Xpeng prepara nova geração de condução autónoma e aponta a 2027 para implementação global
Redação Europa
há 1 dia
2 min de leitura
Sistema VLA 2.0 aposta numa arquitetura de inteligência artificial “ponta-a-ponta” e já iniciou testes em estrada com Robotaxis.
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A Xpeng anunciou um novo passo na evolução da condução inteligente com o desenvolvimento do sistema VLA 2.0, cuja implementação global está prevista para 2027. A marca chinesa, focada em veículos elétricos e inteligência artificial, já iniciou testes em estrada com esta tecnologia, incluindo aplicações em Robotaxis, antecipando uma nova fase na automação da condução.
Ao contrário das soluções tradicionais baseadas em múltiplos módulos, o VLA 2.0 introduz uma arquitetura unificada de inteligência artificial que integra perceção, raciocínio e ação num único sistema.
Esta abordagem elimina etapas intermédias, permitindo que o veículo interprete diretamente o ambiente e tome decisões em tempo real, com maior rapidez e eficiência. Segundo a marca, os testes iniciais demonstram um desempenho robusto em cenários urbanos complexos e tráfego intenso, aproximando-se do comportamento de condutores humanos experientes.
O sistema foi concebido para operar em múltiplos cenários, desde vias urbanas densas a estradas rurais não pavimentadas, incluindo situações mais exigentes como desvios de obstáculos ou circulação em espaços estreitos. A Xpeng afirma ainda que o VLA 2.0 melhora a eficiência de condução em cerca de 23% em comparação com sistemas atuais, tendo registado resultados competitivos face a condutores humanos em testes realizados em Guangzhou durante períodos de grande tráfego.
Paralelamente, a marca prepara a expansão internacional da tecnologia, incluindo parcerias com outros fabricantes para integrar o sistema em diferentes modelos automóveis. Esta estratégia visa acelerar a adoção da condução inteligente a nível global, ao mesmo tempo que reforça o posicionamento da Xpeng como um dos principais intervenientes na mobilidade baseada em inteligência artificial.
Para além do setor automóvel, a empresa pretende aplicar a mesma arquitetura de IA a outras áreas, como robôs humanoides, veículos voadores e sistemas autónomos, numa estratégia que designa como “IA física”. A Xpeng acredita que a condução autónoma total poderá tornar-se uma realidade quotidiana dentro de um a três anos, antecipando uma transformação profunda na forma como as pessoas se deslocam.
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