
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 2 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



















Com mais matrículas, motorização eletrificada e um equilíbrio perfeito entre design e eficiência, o Opel Mokka GS Hybrid revela-se uma proposta sólida no universo dos B-SUV. Testámo-lo em diferentes cenários e a sensação que ficou foi clara: há aqui um modelo pensado para o quotidiano real dos condutores europeus.
Há automóveis que marcam uma rutura imediata e outros que evoluem até atingir um nível de maturidade difícil de ignorar. O Opel Mokka encaixa claramente nesta segunda categoria. Depois de ter introduzido uma nova linguagem estética na marca alemã através do conceito Opel Vizor, chega agora a uma fase de afirmação comercial sustentada por números muito concretos.
Em 2025 foram matriculadas 1367 unidades em Portugal, superando as 1122 registadas em 2024, um crescimento que demonstra maior confiança do mercado numa proposta que combina imagem forte com uma utilização descomplicada. Ao longo do nosso teste ao Mokka GS Hybrid de 145 cv percebemos rapidamente que este é um Crossover pensado para quem procura eficiência e racionalidade sem abdicar de personalidade nem de um comportamento equilibrado.
O design continua a ser um dos seus grandes argumentos. Mesmo alguns anos após o lançamento, o Mokka mantém uma presença moderna e bem proporcionada que o faz destacar-se no trânsito sem recorrer a exageros. A dianteira é dominada pelo Opel Vizor em preto brilhante que integra grelha, iluminação e sensores numa superfície única, criando uma leitura visual tecnológica e limpa. Os faróis LED reforçam essa identidade contemporânea e garantem uma iluminação eficaz.
Observando o perfil percebemos um SUV compacto mas musculado, com jantes de 18 polegadas na versão GS que equilibram bem estética e conforto, preenchendo de forma atraente o seu espaço. As proteções inferiores da carroçaria, as molduras em preto e o tejadilho contrastante ajudam a construir uma imagem robusta e quase premium dentro do segmento. Na traseira, a simplicidade funciona a favor do conjunto, com o nome Mokka bem destacado e uma assinatura luminosa horizontal que aumenta a perceção de largura. Não é um SUV exuberante, mas é claramente um SUV bem resolvido.


A base técnica ajuda a explicar esta sensação de solidez. O Mokka assenta na plataforma CMP do grupo Stellantis, uma arquitetura multi energia concebida desde início para receber motores térmicos, híbridos e elétricos e que também serve para uma vasta lista de modelos como o Corsa, Fiat 600, Peugeot 2008 e 208, Alfa Romeo Junior, Jeep Avenger DS 3, ou o Citroën C4. Com cerca de 4,15 metros de comprimento, 1,79 metros de largura, aproximadamente 1,53 metros de altura e uma distância entre eixos de 2557 milímetros, posiciona-se de forma inteligente entre a agilidade urbana e a estabilidade em estrada aberta. Não é o maior do segmento, mas está longe de se sentir limitado.
Ao entrar no habitáculo percebemos que a Opel optou por uma abordagem pragmática e funcional. O interior não procura deslumbrar com efeitos cénicos, mas convence pela lógica de utilização. Nas portas encontramos materiais agradáveis ao toque nas zonas superiores, combinados com plásticos mais rígidos nas áreas inferiores, algo perfeitamente alinhado com o segmento. Os bancos com comando manual e ajuste lombar elétrico revelaram boa ergonomia e ao fim de várias horas ao volante nunca sentimos fadiga, um sinal claro de um desenho bem conseguido.

O espaço dianteiro é convincente e atrás pelo menos dois adultos viajam com conforto, sendo que o lugar central para um quinto passageiro é naturalmente mais condicionado. A integração tecnológica é clara e intuitiva com um painel de instrumentos digital colorido e de leitura simples, um ecrã multimédia bem posicionado e rápido, base de carregamento por indução e uma consola com comandos familiares a quem conhece outros modelos do universo Stellantis. Nada aqui parece experimental e isso acaba por ser um elogio, porque transmite confiança.
A bagageira oferece cerca de 350 litros de capacidade, um valor competitivo embora não seja referência absoluta entre os rivais. Modelos como o Peugeot 2008 ou o Renault Captur conseguem alguma vantagem neste capítulo, mas a forma regular e o plano de carga baixo tornam-na prática no dia a dia. Para uma família pequena ou para utilização urbana cumpre sem esforço e sem surpresas.
Debaixo do capot encontramos um sistema híbrido que combina o conhecido motor 1.2 turbo de três cilindros com um pequeno motor elétrico integrado na transmissão automática de 6 velocidades de dupla embraiagem. A potência combinada de 145 cavalos traduz-se numa condução suficientemente enérgica para o segmento, com uma aceleração do 0 aos 100 quilómetros por hora na casa dos oito a nove segundos e uma entrega progressiva e silenciosa. Mais importante do que a rapidez pura é a forma como todo o sistema trabalha, numa repetição de elogio que já fizemos em outros testes a esta mecânica utilizada pela Stellantis.
Os arranques são frequentemente feitos em modo elétrico, as transições são praticamente impercetíveis e a gestão em tráfego urbano revela-se muito eficiente. O resultado é uma experiência relaxada e fácil, exatamente aquilo que muitos condutores procuram hoje.
Nos consumos encontramos um dos grandes trunfos deste modelo. Os valores WLTP apontam para números próximos dos cinco litros por cem quilómetros e, no mundo real, fechámos o nosso teste com uma média de 5,5 litros a cada 100 km. É um resultado francamente positivo tendo em conta percursos mistos e algum trânsito urbano, reforçando a ideia de que este é um Crossover fácil de viver e igualmente fácil de abastecer.


O Mokka utiliza uma solução clássica mas eficaz com suspensão dianteira McPherson e eixo de torção atrás. Pode não ser a configuração mais sofisticada do mercado, mas a afinação mostra-se muito competente. Em cidade filtra corretamente irregularidades e lombas, enquanto em estrada aberta revela uma estabilidade superior ao esperado com bom controlo dos movimentos da carroçaria e uma sensação constante de segurança. A direção é leve nas manobras e ganha peso de forma progressiva à medida que o ritmo aumenta.
Talvez não seja a mais comunicativa para os entusiastas, mas é precisa e previsível. Os travões demonstram boa resistência à fadiga e uma modulação fácil, transmitindo confiança mesmo em condução mais exigente. Não é um SUV pensado para uma condução desportiva, mas é claramente um SUV muito competente.
O posicionamento de mercado coloca-o num dos segmentos mais competitivos da Europa onde enfrenta propostas como o Peugeot 2008 Hybrid, o Renault Captur E Tech, o Toyota Yaris Cross, o Ford Puma eletrificado ou o Jeep Avenger e Hybrid. Onde se destaca o Mokka é precisamente no equilíbrio. Não tenta ser o mais tecnológico nem o mais radical, mas consegue ser um dos mais completos, algo que ajuda a explicar o crescimento nas vendas e a crescente aceitação junto dos consumidores.
Durante anos a Opel foi vista como uma marca excessivamente racional. Hoje continua a ser racional, mas com muito mais identidade. O Mokka é prova disso ao combinar design forte, tecnologia suficiente e uma condução fácil de recomendar.

Terminados os nossos dias com o Opel Mokka GS Hybrid 145 ficámos com a sensação de estar perante um SUV ao estilo Crossover pensado para a vida real. Não procura impressionar com números extravagantes nem com soluções complexas. Em vez disso entrega exatamente aquilo que promete, eficiência, conforto, imagem moderna e um comportamento previsível. O crescimento nas matrículas em 2025 confirma que o mercado está atento. Para quem procura um B SUV eletrificado equilibrado e fácil de integrar no quotidiano, o Mokka merece claramente um lugar na lista de candidatos. Às vezes a melhor escolha não é a mais exuberante, mas sim a mais inteligente.
Artur Semedo - Editor de Veículos PUBLIRACING

Pontos-Chave para Avaliação de Veículos
Motorização e Desempenho
Potência, torque, aceleração, resposta em diferentes cenários (cidade, estrada, ultrapassagens).
Consumo / Eficiência Energética
Média de consumo (l/100 km ou km/l) ou eficiência elétrica (kWh/100 km).
Autonomia
Fundamental em elétricos e híbridos plug-in, mas também importante em combustão (tamanho do tanque, consumo real).
Conforto e Ergonomia
Qualidade dos bancos, espaço interno, nível de ruído, suspensão, facilidade de acesso e posição de condução.
Tecnologia e Conectividade
Infotainment, integração com smartphone, atualizações OTA, assistentes virtuais, personalização digital.
Segurança
Sistemas ADAS (travagem automática, ACC, manutenção de faixa, monitorização de fadiga), número de airbags, estrutura e testes de colisão.
Travagem e Estabilidade
Qualidade dos travões, distância de travagem, comportamento em curvas, controle de tração e estabilidade.
Espaço e Funcionalidade
Porta-malas, espaço para ocupantes, modularidade dos bancos, porta-objetos e usabilidade no dia a dia.
Design e Acabamento
Estilo exterior, qualidade de materiais no interior, atenção ao detalhe e percepção de valor.
Custo-Benefício
Preço em relação ao que oferece, garantia, custo de manutenção, valor de revenda.
Veja também os nossos vídeos exclusivos com o Opel Mokka GS Hybrid
Apresentação
Design & Exterior
Interior & Tecnologia
Teste Dinâmico
Resumo e Avaliação Final
Vídeos do teste realizado
(Artur Semedo, editor de Veículos, com participação especial de Keller Carvalho, editora PUBLIRACING)
Apresentação | |
Design & Exterior | |
Interior & Tecnologia | |
Teste Dinâmico | |
Resumo e Avaliação Final |
Galeria de Imagens






















Categoria | Dados Técnicos |
Modelo | Opel Mokka GS Hybrid 145 |
Segmento | B-SUV |
Plataforma | CMP (Common Modular Platform) — Stellantis |
Origem / Produção | Europa |
Tipo de motorização | Híbrido (gasolina + motor elétrico integrado) |
Motor térmico | 1.2 Turbo, 3 cilindros, injeção direta |
Potência combinada | 145 cv |
Binário máximo | 230 Nm (combinado estimado do sistema) |
Transmissão | Automática de dupla embraiagem e-DCT6 |
Tração | Dianteira |
Aceleração 0-100 km/h | 8,5 – 9,0 s |
Velocidade máxima | 205 km/h |
Consumo WLTP combinado | 4,9 – 5,1 L/100 km |
Consumo médio do nosso teste | 5,5 L/100 km |
Emissões CO₂ | 110 – 115 g/km |
Capacidade do depósito | 44 litros |
Suspensão dianteira | Independente tipo McPherson |
Suspensão traseira | Eixo de torção |
Direção | Assistida eletricamente |
Travões dianteiros | Discos ventilados |
Travões traseiros | Discos |
Travão de estacionamento | Elétrico |
Comprimento | 4.151 mm |
Largura | 1.791 mm |
Altura | 1.531 mm |
Distância entre eixos | 2.557 mm |
Diâmetro de viragem | 10,5 m |
Peso (massa em ordem de marcha) | 1.350 – 1.450 kg |
Capacidade da bagageira | 350 L |
Capacidade com bancos rebatidos | até 1.105 L |
Jantes | Liga leve 18” (versão GS) |
Pneus | Aproximadamente 215/55 R18 |
Painel de instrumentos | Digital (Pure Panel) |
Ecrã multimédia | Até 10” com conectividade smartphone |
Carregamento | Base wireless para smartphone |
Conectividade | Apple CarPlay e Android Auto |
Sistemas de apoio | Câmara traseira, sensores de estacionamento, ADAS |
Cruise control | Adaptativo (consoante configuração) |
Assistente de manutenção na faixa | Sim |
Travagem automática de emergência | Sim |
Reconhecimento de sinais | Sim |
Monitorização de fadiga | Sim |
Airbags | Frontais, laterais e de cortina |
Principais concorrentes | Peugeot 2008 Hybrid, Renault Captur E-Tech, Toyota Yaris Cross, Ford Puma mHEV, Jeep Avenger e-Hybrid |
Matrículas em Portugal (2025) | 1367 unidades |
Matrículas em Portugal (2024) | 1122 unidades |
Próximo Teste
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