
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
14 de fev.










A XPENG anunciou o arranque oficial da produção em série do seu primeiro Robotaxi na China, tornando-se um dos primeiros construtores automóveis chineses a avançar para produção em massa de veículos autónomos desenvolvidos integralmente com tecnologia própria. O modelo foi concebido para operação autónoma de nível 4 e deverá iniciar operações-piloto ainda este ano.
A XPENG iniciou oficialmente a produção em série do seu primeiro Robotaxi em Guangzhou, na China, reforçando a corrida global ao desenvolvimento de soluções de mobilidade autónoma.
O novo modelo foi desenvolvido sobre a plataforma XPENG GX e surge preparado de origem para condução autónoma de nível L4, patamar em que o veículo consegue operar de forma autónoma na maioria das situações sem intervenção humana direta.
Segundo a fabricante chinesa, trata-se da primeira vez que um construtor automóvel chinês avança para produção em massa de um Robotaxi concebido através de uma abordagem full-stack, ou seja, com controlo interno sobre praticamente toda a cadeia tecnológica do sistema autónomo.
O veículo utiliza quatro chips de inteligência artificial Turing desenvolvidos pela própria XPENG, oferecendo uma capacidade computacional de 3.000 TOPS, valor que a marca considera um dos mais elevados atualmente disponíveis na indústria automóvel.

Um dos aspetos mais diferenciadores do projeto passa pela opção técnica da XPENG em eliminar sensores LiDAR e mapas de alta definição, duas soluções normalmente utilizadas por muitos sistemas autónomos concorrentes.
Em alternativa, o Robotaxi utiliza uma arquitetura baseada exclusivamente em visão computacional e inteligência artificial, suportada pelo modelo VLA 2.0 da marca.
Segundo a XPENG, esta solução reduz significativamente a latência de resposta do sistema, permitindo tempos inferiores a 80 milissegundos e maior capacidade de adaptação a diferentes cidades e cenários urbanos.
A fabricante acredita que esta abordagem poderá facilitar a expansão internacional futura das operações autónomas, reduzindo dependências de infraestruturas específicas ou mapeamentos detalhados das cidades.
No interior, o Robotaxi aposta numa experiência premium orientada para transporte autónomo de passageiros, incluindo bancos com função “gravidade zero”, vidros com privacidade reforçada, sistemas multimédia traseiros e controlo de funções através de assistente de voz integrado.

A XPENG prevê iniciar operações-piloto ainda durante o segundo semestre de 2026, numa fase destinada a validar tecnologia, aceitação dos utilizadores e viabilidade comercial do modelo.
O objetivo da empresa passa por alcançar operações totalmente autónomas, sem necessidade de operador de segurança a bordo, já no início de 2027.
A empresa anunciou igualmente que irá disponibilizar o SDK da plataforma Robotaxi a parceiros externos, sendo a aplicação chinesa de mapas Amap o primeiro parceiro confirmado.
O lançamento surge numa altura em que o setor dos Robotaxi entra numa fase decisiva de transição entre testes experimentais e operações comerciais em larga escala.
Nos últimos anos, empresas como Waymo, Baidu, Tesla, Pony.ai ou Cruise têm intensificado o desenvolvimento de serviços autónomos, embora persistam desafios regulatórios, técnicos e de segurança em vários mercados.
Para a XPENG, o Robotaxi representa também uma peça central do ecossistema de inteligência artificial física da marca, partilhando tecnologias com outros projetos da empresa, incluindo o robô humanoide IRON e os sistemas EVTOL da divisão de mobilidade aérea da fabricante chinesa.
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