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14 de fev.



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8 de fev.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.
















Marca do Grupo Renault ultrapassa 10 milhões de automóveis vendidos e apresenta estratégia centrada na eletrificação, expansão no segmento C e manutenção do modelo de mobilidade acessível.
A Dacia continua a consolidar a sua presença no mercado automóvel europeu, apoiada por um modelo de negócio focado na eficiência de custos e numa proposta de mobilidade considerada essencial e acessível. Em 2025, a marca ultrapassou um marco simbólico ao atingir mais de 10 milhões de automóveis vendidos em todo o mundo desde o lançamento do Logan, em 2004, confirmando uma trajetória de crescimento sustentado no mercado europeu.
A estratégia da Dacia baseia-se numa filosofia de desenvolvimento design-to-cost, que permite manter uma vantagem estrutural de cerca de 15% em termos de custos face à média do mercado.
Esta abordagem é reforçada por uma rede industrial otimizada, forte integração local e elevados níveis de utilização das fábricas.
Ao mesmo tempo, o modelo de distribuição da marca opera com custos significativamente inferiores aos de concorrentes da Europa Ocidental, permitindo oferecer veículos com uma relação qualidade/preço competitiva e manter uma base de clientes em expansão.

A Dacia apresenta um dos níveis mais elevados de fidelização no setor automóvel europeu. De acordo com os dados divulgados pela marca, mais de 70% dos proprietários voltam a escolher um Dacia quando renovam o automóvel, enquanto cerca de 10% optam por um modelo da Renault, mantendo-se dentro do grupo.
Paralelamente, a marca continua a atrair novos compradores: 65% dos clientes são estreantes na Dacia, vindos de fora do Grupo Renault. Este equilíbrio entre fidelização e conquista de novos clientes tem contribuído para posicionar a marca como a segunda maior marca automóvel da Europa no mercado de retalho.
O desempenho comercial recente foi impulsionado pelo sucesso dos principais modelos da marca. O Dacia Sandero voltou a ser o automóvel de passageiros mais vendido na Europa em todos os canais em 2025, repetindo o resultado do ano anterior e mantendo a liderança entre clientes particulares desde 2017.
Já o Duster posicionou-se como o segundo SUV mais vendido a clientes retalhistas, enquanto o Bigster tornou-se o SUV do segmento C mais vendido no mercado retalhista europeu durante o segundo semestre de 2025.
O plano estratégico da Dacia para 2030 assenta em cinco pilares principais, com destaque para a expansão da mobilidade elétrica. A marca prevê lançar quatro modelos totalmente elétricos até ao final da década, começando com um novo modelo do segmento A, desenvolvido sobre a plataforma AmpR Small do Grupo Renault e com um preço inicial inferior a 18 mil euros.

Paralelamente, a eletrificação deverá crescer em toda a gama. Atualmente, um em cada quatro veículos vendidos pela Dacia já é eletrificado, e a marca pretende que dois terços das vendas sejam elétricas ou eletrificadas no futuro, através de soluções híbridas e outras tecnologias de eficiência energética.
A Dacia pretende reforçar a sua presença no segmento C, considerado estratégico para o crescimento da marca. Atualmente, este segmento representa cerca de 20% das vendas, mas o objetivo é alcançar um terço do mix de vendas nos próximos anos.
Neste contexto surge o Striker, um novo crossover multi-energias com 4,62 metros de comprimento, concebido para complementar o Bigster. O modelo combina características de carrinha, hatchback e SUV, integrando versões híbridas, Hybrid 4x4 e GPL, além de soluções de eletrificação acessíveis.
Apresentado em antevisão durante o Strategy Day futuREady, o Striker deverá ser revelado oficialmente em junho, com preço inicial inferior a 25 mil euros.

Ao reforçar a aposta em eletrificação, mantendo simultaneamente tecnologias como 4x4 acessível e motorização GPL, a Dacia procura preservar a identidade que definiu a marca nas últimas duas décadas: oferecer automóveis robustos, simples e competitivos.
Com esta estratégia, a marca pretende manter a sua posição num mercado automóvel europeu em rápida transformação, conciliando acessibilidade, eficiência e novas soluções de mobilidade.
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