Operação Páscoa 2026: dez mortos e mais de 400 acidentes em dois dias nas estradas portuguesas
Redação Europa
há 2 horas
2 min de leitura
GNR intensifica fiscalização e deteta mais de 2.300 infrações rodoviárias, com destaque para excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool.
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A Guarda Nacional Republicana revelou os dados provisórios dos primeiros dois dias da Operação “Páscoa 2026”, traçando um cenário preocupante nas estradas portuguesas. Entre 2 e 3 de abril, foram registados 402 acidentes, dos quais resultaram 10 vítimas mortais, 15 feridos graves e 110 feridos leves, num período marcado pelo aumento significativo das deslocações.
No âmbito da fiscalização rodoviária, foram controlados 13.008 condutores, tendo sido detidas 111 pessoas. Destas, 81 conduziam com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l e 30 não possuíam habilitação legal para conduzir. No total, foram registadas 2.385 contraordenações, destacando-se 617 infrações por excesso de velocidade, 415 por falta de inspeção periódica obrigatória e 84 por uso indevido do telemóvel durante a condução. Também se verificaram 96 casos de falta de seguro obrigatório e 85 infrações relacionadas com a não utilização de cinto de segurança ou sistemas de retenção para crianças.
A sinistralidade rodoviária foi particularmente grave, com dez vítimas mortais resultantes de vários acidentes em diferentes pontos do país. Entre os casos mais trágicos, destaca-se uma colisão no IC1, em Alvalade do Sado (Setúbal), que provocou quatro mortes, incluindo dois menores. Outros acidentes fatais ocorreram em Lisboa, Viana do Castelo, Braga, Santarém e Portalegre, envolvendo colisões e despistes em diferentes contextos rodoviários.
A Operação “Páscoa 2026” prossegue nos próximos dias com reforço do patrulhamento e ações de sensibilização, tendo como principal objetivo reduzir a sinistralidade e garantir maior segurança nas deslocações. A GNR volta a alertar para a importância de uma condução responsável, sublinhando que o excesso de velocidade, o consumo de álcool e o uso do telemóvel continuam a estar entre os principais fatores de risco nas estradas portuguesas.
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