcas tradicionais, embora a ofensiva chinesa ganhe cada vez mais expressão.
O mercado automóvel português continua a crescer em 2026, mas a análise por marcas revela mudanças significativas na distribuição das vendas. Os dados da ACAP relativos a julho mostram que a subida das matrículas não beneficiou todos os construtores da mesma forma. Algumas marcas reforçaram claramente a sua posição, enquanto outras registaram perdas expressivas, refletindo um mercado cada vez mais competitivo e influenciado pela eletrificação.
Apesar de continuar a ser a marca mais matriculada em julho, a Peugeot registou uma quebra de 7%, passando de 1.644 para 1.529 unidades.
No entanto, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, a marca francesa mantém a liderança nacional com 14.875 matrículas, praticamente estável face ao mesmo período de 2025 (+0,5%).
Logo atrás surge a Mercedes-Benz, que também conservou a segunda posição, com 1.392 unidades em julho (-3,9%) e 11.437 matrículas no acumulado (+5,3%).
Entre os principais construtores, a Volkswagen foi uma das grandes vencedoras do mês.
A marca alemã aumentou as vendas 26,5%, alcançando 1.374 unidades, consolidando também um crescimento de 12,3% no acumulado anual, onde já soma 9.307 matrículas.
Ainda mais expressivo foi o desempenho da Toyota, que cresceu 34,3% em julho, atingindo 1.152 unidades, enquanto no acumulado do ano sobe quase 10%, ultrapassando as 8.100 matrículas.
Também a Citroën reforçou a sua posição, com uma subida de 8,8% no mês e mais de 20% no acumulado.
Entre as marcas de maior dimensão, a BYD voltou a destacar-se.
A fabricante chinesa matriculou 718 automóveis em julho, registando uma subida de 60,6% face ao mesmo mês do ano anterior.
O resultado confirma a crescente afirmação da marca no mercado português, acompanhando a expansão que os construtores chineses têm vindo a protagonizar em praticamente toda a Europa.
Em sentido contrário, a Tesla foi uma das marcas mais penalizadas entre os principais fabricantes.
As matrículas caíram 68,7% em julho, uma das maiores reduções registadas entre as marcas de maior volume.
Apesar da forte quebra mensal, a marca norte-americana continua a apresentar um crescimento expressivo no acumulado do ano, superior a 45%, reflexo do forte desempenho registado nos primeiros meses de 2026.
Também Renault (-7,4%), Volvo (-12,6%), Hyundai (-43,9%), Nissan (-56,5%) e Alfa Romeo (-65,4%) encerraram julho com perdas significativas.
Posição | Marca | Matrículas |
1 | Peugeot | 1.529 |
2 | Mercedes-Benz | 1.392 |
3 | Volkswagen | 1.374 |
4 | Dacia | 1.289 |
5 | BMW | 1.267 |
6 | Toyota | 1.152 |
7 | Renault | 1.008 |
8 | Citroën | 862 |
9 | BYD | 718 |
10 | Volvo | 589 |
Posição | Marca | Matrículas |
1 | Peugeot | 14.875 |
2 | Mercedes-Benz | 11.437 |
3 | Dacia | 9.843 |
4 | BMW | 9.445 |
5 | Volkswagen | 9.307 |
6 | Renault | 8.828 |
7 | Toyota | 8.142 |
8 | Citroën | 8.123 |
9 | Tesla | 6.364 |
10 | Opel | 5.711 |
Julho (entre marcas com crescimento mais expressivo, algumas totalmente novas e por isso sem base anterior de comparação):
Seres: +600%
Leapmotor: +507,5%
Voyah: +500%
Cupra: +160,5%
XPeng: +146,4%
BYD: +60,6%
Toyota: +34,3%
Volkswagen: +26,5%
Acumulado do ano:
Seres: +2.700%
Leapmotor: +1.013,8%
Alpine: +290,9%
XPeng: +159,1%
BYD mantém igualmente uma trajetória de forte crescimento entre as marcas de maior volume.
Entre as marcas com maior expressão comercial, julho foi particularmente difícil para:
Tesla: -68,7%
Alfa Romeo: -65,4%
Nissan: -56,5%
Hyundai: -43,9%
Volvo: -12,6%
Renault: -7,4%
Peugeot: -7,0%
Os dados confirmam que o crescimento do mercado português em 2026 está longe de ser homogéneo. As marcas tradicionais continuam a dominar as primeiras posições, mas a evolução das fabricantes chinesas e a forte recuperação de construtores como Volkswagen e Toyota mostram que a concorrência se intensifica mês após mês. Ao mesmo tempo, a quebra da Tesla em julho e a perda de ritmo de algumas marcas europeias demonstram que a disputa pelo mercado português está a entrar numa nova fase, marcada por uma maior diversidade de oferta e por uma crescente pressão competitiva.
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