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Teste: Opel Mokka GS Hybrid confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado

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    Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
  • há 7 horas
  • 7 min de leitura
Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado

Com mais matrículas, motorização eletrificada e um equilíbrio perfeito entre design e eficiência, o Opel Mokka GS Hybrid revela-se uma proposta sólida no universo dos B-SUV. Testámo-lo em diferentes cenários e a sensação que ficou foi clara: há aqui um modelo pensado para o quotidiano real dos condutores europeus.


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Há automóveis que marcam uma rutura imediata e outros que evoluem até atingir um nível de maturidade difícil de ignorar. O Opel Mokka encaixa claramente nesta segunda categoria. Depois de ter introduzido uma nova linguagem estética na marca alemã através do conceito Opel Vizor, chega agora a uma fase de afirmação comercial sustentada por números muito concretos.


Em 2025 foram matriculadas 1367 unidades em Portugal, superando as 1122 registadas em 2024, um crescimento que demonstra maior confiança do mercado numa proposta que combina imagem forte com uma utilização descomplicada. Ao longo do nosso teste ao Mokka GS Hybrid de 145 cv percebemos rapidamente que este é um Crossover pensado para quem procura eficiência e racionalidade sem abdicar de personalidade nem de um comportamento equilibrado.


O design continua a ser um dos seus grandes argumentos. Mesmo alguns anos após o lançamento, o Mokka mantém uma presença moderna e bem proporcionada que o faz destacar-se no trânsito sem recorrer a exageros. A dianteira é dominada pelo Opel Vizor em preto brilhante que integra grelha, iluminação e sensores numa superfície única, criando uma leitura visual tecnológica e limpa. Os faróis LED reforçam essa identidade contemporânea e garantem uma iluminação eficaz.


Observando o perfil percebemos um SUV compacto mas musculado, com jantes de 18 polegadas na versão GS que equilibram bem estética e conforto, preenchendo de forma atraente o seu espaço. As proteções inferiores da carroçaria, as molduras em preto e o tejadilho contrastante ajudam a construir uma imagem robusta e quase premium dentro do segmento. Na traseira, a simplicidade funciona a favor do conjunto, com o nome Mokka bem destacado e uma assinatura luminosa horizontal que aumenta a perceção de largura. Não é um SUV exuberante, mas é claramente um SUV bem resolvido.


Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado
Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado

A base técnica ajuda a explicar esta sensação de solidez. O Mokka assenta na plataforma CMP do grupo Stellantis, uma arquitetura multi energia concebida desde início para receber motores térmicos, híbridos e elétricos e que também serve para uma vasta lista de modelos como o Corsa, Fiat 600, Peugeot 2008 e 208, Alfa Romeo Junior, Jeep Avenger DS 3, ou o Citroën C4. Com cerca de 4,15 metros de comprimento, 1,79 metros de largura, aproximadamente 1,53 metros de altura e uma distância entre eixos de 2557 milímetros, posiciona-se de forma inteligente entre a agilidade urbana e a estabilidade em estrada aberta. Não é o maior do segmento, mas está longe de se sentir limitado.


Ao entrar no habitáculo percebemos que a Opel optou por uma abordagem pragmática e funcional. O interior não procura deslumbrar com efeitos cénicos, mas convence pela lógica de utilização. Nas portas encontramos materiais agradáveis ao toque nas zonas superiores, combinados com plásticos mais rígidos nas áreas inferiores, algo perfeitamente alinhado com o segmento. Os bancos com comando manual e ajuste lombar elétrico revelaram boa ergonomia e ao fim de várias horas ao volante nunca sentimos fadiga, um sinal claro de um desenho bem conseguido.


Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado

O espaço dianteiro é convincente e atrás pelo menos dois adultos viajam com conforto, sendo que o lugar central para um quinto passageiro é naturalmente mais condicionado. A integração tecnológica é clara e intuitiva com um painel de instrumentos digital colorido e de leitura simples, um ecrã multimédia bem posicionado e rápido, base de carregamento por indução e uma consola com comandos familiares a quem conhece outros modelos do universo Stellantis. Nada aqui parece experimental e isso acaba por ser um elogio, porque transmite confiança.


A bagageira oferece cerca de 350 litros de capacidade, um valor competitivo embora não seja referência absoluta entre os rivais. Modelos como o Peugeot 2008 ou o Renault Captur conseguem alguma vantagem neste capítulo, mas a forma regular e o plano de carga baixo tornam-na prática no dia a dia. Para uma família pequena ou para utilização urbana cumpre sem esforço e sem surpresas.


Debaixo do capot encontramos um sistema híbrido que combina o conhecido motor 1.2 turbo de três cilindros com um pequeno motor elétrico integrado na transmissão automática de 6 velocidades de dupla embraiagem. A potência combinada de 145 cavalos traduz-se numa condução suficientemente enérgica para o segmento, com uma aceleração do 0 aos 100 quilómetros por hora na casa dos oito a nove segundos e uma entrega progressiva e silenciosa. Mais importante do que a rapidez pura é a forma como todo o sistema trabalha, numa repetição de elogio que já fizemos em outros testes a esta mecânica utilizada pela Stellantis.


Os arranques são frequentemente feitos em modo elétrico, as transições são praticamente impercetíveis e a gestão em tráfego urbano revela-se muito eficiente. O resultado é uma experiência relaxada e fácil, exatamente aquilo que muitos condutores procuram hoje.


Nos consumos encontramos um dos grandes trunfos deste modelo. Os valores WLTP apontam para números próximos dos cinco litros por cem quilómetros e, no mundo real, fechámos o nosso teste com uma média de 5,5 litros a cada 100 km. É um resultado francamente positivo tendo em conta percursos mistos e algum trânsito urbano, reforçando a ideia de que este é um Crossover fácil de viver e igualmente fácil de abastecer.


Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado
Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado

O Mokka utiliza uma solução clássica mas eficaz com suspensão dianteira McPherson e eixo de torção atrás. Pode não ser a configuração mais sofisticada do mercado, mas a afinação mostra-se muito competente. Em cidade filtra corretamente irregularidades e lombas, enquanto em estrada aberta revela uma estabilidade superior ao esperado com bom controlo dos movimentos da carroçaria e uma sensação constante de segurança. A direção é leve nas manobras e ganha peso de forma progressiva à medida que o ritmo aumenta.


Talvez não seja a mais comunicativa para os entusiastas, mas é precisa e previsível. Os travões demonstram boa resistência à fadiga e uma modulação fácil, transmitindo confiança mesmo em condução mais exigente. Não é um SUV pensado para uma condução desportiva, mas é claramente um SUV muito competente.


O posicionamento de mercado coloca-o num dos segmentos mais competitivos da Europa onde enfrenta propostas como o Peugeot 2008 Hybrid, o Renault Captur E Tech, o Toyota Yaris Cross, o Ford Puma eletrificado ou o Jeep Avenger e Hybrid. Onde se destaca o Mokka é precisamente no equilíbrio. Não tenta ser o mais tecnológico nem o mais radical, mas consegue ser um dos mais completos, algo que ajuda a explicar o crescimento nas vendas e a crescente aceitação junto dos consumidores.


Durante anos a Opel foi vista como uma marca excessivamente racional. Hoje continua a ser racional, mas com muito mais identidade. O Mokka é prova disso ao combinar design forte, tecnologia suficiente e uma condução fácil de recomendar.


Teste: Opel Mokka GS Hybrid  confirma maturidade num dos segmentos mais disputados do mercado


Conclusão

Terminados os nossos dias com o Opel Mokka GS Hybrid 145 ficámos com a sensação de estar perante um SUV ao estilo Crossover pensado para a vida real. Não procura impressionar com números extravagantes nem com soluções complexas. Em vez disso entrega exatamente aquilo que promete, eficiência, conforto, imagem moderna e um comportamento previsível. O crescimento nas matrículas em 2025 confirma que o mercado está atento. Para quem procura um B SUV eletrificado equilibrado e fácil de integrar no quotidiano, o Mokka merece claramente um lugar na lista de candidatos. Às vezes a melhor escolha não é a mais exuberante, mas sim a mais inteligente.


Artur Semedo - Editor de Veículos PUBLIRACING



Pontos-Chave para Avaliação de Veículos

  1. Motorização e Desempenho

    Potência, torque, aceleração, resposta em diferentes cenários (cidade, estrada, ultrapassagens).

  2. Consumo / Eficiência Energética

    Média de consumo (l/100 km ou km/l) ou eficiência elétrica (kWh/100 km).

  3. Autonomia

    Fundamental em elétricos e híbridos plug-in, mas também importante em combustão (tamanho do tanque, consumo real).

  4. Conforto e Ergonomia

    Qualidade dos bancos, espaço interno, nível de ruído, suspensão, facilidade de acesso e posição de condução.

  5. Tecnologia e Conectividade

    Infotainment, integração com smartphone, atualizações OTA, assistentes virtuais, personalização digital.

  6. Segurança

    Sistemas ADAS (travagem automática, ACC, manutenção de faixa, monitorização de fadiga), número de airbags, estrutura e testes de colisão.

  7. Travagem e Estabilidade

    Qualidade dos travões, distância de travagem, comportamento em curvas, controle de tração e estabilidade.

  8. Espaço e Funcionalidade

    Porta-malas, espaço para ocupantes, modularidade dos bancos, porta-objetos e usabilidade no dia a dia.

  9. Design e Acabamento

    Estilo exterior, qualidade de materiais no interior, atenção ao detalhe e percepção de valor.

  10. Custo-Benefício

    Preço em relação ao que oferece, garantia, custo de manutenção, valor de revenda.


Veja também os nossos vídeos exclusivos com o Opel Mokka GS Hybrid


  • Apresentação

  • Design & Exterior

  • Interior & Tecnologia

  • Teste Dinâmico

  • Resumo e Avaliação Final



Vídeos do teste realizado

(Artur Semedo, editor de Veículos, com participação especial de Keller Carvalho, editora PUBLIRACING)


Galeria de Imagens


Ficha Técnica — Opel Mokka GS Hybrid 145

Categoria

Dados Técnicos

Modelo

Opel Mokka GS Hybrid 145

Segmento

B-SUV

Plataforma

CMP (Common Modular Platform) — Stellantis

Origem / Produção

Europa

Motorização e Sistema Híbrido



Tipo de motorização

Híbrido (gasolina + motor elétrico integrado)

Motor térmico

1.2 Turbo, 3 cilindros, injeção direta

Potência combinada

145 cv

Binário máximo

230 Nm (combinado estimado do sistema)

Transmissão

Automática de dupla embraiagem e-DCT6

Tração

Dianteira

Aceleração 0-100 km/h

8,5 – 9,0 s

Velocidade máxima

205 km/h

Consumos e Eficiência



Consumo WLTP combinado

4,9 – 5,1 L/100 km

Consumo médio do nosso teste

5,5 L/100 km

Emissões CO₂

110 – 115 g/km

Capacidade do depósito

44 litros

Chassis, Suspensão e Travagem



Suspensão dianteira

Independente tipo McPherson

Suspensão traseira

Eixo de torção

Direção

Assistida eletricamente

Travões dianteiros

Discos ventilados

Travões traseiros

Discos

Travão de estacionamento

Elétrico

Dimensões e Capacidades



Comprimento

4.151 mm

Largura

1.791 mm

Altura

1.531 mm

Distância entre eixos

2.557 mm

Diâmetro de viragem

10,5 m

Peso (massa em ordem de marcha)

1.350 – 1.450 kg

Capacidade da bagageira

350 L

Capacidade com bancos rebatidos

até 1.105 L

Rodas e Pneus



Jantes

Liga leve 18” (versão GS)

Pneus

Aproximadamente 215/55 R18

Interior e Tecnologia



Painel de instrumentos

Digital (Pure Panel)

Ecrã multimédia

Até 10” com conectividade smartphone

Carregamento

Base wireless para smartphone

Conectividade

Apple CarPlay e Android Auto

Sistemas de apoio

Câmara traseira, sensores de estacionamento, ADAS

Segurança e Assistência à Condução



Cruise control

Adaptativo (consoante configuração)

Assistente de manutenção na faixa

Sim

Travagem automática de emergência

Sim

Reconhecimento de sinais

Sim

Monitorização de fadiga

Sim

Airbags

Frontais, laterais e de cortina

Posicionamento de Mercado



Principais concorrentes

Peugeot 2008 Hybrid, Renault Captur E-Tech, Toyota Yaris Cross, Ford Puma mHEV, Jeep Avenger e-Hybrid

Matrículas em Portugal (2025)

1367 unidades

Matrículas em Portugal (2024)

1122 unidades

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