
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 7 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















Espaçoso, eficiente e surpreendentemente completo, o Dacia Bigster Extreme Hybrid 155 revelou-se, após o nosso ensaio detalhado, uma das propostas mais racionais e equilibradas do segmento. Testámo-lo em profundidade e a conclusão é clara: a Dacia entrou definitivamente num novo patamar.
O Bigster assume-se como o maior SUV da história da Dacia. Com 4.570 mm de comprimento, 1.812 mm de largura (2.069 mm com retrovisores), 1.710 mm de altura e 2.702 mm de distância entre eixos, apresenta proporções muito equilibradas para o segmento C-SUV. A altura ao solo de 220 mm reforça a vocação versátil.
Visualmente, encontramos uma frente robusta com assinatura luminosa em “Y”, faróis chamados pela marca de ECO-LED de série e uma grelha que transmite maturidade.
As barras de tejadilho longitudinais, os vidros sobreescurecidos e a antena shark reforçam a presença. A unidade ensaiada apresentava pintura bi-tom Azul Índigo com Cinzento Schiste e jantes de liga leve de 19 polegadas semi-diamantadas que contribuem para uma imagem mais premium.

Embora O Bigster assenta na plataforma CMF-B da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, a mesma utilizada por modelos como Duster, Jogger e vários Renault do segmento B e C. Esta base técnica permite integrar eletrificação e oferece uma rigidez estrutural que se sente claramente em andamento.
O Dacia Bigster utiliza a plataforma modular CMF-B (Common Module Family - B segment) do Grupo Renault-Nissan-Mitsubishi.
Embora o Bigster seja um veículo do segmento C (SUV médio), a utilização desta plataforma "B" é o grande segredo da Dacia para manter os custos competitivos, uma vez que a plataforma é extremamente versátil e foi alongada para suportar as maiores dimensões e o sistema híbrido mais potente deste modelo.
Alguns outros modelos partilham esta mesma base técnica: Na Dacia o Duster (3ª Geração), o "irmão" mais direto, com o qual partilha a maioria dos componentes frontais e mecânicos, além do Jogger, a carrinha familiar/crossover de 7 lugares e os Sandero e Sandero Stepway, modelos que foram responsáveis por estrearam esta plataforma na marca.
Já na Renault, nomes importantes como Clio (V), o primeiro a receber a plataforma CMF-B, o Captur, Arkana e Symbioz, também têm a mesma base. Ainda na aliança, a Nissan utiliza como base do Juke (2ª Geração) além do ASX e Colt da Mitsubishi
No caso do Bigster, estamos perante um SUV de cinco portas, tração dianteira (4x2) concebido para cinco ocupantes.


No habitáculo, o salto qualitativo é evidente. O painel de instrumentos digital de 10 polegadas apresenta grafismo claro e fácil leitura, agradável mesmo. O sistema multimédia Media Nav Live, com informação de trânsito em tempo real e sistema de som 3D Arkamys com seis altifalantes cumpre plenamente as exigências atuais.
Temos carregador de smartphone por indução, consola central elevada e refrigerada, ar condicionado automático bi-zona e cartão mãos-livres para tornar mais práticos os movimentos de entrada e saída no veículo. A unidade ensaiada incluía ainda teto de abrir panorâmico, bancos aquecidos e volante aquecido através do Pack Heat , além do Pack Parking com câmara Multiview e alerta de ângulo morto.
Os estofos em tecido com logótipo transmitem identidade e permitem facilidade de manutenção.
Mas é no espaço que o Bigster impressiona verdadeiramente. O porta-bagagens oferece de 546 litros de capacidade mínima a até 1.851 litros com bancos rebatidos números absolutamente referenciais no segmento.


O sistema Hybrid 155 (estreado neste modelo) combina um motor a gasolina atmosférico de 1.793 cm³, quatro cilindros e 16 válvulas com dois motores elétricos, entregando 155 cv (115 kW). O binário máximo é de 172 Nm. Este conjunto é muito interessante pela integração de todos os componentes, o modo como recupera energia de travagens e desacelerações, de como privilegia e consegue recorrer ao motor elétrico em deslocamentos a baixa velocidade, e de como, mesmo a alta velocidade, mas em situações de descida ou em que o carro vai embalado, ele desconecta o motor a combustão, e aproveita com rara capacidade para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico. É muito eficiente este sistema do Renault Group.
A travagem regenerativa do Dacia Bigster Hybrid 155 é o componente essencial que permite a este SUV circular até 80% do tempo em modo elétrico na cidade sem nunca precisar de ser ligado à tomada.
O sistema funciona transformando a energia cinética (o movimento do carro) em energia elétrica, que é armazenada na bateria de 1,4 kWh principalmente nos dois movimentos referidos:
Desaceleração: Assim que retira o pé do acelerador, o motor elétrico principal inverte a sua função: em vez de consumir energia para mover as rodas, passa a ser movido por elas, funcionando como um gerador.
Travagem: Ao pisar o pedal do travão, o sistema prioriza a travagem elétrica (regenerativa). Só em travagens mais fortes ou de emergência é que os travões de disco mecânicos entram em ação de forma predominante.
Motor Térmico: O motor de combustão de 1.8L também pode atuar como gerador através do motor elétrico secundário (HSG), carregando a bateria sempre que esta se encontra com níveis baixos.
Além disso temos a opção dos Modos de Condução (D e B)
O condutor pode controlar a intensidade desta regeneração através do seletor da caixa de velocidades:
Modo D (Drive): A regeneração é suave, assemelhando-se ao efeito de "travão motor" de um carro convencional. É o modo ideal para autoestrada, permitindo que o carro "deslize" mais livremente.
Modo B (Brake): Aumenta significativamente a força de retenção elétrica. Ao tirar o pé do acelerador, o carro abranda de forma muito mais marcada, permitindo a condução muito próxima do sistema (one-pedal driving), reduzindo o desgaste das pastilhas de travão e maximizando a carga da bateria. É o modo ideal para trânsito citadino e descidas de montanha.
Todo este sistema é extremamente eficaz para manter a eficiência do sistema Hybrid 155, que tem ainda uma bateria que funciona a 230V o que permite que a recuperação de energia seja muito mais rápida e potente do que nos sistemas Mild Hybrid de 48V.
A caixa automática também não é convencional, sendo multimodo, apresenta 2 relações para o motor elétrico e 4 para o térmico, funcionando sem embraiagem convencional. O resultado é uma transição suave entre modos elétrico e térmico.
A aceleração dos 0-100 km/h cumpre-se em 9,7 segundos deixando obvio que seu foco não é ser desportivo, mas muito mais um eficiente, capaz e económico veiculo para a família , com velocidade máxima de 180 km/h e disponibilidade para acelerações em segurança.
Em termos oficiais, o consumo combinado WLTP é de 4,7 L/100 km e no nosso ensaio real registámos médias que variaram entre 4,7 e 5,2 L/100 km, valores notáveis para um SUV com 1.494 kg em ordem de marcha.

Para completar o ótimo pacote técnico o sistema de travões é composto por discos ventilados à frente (296x26 mm) e discos plenos atrás (280x9,6 mm) , oferecendo resposta progressiva e boa integração com a regeneração híbrida.
O diâmetro de viragem é de 10,97 metros, facilitando com essa característica manobras urbanas. A suspensão privilegia conforto, absorvendo eficazmente irregularidades sem comprometer estabilidade em estrada, mesmo utilizando o "tradicional" conjunto McPherson à frente e eixo de torção atrás.
Em andamento, sentimos um comportamento previsível, seguro e muito equilibrado. Não é desportivo — nem pretende ser — mas transmite confiança e maturidade dinâmica.
Face a rivais como Hyundai Tucson Hybrid, Toyota Corolla Cross Hybrid ou Kia Sportage Hybrid, o Bigster apresenta uma vantagem clara: oferece espaço comparável, equipamento muito completo e tecnologia atual por um preço significativamente inferior.
O Bigster está disponível desde 29.150€ na versão Expression. Já a versão testada, Extreme Hybrid 155, inicia nos 32.500€ e a unidade ensaiada, com opcionais incluídos, fixou-se nos 35.966€.

Após 57 veículos testados pela nossa equipa em 2025, o Dacia Bigster Extreme Hybrid 155 destacou-se como a melhor proposta em termos de custo-benefício a visitar a nossa redação no ano que terminou.
Oferece espaço de referência, tecnologia atual, excelente eficiência real e um nível de equipamento que ultrapassa expectativas no segmento.
A Dacia deixou definitivamente de ser apenas a marca do preço baixo. Com o Bigster, mostrou que consegue entregar valor real — e isso, hoje, é cada vez mais raro.
Artur Semedo - Editor de Veículos PUBLIRACING

Pontos-Chave para Avaliação de Veículos
Motorização e Desempenho
Potência, torque, aceleração, resposta em diferentes cenários (cidade, estrada, ultrapassagens).
Consumo / Eficiência Energética
Média de consumo (l/100 km ou km/l) ou eficiência elétrica (kWh/100 km).
Autonomia
Fundamental em elétricos e híbridos plug-in, mas também importante em combustão (tamanho do tanque, consumo real).
Conforto e Ergonomia
Qualidade dos bancos, espaço interno, nível de ruído, suspensão, facilidade de acesso e posição de condução.
Tecnologia e Conectividade
Infotainment, integração com smartphone, atualizações OTA, assistentes virtuais, personalização digital.
Segurança
Sistemas ADAS (travagem automática, ACC, manutenção de faixa, monitorização de fadiga), número de airbags, estrutura e testes de colisão.
Travagem e Estabilidade
Qualidade dos travões, distância de travagem, comportamento em curvas, controle de tração e estabilidade.
Espaço e Funcionalidade
Porta-malas, espaço para ocupantes, modularidade dos bancos, porta-objetos e usabilidade no dia a dia.
Design e Acabamento
Estilo exterior, qualidade de materiais no interior, atenção ao detalhe e percepção de valor.
Custo-Benefício
Preço em relação ao que oferece, garantia, custo de manutenção, valor de revenda.
Veja também os nossos vídeos exclusivos com o Dacia Bigster Extreme Hybrid 155 cv
Apresentação
Design & Exterior
Interior & Tecnologia
Teste Dinâmico
Resumo e Avaliação Final
Vídeos do teste realizado
(Artur Semedo, editor de Veículos, com participação especial de Keller Carvalho, editora PUBLIRACING)
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Teste Dinâmico | |
Resumo e Avaliação Final |
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