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Mazda aproxima-se de uma nova solução para reduzir emissões ao conseguir capturar CO₂ a durante uma corrida de 24 horas

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    Redação Europa
  • 9 de jun.
  • 3 min de leitura
Mazda aproxima-se de uma nova solução para reduzir emissões ao conseguir capturar CO₂ a durante uma corrida de 24 horas

Sistema experimental desenvolvido pela marca japonesa multiplicou por quase dez a capacidade de captura de dióxido de carbono e abre novas perspetivas para o futuro dos motores de combustão


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Enquanto grande parte da indústria automóvel concentra os seus esforços na eletrificação, a Mazda continua a explorar caminhos alternativos para reduzir a pegada ambiental dos veículos equipados com motores de combustão. A marca japonesa anunciou um avanço significativo no desenvolvimento do seu sistema embarcado de captura de dióxido de carbono, conseguindo demonstrar, pela primeira vez, a captura, compressão e armazenamento de CO₂ durante uma corrida de resistência de 24 horas, num passo que poderá contribuir para diminuir as emissões líquidas deste tipo de automóveis.


O teste decorreu durante a terceira ronda da Super Taikyu Series 2026, no Japão, utilizando o protótipo MAZDA SPIRIT RACING 3 Future Concept, equipado com um sistema denominado Mazda Mobile Carbon Capture. Ao contrário das soluções tradicionais que procuram apenas reduzir as emissões através da eficiência do motor ou da utilização de combustíveis alternativos, esta tecnologia pretende capturar parte do dióxido de carbono produzido durante a própria condução, armazenando-o num depósito instalado no veículo.


A evolução face aos ensaios anteriores foi particularmente expressiva. No primeiro teste, realizado em novembro de 2025, o sistema conseguiu captar apenas 84 gramas de CO₂. Agora, graças à integração de uma unidade de dessorção, de um sistema de compressão e de um depósito específico para armazenamento, a quantidade capturada atingiu 804 gramas, representando um aumento de aproximadamente 9,6 vezes relativamente ao ensaio inicial.


Mazda aproxima-se de uma nova solução para reduzir emissões ao conseguir capturar CO₂ a durante uma corrida de 24 horas

O funcionamento da tecnologia assenta na utilização de zeólita, um material de estrutura porosa capaz de adsorver dióxido de carbono. Posteriormente, aproveitando o calor gerado pelos gases de escape, o sistema aquece esse material, libertando o CO₂ capturado. O gás é então comprimido por um compressor elétrico e armazenado num reservatório dedicado, demonstrando que o processo pode funcionar de forma integrada durante a utilização do veículo.


Outro fator relevante da experiência foi a utilização de Óleo Vegetal Hidrotratado (HVO) como combustível. Este combustível renovável pode apresentar emissões de carbono inferiores às dos combustíveis fósseis convencionais ao longo do seu ciclo de vida, dependendo da origem das matérias-primas e do processo de produção. Segundo a Mazda, a combinação da utilização de HVO com a captura de CO₂ permitiu alcançar, em condições específicas de competição, uma redução temporária superior ao objetivo de recuperação previsto para futuros veículos de produção. A marca sublinha, contudo, que ainda não existe uma avaliação completa do balanço de carbono de todo o sistema ao longo do seu ciclo de vida.


Apesar de continuar numa fase experimental, o projeto revela uma estratégia distinta daquela seguida pela maioria dos fabricantes. Em vez de abandonar completamente os motores de combustão, a Mazda procura desenvolver tecnologias que permitam reduzir o seu impacto ambiental através de soluções complementares, mantendo abertas diferentes vias para a neutralidade carbónica. A próxima etapa será a continuação dos testes em competição, durante a sétima ronda da Super Taikyu Series, prevista para novembro, antes de avaliar uma eventual aplicação em condições de utilização quotidiana.


Mazda aproxima-se de uma nova solução para reduzir emissões ao conseguir capturar CO₂ a durante uma corrida de 24 horas

Se esta tecnologia conseguir evoluir para uma solução economicamente viável e tecnicamente escalável, poderá representar uma mudança relevante na forma como a indústria encara o futuro dos motores térmicos. Em vez de serem apenas uma fonte de emissões, poderão tornar-se parte ativa de uma estratégia de mitigação do carbono, demonstrando que a inovação no setor automóvel continua a seguir caminhos muito para além da simples eletrificação.


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