Teste: Mitsubishi ASX 1.2 DI-T com 115 cv e caixa manual, entrega uma simplicidade que ainda faz sentido

Num mercado onde os SUV compactos acumulam eletrificação, caixas automáticas, grandes ecrãs e preços cada vez mais elevados, o Mitsubishi ASX 1.2 DI-T na versão de acabamento Kaiteki segue uma receita surpreendentemente convencional: motor a gasolina de três cilindros, 115 cv e caixa manual de seis velocidades. A proximidade técnica com o Renault Captur é impossível de ignorar, mas depois de vários dias ao volante descobrimos um automóvel equilibrado, espaçoso e fácil de utilizar, que terminou o nosso ensaio com 5,9 l/100 km. Não entusiasma pelos números nem procura fazê-lo; o seu argumento está na racionalidade.
Há alguns anos, um SUV compacto com motor a gasolina, tração dianteira e caixa manual seria absolutamente normal. Em 2026 começa quase a parecer uma escolha alternativa. A eletrificação avançou rapidamente, as transmissões automáticas ganharam espaço e mesmo os modelos de entrada estão progressivamente mais complexos. É neste cenário que recebemos para ensaio o Mitsubishi ASX 1.2 DI-T 6MT Kaiteki, atualmente a porta de entrada para a gama portuguesa.

E talvez seja esta simplicidade que torna esta versão interessante. Não temos sistema mild-hybrid, motor elétrico, bateria de tração ou uma transmissão de dupla embraiagem. Temos um 1.2 turbo de três cilindros, 115 cv, 190 Nm e seis relações escolhidas pelo próprio condutor. A Mitsubishi anuncia atualmente esta configuração Kaiteki desde 25.690 euros, no âmbito da campanha portuguesa válida até 30 de setembro de 2026 e limitada ao stock disponível.
Um Mitsubishi que não consegue — nem pretende — esconder a relação com o Renault Captur
É difícil analisar o ASX sem abordar de imediato a sua origem. Esta geração nasce da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi e partilha arquitetura e grande parte da engenharia com o Renault Captur. A relação é tão próxima que o próprio Euro NCAP classifica o Mitsubishi como gémeo do Captur e utiliza os resultados dos Renault relacionados, complementados pelas verificações necessárias, para estabelecer a classificação de segurança do ASX.
Isto significa que estamos perante a conhecida arquitetura CMF-B, que serve de base a vários modelos compactos da aliança, incluindo Renault Captur e Clio, além de outros produtos derivados desta família técnica.
E isso não é necessariamente uma desvantagem. Pelo contrário: permite à Mitsubishi colocar no mercado europeu um SUV desenvolvido sobre uma plataforma amplamente utilizada e amadurecida, com uma arquitetura que já demonstrou bom aproveitamento de espaço e custos de utilização relativamente contidos.
A questão está na identidade. Quem conheceu gerações anteriores do ASX como produtos inequivocamente Mitsubishi encontrará aqui um automóvel muito mais próximo do universo Renault. A frente procura estabelecer alguma diferenciação através da interpretação mais recente da linguagem visual da Mitsubishi, mas perfil, proporções, habitáculo e arquitetura geral revelam imediatamente a origem.

Design: compacto, equilibrado e sem excessos
O ASX mede 4.238 mm de comprimento, 2.003 mm de largura segundo a medição oficial da Mitsubishi e 1.585 mm de altura, com 2.639 mm entre eixos. A ficha oficial indica ainda uma tara de 1.324 kg nesta motorização.
São dimensões bem adequadas ao mercado europeu. Há espaço suficiente para funcionar como automóvel familiar, mas o comprimento pouco acima dos 4,2 metros continua a facilitar a utilização urbana e o estacionamento.
Visualmente, gostámos sobretudo do equilíbrio. Não existe uma tentativa de transformar o ASX num SUV excessivamente agressivo e também não encontramos proporções artificiais para lhe dar uma aparência maior do que realmente é.

Na versão Kaiteki, as jantes de liga leve de 17 polegadas com pneus 215/60 R17 parecem-nos, inclusivamente, uma escolha acertada. Num mercado obcecado por jantes de 19 e 20 polegadas, muitas vezes acompanhadas por pneus de perfil demasiado baixo para a utilização real de um SUV compacto, os 17" ajudam o conforto, reduzem o custo de substituição dos pneus e visualmente não prejudicam as proporções.
Há também proteções inferiores dianteira e traseira em preto brilhante, vidros traseiros escurecidos e iluminação dianteira LED nesta versão.
Não é um desenho capaz de fazer parar o trânsito, nem acreditamos que seja essa a intenção. É moderno, proporcional e suficientemente discreto para envelhecer bem.
Interior: funcionalidade acima do espetáculo
No habitáculo encontramos novamente muito Renault Captur, e tentar esconder essa realidade não faria sentido. Comandos, arquitetura e várias soluções de ergonomia denunciam imediatamente a origem comum.
Mas existe um lado positivo nessa familiaridade: é um interior muito fácil de compreender e utilizar.
Depois de tantos automóveis em que precisamos de entrar em menus para realizar operações elementares, valorizamos cada vez mais um posto de condução onde as principais funções continuam acessíveis de forma lógica. Há comandos físicos onde fazem sentido, a posição de condução é elevada sem ser exagerada e rapidamente encontramos uma configuração confortável.

O painel de instrumentos digital de 7 polegadas faz parte do equipamento Kaiteki. Não pretende competir com os enormes painéis panorâmicos que encontramos em modelos mais caros, mas apresenta a informação necessária de maneira clara. A versão inclui igualmente ar condicionado automático, sistema de entrada e arranque sem chave, sensores traseiros e câmara de estacionamento.
Em termos de materiais, encontramos o esperado neste segmento. Existem superfícies agradáveis nas zonas de maior contacto e plásticos rígidos noutras áreas menos expostas. A montagem transmite-nos uma sensação sólida e não encontrámos nada durante o ensaio que colocasse em causa a robustez geral.
Não existe luxo nem deveria existir a este preço. Existe, isso sim, um habitáculo racional e funcional, algo que para muitos utilizadores será mais importante.
Espaço: uma das vantagens da plataforma
Os 2,639 metros entre eixos permitem aproveitar bem os pouco mais de 4,2 metros exteriores. Efetivamente, são referências que já temos de ensaios anteriores ao Captur.
Na frente há espaço abundante e uma posição de condução que deverá adaptar-se facilmente a diferentes estaturas. Atrás, dois adultos viajam sem dificuldade e o espaço disponível para pernas e cabeça está dentro do que esperamos de um bom B-SUV e do que

A ficha portuguesa indica uma bagageira que pode variar e chegar aos 484 litros na configuração mais favorável, atingindo 1.596 litros com o espaço traseiro maximizado através do rebatimento dos bancos.
Esta flexibilidade é um argumento importante num automóvel desta dimensão. O ASX consegue continuar compacto o suficiente para cidade sem obrigar uma pequena família a fazer demasiadas concessões quando chega o momento de viajar.
1.2 DI-T: três cilindros, 115 cv e sem eletrificação
Debaixo do capot encontramos provavelmente o elemento mais interessante desta versão.
O 1.2 DI-T é um três cilindros turbo a gasolina com 1.199 cm³, que desenvolve 115 cv entre as 4.350 e as 5.500 rpm e 190 Nm entre 1.750 e 4.000 rpm.
Não existe qualquer assistência elétrica nesta configuração.
E os 190 Nm disponíveis relativamente cedo fazem uma diferença importante. O ASX não transmite a sensação de termos de explorar constantemente as rotações para conseguir acompanhar o trânsito. Há disponibilidade de sobra em utilização quotidiana e o turbo permite recuperar com razoável facilidade desde que escolhamos a relação correta.
Os 115 cv não transformam, como seria de esperar, 1.324 kg num automóvel rápido. A Mitsubishi anuncia 12,3 segundos dos 0 aos 100 km/h e 180 km/h de velocidade máxima. A capacidade de aceleração diz praticamente tudo sobre a filosofia desta versão: performance não é a prioridade.
Mas há uma diferença entre não ser rápido e ser insuficiente. E, para nós, o ASX não é insuficiente na utilização normal.
Em cidade e estrada secundária movimenta-se com facilidade. Em autoestrada mantém ritmo sem esforço excessivo. É nas ultrapassagens ou quando levamos várias pessoas e bagagem que precisamos de antecipar mais e utilizar a caixa.
Caixa manual: regressar ao essencial
E chegamos a uma característica que está progressivamente a desaparecer: a caixa manual de seis velocidades.
Depois de conduzirmos semanalmente automóveis elétricos e híbridos onde praticamente toda a gestão da cadeia cinemática é automática, voltar a um SUV onde existe uma embraiagem e somos nós que decidimos quando mudar tem quase algo de refrescante.
Não é uma caixa com pretensões desportivas. O que interessa é que o escalonamento funciona bem com os 190 Nm do pequeno turbo.
Em utilização tranquila conseguimos explorar as relações mais altas e manter o motor numa zona eficiente. Quando precisamos de resposta, reduzir uma ou duas velocidades devolve ao 1.2 DI-T a disponibilidade necessária.
É esta interação que torna o conjunto mais agradável do que os números poderiam sugerir. Motor e caixa trabalham bem em conjunto, e o condutor que saiba utilizar corretamente uma transmissão manual consegue retirar mais do 1.2 do que os modestos 115 cv poderiam inicialmente fazer pensar.

5,9 l/100 km: muito próximo da homologação
A Mitsubishi anuncia 5,7 l/100 km no ciclo combinado WLTP e 129 g/km de CO₂ para esta configuração.
No nosso ensaio terminámos com 5,9 l/100 km.
A diferença de apenas 0,2 l/100 km face à homologação é um resultado que consideramos muito bom, e neste momento fica evidente outro argumento desta versão.
A eletrificação pode reduzir consumos, sobretudo em cidade, mas também acrescenta complexidade, massa e custo. Para um utilizador que percorra muitos quilómetros em estrada e não necessite de caixa automática, 5,9 l/100 km num SUV a gasolina continua a ser um resultado perfeitamente defensável.
Com um depósito de 48 litros, existe ainda uma autonomia teórica próxima dos 800 km tomando como referência o nosso consumo, embora naturalmente não recomendemos utilizar toda a capacidade até ao último litro.
Suspensão: as 17 polegadas ajudam
A arquitetura é convencional e adequada à proposta. Temos pseudo-McPherson à frente e eixo de torção com molas helicoidais atrás.
Não há aqui uma suspensão sofisticada nem qualquer vocação desportiva. E isso não nos incomodou.
A calibração procura um compromisso orientado para utilização quotidiana. Os pneus 215/60 R17, com uma parede lateral relativamente generosa, ajudam a absorver irregularidades e contribuem para um conforto que provavelmente seria prejudicado por uma opção estética de maior diâmetro.
Em cidade passa por lombas e pavimentos degradados sem excessiva secura. Em estrada controla bem os movimentos da carroçaria e, em autoestrada, transmite a estabilidade necessária.
Quando aumentamos o ritmo, aparece naturalmente alguma inclinação da carroçaria, mas o comportamento é previsível e progressivo.
Este não é um automóvel que nos convide a procurar uma estrada de montanha apenas pelo prazer de conduzir. É um automóvel que tenta tornar fácil aquilo que fazemos todos os dias.

Direção e comportamento: previsibilidade é a palavra certa
A direção segue a mesma filosofia. É relativamente leve nas manobras e ganha peso com o aumento da velocidade, embora comunique pouco do que acontece no eixo dianteiro.
Novamente, não vemos isto como uma falha grave, porque a missão do ASX não é proporcionar uma experiência semelhante à de um pequeno hatchback desportivo.
O resultado é um SUV muito fácil de conduzir, tipicamente familiar, onde a previsibilidade é uma qualidade.
Travões: uma solução simples — incluindo tambores atrás
Há um detalhe técnico interessante nesta versão: discos ventilados à frente e travões de tambor no eixo traseiro. As versões 1.3 MHEV mais potentes utilizam discos atrás.
À primeira vista, falar em tambores num automóvel novo em 2026 pode parecer um retrocesso. Na prática, é necessário contextualizar.
Num modelo de 115 cv e 1.324 kg, a maior parte do esforço de travagem é suportada pelo eixo dianteiro e durante o nosso ensaio não encontrámos falta de capacidade para uma utilização normal, logo, a solução técnica acaompanha a racionalidade da proposta.
O pedal é progressivo e permite dosear bem a travagem. Numa utilização repetidamente exigente, discos nas quatro rodas ofereceriam vantagens térmicas, mas isso está muito longe da utilização para a qual este ASX foi concebido.

Segurança: quatro estrelas Euro NCAP exigem contexto
Aqui chegamos a uma área que consideramos indispensável analisar com maior detalhe nos nossos ensaios.
O Mitsubishi ASX recebeu quatro estrelas Euro NCAP em 2024, segundo o protocolo daquele ano. Importa esclarecer que o modelo é tecnicamente gémeo do Renault Captur, pelo que a organização utilizou os resultados do Renault e realizou verificações adicionais para confirmar a equivalência do Mitsubishi.
Os resultados foram:
Área Euro NCAP | Resultado |
Proteção de adultos | 76% |
Proteção de crianças | 80% |
Utilizadores vulneráveis | 76% |
Safety Assist | 69% |
Classificação global | ★★★★☆ |
São resultados competentes, mas não excecionais.
Na proteção de adultos, o habitáculo permaneceu estável no impacto frontal descentrado, mas o Euro NCAP classificou a proteção do tórax do condutor como fraca nesse ensaio e marginal no teste frontal de largura total. No impacto lateral contra barreira, a proteção das regiões críticas foi considerada boa, enquanto no teste mais severo contra poste a proteção do tórax voltou a ser marginal.
É este tipo de detalhe que explica porque preferimos não resumir segurança simplesmente dizendo "tem quatro estrelas".

Airbags e ADAS: o que efetivamente encontramos
A configuração avaliada pelo Euro NCAP possui seis airbags na configuração convencional: dois frontais, dois laterais dianteiros para proteção do tórax e dois airbags de cortina, estes últimos abrangendo também os ocupantes traseiros. Não existem airbags de joelhos, airbag central entre os ocupantes dianteiros nem airbags laterais traseiros de tórax.
Entre os sistemas de assistência avaliados estão travagem autónoma de emergência para veículos, peões, ciclistas e motociclistas, assistência à manutenção na faixa, assistência de velocidade, reconhecimento dos limites, monitorização indireta de fadiga e aviso dos cintos dianteiros e traseiros.
O AEB teve um desempenho globalmente bom perante outros automóveis e obteve a pontuação máxima nos testes com motociclistas. A resposta perante ciclistas também foi boa, embora o modelo avaliado não dispusesse de proteção de série contra a abertura de uma porta na trajetória de um ciclista.
O ASX dispõe ainda de eCall avançado e travagem multicolisão, destinada a reduzir a possibilidade de um segundo impacto depois de uma colisão inicial.
Na versão Kaiteki encontramos ainda reconhecimento dos sinais de trânsito, sensores traseiros e câmara de marcha-atrás.
Existe, portanto, uma base de segurança ativa bastante completa, embora as quatro estrelas e, sobretudo, os 69% em Safety Assist mostrem que há margem para evolução perante os melhores modelos mais recentes do segmento.

Preço e posicionamento: aqui está um dos seus argumentos
O ASX 1.2 DI-T 6MT Kaiteki é anunciado atualmente em Portugal desde 25.690 euros, nas condições promocionais indicadas pela Mitsubishi para clientes particulares até 30 de setembro de 2026.
Isto coloca-o numa zona cada vez menos habitada do mercado.
Os principais rivais estão naturalmente entre os B-SUV generalistas: Renault Captur, Peugeot 2008, Volkswagen T-Cross, Škoda Kamiq, SEAT Arona, Citroën C3 Aircross, Hyundai Bayon, Ford Puma, Nissan Juke e Toyota Yaris Cross, embora motorizações, níveis de eletrificação e preços variem bastante.
E existe uma comparação inevitável com o Captur.
Tecnicamente, são automóveis extremamente próximos. Por isso, a decisão entre ambos deixa de ser uma questão de qual plataforma ou chassis é melhor e passa a depender de preço, equipamento, garantia, assistência, proximidade do concessionário e preferência pela marca.
Resumindo, é aqui que a Mitsubishi, e seus vendedores, precisam construir o argumento comercial do ASX, porque não podem fazê-lo através de uma diferenciação mecânica profunda em relação ao Renault.

Editor de Veículos | Jornalista Especializado em Produto e Engenharia Automóvel
RESUMO DO EDITOR
Depois de vários dias com o Mitsubishi ASX 1.2 DI-T 6MT Kaiteki, ficámos com uma conclusão bastante simples: este automóvel é melhor compreendido quando deixamos de procurar nele algo que nunca pretendeu ser. Não é rápido, não é particularmente sofisticado mecanicamente e não tem eletrificação, suspensão independente atrás, caixa automática ou um interior destinado a impressionar quem entra pela primeira vez.
Mas custa a partir de 25.690 euros, oferece espaço familiar dentro de 4,24 metros, tem uma bagageira muito competente, equipamento suficiente, jantes de 17 polegadas adequadas às nossas estradas e um motor de 115 cv que, associado à caixa manual de seis velocidades, cumpre perfeitamente a utilização quotidiana.
E depois temos os 5,9 l/100 km que registámos durante o nosso ensaio, contra 5,7 l/100 km WLTP. Para nós, este é um dos números que melhor defende a existência desta versão.
Também há aspetos que devem ser colocados na balança. A ligação ao Renault Captur é tão profunda que será difícil encontrar uma personalidade genuinamente Mitsubishi, as prestações são modestas, os travões traseiros continuam a utilizar tambores e as quatro estrelas Euro NCAP de 2024, embora representem um nível de segurança competente, deixam o ASX abaixo dos melhores resultados do segmento.
Mas há uma questão interessante depois de conduzir tantos automóveis progressivamente mais complexos: será que todos os clientes precisam realmente dessa complexidade?
Para alguém que quer um SUV compacto, prefere caixa manual, não quer pagar pela eletrificação e valoriza custos relativamente controlados, este ASX 1.2 DI-T Kaiteki continua a apresentar uma receita perfeitamente válida em 2026, no entanto, talvez não seja o Mitsubishi que escolheríamos para procurar a personalidade histórica da marca.
Artur Semedo
Editor de Veículos | Jornalista Especializado em Produto e Engenharia Automóvel
Com mais de 15 anos de experiência em ensaios a automóveis em Portugal e no Brasil, alia a prática de centenas de testes à formação técnica da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, através de diversos cursos e atualizações em áreas como combustíveis, motores de combustão, baterias, sistemas híbridos e veículos elétricos, proporcionando uma análise aprofundada do comportamento, engenharia e tecnologia de cada automóvel.
FICHA TÉCNICA — MITSUBISHI ASX 1.2 DI-T 6MT KAITEKI
MOTOR
Característica | Dados |
Tipo | Gasolina, turbo, injeção direta |
Designação | 1.2 DI-T |
Configuração | 3 cilindros em linha |
Cilindrada | 1.199 cm³ |
Diâmetro x curso | 72,20 x 81,34 mm |
Potência máxima | 115 cv |
Regime de potência máxima | 4.350–5.500 rpm |
Binário máximo | 190 Nm |
Regime de binário máximo | 1.750–4.000 rpm |
Combustível | Gasolina |
Eletrificação | Não |
Tração | Dianteira |
Os valores são os especificados pela ficha técnica MY26 da Mitsubishi Portugal.
TRANSMISSÃO
Característica | Dados |
Caixa de velocidades | Manual de 6 relações — 6MT |
Tração | Dianteira |
Embraiagem | Monodisco a seco |
Seleção das relações | Manual |
PRESTAÇÕES
Característica | Dados |
0–100 km/h | 12,3 s |
Velocidade máxima | 180 km/h |
Relação peso/potência aproximada | 11,5 kg/cv |
CONSUMOS E EMISSÕES
Característica | Dados |
Consumo combinado WLTP | 5,7 l/100 km |
Consumo médio Publiracing | 5,9 l/100 km |
Diferença face ao WLTP | +0,2 l/100 km |
Emissões de CO₂ WLTP | 129 g/km |
Combustível | Gasolina |
Depósito | 48 litros |
DIMENSÕES
Característica | Dados |
Comprimento | 4.238 mm |
Largura | 2.003 mm* |
Altura | 1.585 mm |
Distância entre eixos | 2.639 mm |
Diâmetro de viragem | 11,1 m |
Portas | 5 |
Lugares | 5 |
*A Mitsubishi apresenta 2.003 mm na ficha técnica portuguesa.
PESOS E CAPACIDADE DE REBOQUE
Característica | Dados |
Tara | 1.324 kg |
Peso bruto | 1.770 kg |
Capacidade rebocável com travões | 1.200 kg |
Capacidade rebocável sem travões | 660 kg |
Depósito de combustível | 48 l |
BAGAGEIRA E ESPAÇO
Característica | Dados |
Capacidade indicada | 484 l |
Capacidade máxima com bancos rebatidos | 1.596 l |
Banco traseiro | Rebatível |
Número de lugares | 5 |
CHASSIS E SUSPENSÃO
Característica | Dados |
Plataforma | CMF-B, arquitetura da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi |
Suspensão dianteira | Pseudo-McPherson |
Suspensão traseira | Eixo de torção com molas helicoidais |
Direção | Assistida eletricamente |
Tração | Dianteira |
Diâmetro de viragem | 11,1 m |
TRAVÕES
Característica | Dados |
Dianteiros | Discos ventilados |
Traseiros | Tambores |
ABS | Sim |
Distribuição eletrónica da travagem | Sim |
Controlo eletrónico de estabilidade | Sim |
Um pormenor importante: esta versão 1.2 DI-T utiliza tambores atrás. A versão 1.3 DI-T MHEV da mesma gama passa para discos traseiros.
RODAS E PNEUS
Característica | Dados |
Jantes | Liga leve de 17" |
Pneus | 215/60 R17 |
Perfil | 60 |
Controlo da pressão | Sim |
EQUIPAMENTO KAITEKI
Entre os principais equipamentos confirmados pela Mitsubishi Portugal para o ASX 1.2 DI-T 6MT Kaiteki encontramos:
ar condicionado automático;
sistema de acesso/arranque sem chave KOS;
vidros traseiros escurecidos;
proteção inferior dianteira em preto brilhante;
proteção inferior traseira em preto brilhante;
faróis dianteiros LED;
painel de instrumentos digital de 7";
sensores de estacionamento traseiros;
reconhecimento de sinais de trânsito (TSR);
câmara de estacionamento traseira.
SEGURANÇA — EURO NCAP
Classificação: ★★★★☆Ano/protocolo: Euro NCAP 2024
Categoria | Resultado |
Proteção de adultos | 76% |
Proteção infantil | 80% |
Utilizadores vulneráveis | 76% |
Safety Assist | 69% |
Classificação global | 4 estrelas |
Existe aqui uma particularidade que deve acompanhar sempre a referência às quatro estrelas: o Mitsubishi ASX é tecnicamente gémeo do Renault Captur, que por sua vez está relacionado com o Symbioz. O Euro NCAP verificou a equivalência estrutural e utilizou os ensaios dos Renault, realizando testes adicionais quando necessário. A classificação aplica-se ao ASX.
AIRBAGS
A configuração de segurança passiva avaliada pelo Euro NCAP inclui:
Airbag | Disponibilidade |
Frontal do condutor | Série |
Frontal do passageiro | Série |
Lateral de tórax — condutor | Série |
Lateral de tórax — passageiro | Série |
Cortina/cabeça dianteiros | Série |
Cortina/cabeça traseiros | Série |
Airbags laterais traseiros de tórax | Não disponíveis |
Airbag central dianteiro | Não disponível |
Airbags de joelhos | Não disponíveis |
Airbags laterais de pélvis | Não disponíveis |
Na forma convencional de contabilização por módulos, temos assim 6 airbags: dois frontais, dois laterais dianteiros e dois de cortina.
SEGURANÇA INFANTIL
Equipamento | Dados |
ISOFIX nos lugares traseiros exteriores | Sim |
i-Size traseiro | Sim |
Top Tether traseiro | Sim |
Desativação do airbag do passageiro | Sim |
Deteção de presença de criança | Não |
A proteção infantil atingiu 80%, com 23,2 dos 24 pontos possíveis nos ensaios dinâmicos de impacto realizados com manequins equivalentes a crianças de seis e dez anos.
ADAS E SEGURANÇA ATIVA
Entre os sistemas considerados de série na avaliação Euro NCAP estão:
travagem autónoma de emergência — AEB;
deteção e reação perante outros automóveis;
AEB para peões;
AEB para ciclistas;
AEB para motociclistas;
aviso de colisão frontal;
Lane Keep Assist;
Emergency Lane Keeping;
assistência/reconhecimento dos limites de velocidade;
Driver Vigilance Warning para deteção de fadiga;
aviso dos cintos de segurança dianteiros e traseiros;
eCall avançado;
travagem multicolisão.
PREÇO EM PORTUGAL
Mitsubishi ASX 1.2 DI-T 6MT Kaiteki: desde 25.690 €
Este é o preço promocional atualmente anunciado pela Mitsubishi Portugal para clientes particulares, incluindo preparação e legalização, mas acrescendo pintura metalizada. A campanha é indicada como válida até 30 de setembro de 2026, limitada ao stock existente em Portugal Continental.

Pontos-Chave para Avaliação de Veículos
Motorização e Desempenho
Potência, binário, aceleração, resposta em diferentes cenários (cidade, estrada, ultrapassagens).
Consumo / Eficiência Energética
Média de consumo (l/100 km) ou eficiência elétrica (kWh/100 km).
Autonomia
Fundamental em elétricos e híbridos plug-in, mas também importante em combustão (tamanho do tanque, consumo real).
Conforto e Ergonomia
Qualidade dos bancos, espaço interno, nível de ruído, suspensão, facilidade de acesso e posição de condução.
Tecnologia e Conectividade
Infotainment, integração com smartphone, atualizações OTA, assistentes virtuais, personalização digital.
Segurança
Sistemas ADAS (travagem automática, ACC, manutenção de faixa, monitorização de fadiga), número de airbags, estrutura e testes de colisão.
Travagem e Estabilidade
Qualidade dos travões, distância de travagem, comportamento em curvas, controle de tração e estabilidade.
Espaço e Funcionalidade
Porta-malas, espaço para ocupantes, modularidade dos bancos, porta-objetos e usabilidade no dia a dia.
Design e Acabamento
Estilo exterior, qualidade de materiais no interior, atenção ao detalhe e percepção de valor.
Custo-Benefício
Preço em relação ao que oferece, garantia, custo de manutenção, valor de revenda.
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