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Apresentado a 10 de março de 1966 no Salão Automóvel de Genebra, o Lamborghini Miura não foi apenas mais um desportivo italiano: redefiniu o conceito de automóvel de altas prestações e deu origem ao que hoje conhecemos como supercarro moderno. Sessenta anos depois, o modelo continua a ser uma referência incontornável de engenharia, design e cultura automóvel.
Quando a Lamborghini revelou o Miura em Genebra, a jovem marca italiana tinha apenas três anos de existência. Ainda assim, o modelo representou uma verdadeira revolução técnica ao adotar um motor V12 montado transversalmente em posição central traseira, uma arquitetura inspirada no automobilismo que quebrava completamente com a tradição dos grandes GT da época.
A ousadia técnica e conceptual do Miura foi impulsionada por uma equipa de jovens engenheiros liderada por Gian Paolo Dallara e Paolo Stanzani, com o piloto de testes Bob Wallace a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento. O objetivo era claro: criar um automóvel capaz de ultrapassar os limites estabelecidos para os desportivos de estrada.
A base do projeto foi um chassis leve em aço, apresentado pela primeira vez no Salão de Turim de 1965, que chamou imediatamente a atenção da indústria automóvel. O desenho final da carroçaria acabaria por surgir da colaboração com a Carrozzeria Bertone, onde o designer Marcello Gandini criou uma silhueta baixa, larga e extremamente elegante que rapidamente se tornou um ícone.


Com apenas cerca de 105 cm de altura, o Miura apresentava proporções radicalmente diferentes de qualquer automóvel da época. As entradas de ar pronunciadas, os faróis retráteis com as famosas “pestanas” e a traseira musculada criaram uma estética que ainda hoje é considerada uma das mais belas da história do automóvel.
A Lamborghini também introduziu um nível de personalização pouco comum na década de 1960, oferecendo uma vasta paleta de cores vibrantes e acabamentos exclusivos. Esta abordagem antecipava a filosofia de individualização que hoje faz parte do ADN da marca italiana.
O impacto cultural do Miura ultrapassou rapidamente o universo automóvel. O modelo marcou presença em filmes, revistas e na cultura popular, sendo lembrado, entre outros momentos, pela icónica cena inicial do filme “The Italian Job” (1969).

No coração do Miura encontrava-se um motor V12 de 3,9 litros, originalmente desenvolvido por Giotto Bizzarrini e posteriormente adaptado para utilização em estrada por Paolo Stanzani. Esta unidade mecânica tornou-se um elemento central da identidade da Lamborghini durante décadas.
A combinação entre o potente V12 e a arquitetura de motor central permitiu alcançar desempenhos impressionantes para a época. Nas versões mais evoluídas, o Miura atingia potências superiores a 380 cv e velocidades próximas dos 290 km/h, números que o colocavam entre os automóveis de produção mais rápidos do mundo.
Produzido entre 1966 e 1973, o Miura somou 763 unidades construídas em Sant’Agata Bolognese, um número relativamente reduzido que contribuiu para o seu estatuto de clássico altamente valorizado.

Sessenta anos após a sua estreia, o Miura continua a ser considerado o primeiro verdadeiro supercarro da história, estabelecendo uma arquitetura técnica e um conceito de design que seriam seguidos por modelos icónicos como o Countach, Diablo, Murciélago, Aventador e Revuelto.
Para assinalar o aniversário, a Lamborghini prepara diversas iniciativas ao longo de 2026, incluindo um Polo Storico Tour dedicado exclusivamente ao Miura, que decorrerá entre 6 e 10 de maio no norte de Itália.
Como afirmou Stephan Winkelmann, CEO da marca, o Miura não apenas introduziu um novo modelo: mudou definitivamente o rumo da indústria automóvel, estabelecendo os fundamentos do supercarro moderno.
Característica | Dados |
Motor | V12 3.9 litros |
Potência | 350 cv às 7.000 rpm |
Binário | 355 Nm às 5.000 rpm |
Transmissão | Manual de 5 velocidades |
Velocidade máxima | ~280 km/h |
0–100 km/h | ~6,7 s |
Peso | 985 kg |
Particularidades | Primeiro automóvel de produção com motor central traseiro transversal |
Chassis | Estrutura tubular em aço |
Design | Marcello Gandini / Bertone |
Preço original | 7.700.000 liras |
Característica | Dados |
Motor | V12 3.9 litros |
Potência | 370 cv às 7.500 rpm |
Binário | 390 Nm às 5.500 rpm |
Velocidade máxima | ~280 km/h |
0–100 km/h | 6,4 s |
Peso | 1.180 kg |
Melhorias | Suspensão revista com amortecedores Koni |
Travões | Discos ventilados (a partir do chassis 501) |
Equipamento | Vidros elétricos e interior mais luxuoso |
Extras | Ar condicionado opcional |
Preço original | 7.850.000 liras (+350.000 liras AC) |
Característica | Dados |
Motor | V12 3.9 litros |
Potência | 385 cv às 7.850 rpm |
Binário | 388 Nm às 5.500 rpm |
Velocidade máxima | >290 km/h |
0–100 km/h | 5,5 s |
Peso | 1.245 kg |
Melhorias técnicas | Lubrificação separada motor/transmissão |
Chassis | Eixo traseiro mais largo |
Suspensão | Traseira revista |
Diferencial | Algumas unidades com diferencial autoblocante |
Particularidades | Sem “pestanas” nos faróis |
Preço original | 8.600.000 liras |
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