
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
14 de fev.










Relatório aponta para envelhecimento contínuo do parque automóvel espanhol, com 9,28 milhões de veículos acima dos 20 anos e eletrificação ainda residual, apesar de crescimento superior a 50%.
A idade média dos automóveis em Espanha voltou a aumentar e situa-se agora nos 14,6 anos, confirmando uma tendência de envelhecimento estrutural do parque automóvel. Os dados constam do mais recente relatório elaborado pela IDEAUTO com base em informações da Direção-Geral de Tráfego (DGT), revelando que quase três em cada dez veículos em circulação já ultrapassam os 20 anos de antiguidade.
O fenómeno não se limita aos automóveis ligeiros de passageiros. Os veículos industriais apresentam uma idade média de 15 anos e os comerciais ligeiros 14,8 anos, enquanto os autocarros constituem a exceção, com uma média de 11,1 anos, reduzindo ligeiramente a sua antiguidade face ao período anterior.
O número total de veículos em Espanha aumentou 1,3%, atingindo 31.706.927 unidades. No entanto, a renovação continua lenta.
Os automóveis com mais de 10 anos representam já 62% do parque total, sendo que os veículos com mais de 20 anos correspondem a 29,3% da frota — 9,28 milhões de unidades, após um crescimento anual de 7,2%.
Em contraste, os veículos com menos de cinco anos, embora tenham crescido 6,7%, representam apenas 17,3% do total, evidenciando a dificuldade em substituir os modelos mais antigos.
A análise do etiquetado ambiental revela uma evolução gradual, mas insuficiente. Os veículos “Sem Etiqueta” diminuíram 7,8%, fixando-se em 7,75 milhões de unidades, o equivalente a 24,5% do parque automóvel.
No sentido oposto, os veículos com Etiqueta Cero cresceram 50,9%, mas representam apenas 2,3% da frota total. Já a Etiqueta ECO aumentou 29,1%, alcançando 7,3% de quota. No conjunto, um em cada dez veículos em Espanha já possui distintivo Cero ou ECO.
Apesar do crescimento expressivo, a eletrificação mantém uma presença limitada. Os veículos eletrificados — que incluem híbridos plug-in (PHEV) e elétricos a bateria (BEV) — somam 746.510 unidades, equivalentes a 2,4% do parque total, após um aumento anual de 50,8%.
Ainda assim, o diesel continua dominante, com 18.098.867 unidades e uma quota de 57,1%, apesar de uma ligeira quebra de 1,8%. A gasolina representa 33,2% da frota.
Para José López-Tafall, diretor-geral da ANFAC, o envelhecimento do parque levanta preocupações não apenas ambientais, mas também de segurança rodoviária. Segundo o responsável, mais de 9,2 milhões de veículos com mais de 20 anos continuam a circular, muitos deles sem sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), cuja generalização tem impacto direto na redução da sinistralidade.
Os dados evidenciam um paradoxo: enquanto a oferta de modelos eletrificados cresce e o mercado evolui tecnologicamente, o ritmo de substituição dos veículos mais antigos permanece insuficiente para alterar de forma significativa a estrutura do parque automóvel espanhol.
Num contexto de transição energética e de exigências crescentes ao nível das emissões e da segurança, a renovação da frota surge como um dos principais desafios da mobilidade em Espanha nos próximos anos.
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