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17 de jan.
















Da estreia do 1900M “Matta” em 1951 aos sistemas eletrificados atuais, a marca italiana mantém a tração integral como parte da sua identidade técnica e desportiva.
A Alfa Romeo assinala 75 anos de utilização de sistemas de tração integral, uma tecnologia que tem acompanhado a evolução técnica da marca desde meados do século XX e que hoje assume um papel central na gama de modelos equipada com o sistema Q4.
Atualmente, a tração integral está disponível em vários modelos da marca, incluindo o Junior Ibrida, Tonale Ibrida Plug-In, Giulia e Stelvio, reforçando a aposta da Alfa Romeo numa condução que combina desempenho, controlo e segurança em diferentes condições de aderência.
Em 2025, as versões equipadas com tração integral representaram 26% do volume global de vendas da marca, confirmando a importância desta tecnologia na estratégia da Alfa Romeo e na procura dos clientes.
Embora a Alfa Romeo tenha experimentado protótipos com tração às quatro rodas já na década de 1920, a primeira aplicação concreta surgiu em 1951, com o lançamento do 1900M “Matta”, um modelo concebido para utilização fora de estrada.

Nas décadas seguintes, a tecnologia voltou a ganhar protagonismo, sobretudo com a expansão dos automóveis desportivos com tração integral nos anos 1980. Em 1984, a marca introduziu o sistema no Alfa 33 4x4, inicialmente na versão Giardinetta e posteriormente também na berlina, evoluindo com sistemas de acoplamento eletromagnético.
Um momento determinante ocorreu em 1991, com o desenvolvimento do conceito Protéo, equipado com um sistema 4x4 com acoplamento viscoso, e com o lançamento do 33 Permanent 4, que introduziu tração integral permanente.
A partir de 1992, todas as versões com tração integral passaram a utilizar a designação Q4, aplicada a modelos como o 33, 155 e 164. A tecnologia esteve também ligada ao sucesso desportivo da marca, com os modelos derivados do 155 Q4 a conquistarem o Campeonato Italiano de Superturismo em 1992 e o DTM em 1993.
Nos anos seguintes, o sistema continuou a evoluir e foi aplicado em diferentes modelos da gama, incluindo 156 Crosswagon, 159, Brera e Spider, expandindo a presença da tração integral a diferentes segmentos e carroçarias.


Na atual geração de modelos, a tecnologia Q4 assume duas arquiteturas distintas. Nos modelos Giulia e Stelvio, o sistema mantém uma base mecânica tradicional, com uma Caixa de Transferência Ativa (ATC) que distribui o binário entre os eixos de forma progressiva e em tempo real.
Em condições normais, estes modelos privilegiam a tração traseira, preservando o equilíbrio dinâmico típico da Alfa Romeo. Quando a aderência diminui — como em chuva, neve ou acelerações mais intensas — o sistema transfere automaticamente parte do binário para o eixo dianteiro, aumentando a estabilidade e o controlo.
Já nos modelos Junior e Tonale híbridos, a tração integral evolui para uma solução eletrificada. O motor de combustão atua no eixo dianteiro, enquanto um motor elétrico dedicado no eixo traseiro gere a distribuição de binário sem ligação mecânica entre os dois eixos, reduzindo peso e melhorando a eficiência.

Entre os modelos recentes, o Junior Ibrida Q4 combina um motor turbo de 1,2 litros com 136 cv e dois motores elétricos de 21 kW, atingindo uma potência combinada de 145 cv. O sistema permite adaptar o comportamento do automóvel através do seletor DNA, ajustando a tração e a resposta do veículo a diferentes condições de condução.
No caso do Tonale Ibrida Plug-In Q4, o sistema híbrido junta um motor a gasolina de 150 cv e um motor elétrico traseiro de 94 kW, alcançando uma potência total de 270 cv e aceleração dos 0 aos 100 km/h em 6,6 segundos.
Já nos modelos Giulia e Stelvio, a tecnologia Q4 mantém uma abordagem mais tradicional, concebida para preservar a experiência de condução associada à tração traseira, complementada por um sistema capaz de distribuir o binário instantaneamente sempre que necessário.
Ao longo de sete décadas, a tração integral tornou-se um elemento técnico recorrente na história da Alfa Romeo. Mais do que uma solução puramente funcional, a tecnologia Q4 foi desenvolvida para responder às exigências de condução em diferentes cenários — desde estradas com baixa aderência até condições climatéricas adversas — sem comprometer a dinâmica desportiva que caracteriza a marca italiana.
Hoje, com a integração de sistemas eletrificados e novas arquiteturas híbridas, a Alfa Romeo procura manter essa herança técnica enquanto adapta a tecnologia às exigências da mobilidade contemporânea.
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