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17 de jan.



















A Noruega mantém-se como o país mais avançado do mundo na adoção de veículos elétricos, segundo o novo relatório global da Arval Consulting sobre a maturidade da transição energética. O estudo coloca Portugal na 13ª posição, no grupo dos países preparados para elétricos e híbridos plug-in, e a Espanha na 17.ª posição, integradas num grupo de países que ainda se encontram numa fase intermédia da transição para a mobilidade elétrica.
O relatório “Energy Transition Maturity Score”, elaborado pela Arval Consulting, analisa o grau de maturidade de dezenas de países na adoção de veículos elétricos, tendo em conta fatores como custo total de propriedade face aos motores de combustão, quota de mercado de veículos elétricos, rede de carregamento e descarbonização da produção de eletricidade.
A Europa surge como a região com melhor pontuação média, 50 pontos em 100, com um avanço significativo face a 2024. No entanto, o estudo evidencia uma forte divisão entre os países do norte e do oeste do continente — onde a eletrificação está mais consolidada — e os mercados do sul e do leste, onde a transição avança de forma mais lenta devido a infraestruturas menos desenvolvidas e a incentivos mais limitados.
Neste contexto, a Noruega lidera o ranking global com 81 pontos, seguida pelos Países Baixos (68), Israel (66) e Bélgica (63). O Reino Unido (59) e países nórdicos como Dinamarca e Suécia, além do Luxemburgo, também figuram entre os mercados mais preparados para a mobilidade elétrica.
Com 55 pontos, Portugal integra o segundo grupo do ranking, classificado como “maduro e preparado para uma combinação de veículos elétricos e híbridos plug-in”, posicionando-se ao lado de mercados europeus relevantes como Alemanha (55 pontos) e Áustria (55 pontos), e imediatamente atrás de países como França (58 pontos). Neste mesmo grupo surgem também Suíça (54 pontos), Uruguai (51 pontos) e Finlândia (51 pontos). A inclusão de Portugal nesta categoria reflete um nível relativamente elevado de preparação para a mobilidade elétrica, sustentado pela descarbonização da produção elétrica e pela crescente adoção de veículos eletrificados, embora persistam desafios ligados à expansão da infraestrutura de carregamento e à estabilidade das políticas de incentivo ao consumidor.

Com 51 pontos, Espanha ocupa a 17.ª posição mundial, integrando a categoria de países classificados como “avançados na transição energética, preparados para a coexistência entre veículos elétricos e motores de combustão”.
Este grupo inclui também países como Itália (48), Lituânia (47), Roménia e Turquia (46), além de Grécia, Letónia e Irlanda (45). Espanha é, ainda assim, o país com a pontuação mais elevada dentro desta terceira categoria.
A classificação espanhola resulta de indicadores muito distintos entre si. O país apresenta uma pontuação elevada em paridade de custo total de propriedade (91/100) e na descarbonização da produção elétrica (84/100), mas continua a revelar fragilidades na infraestrutura de carregamento (15/100) e na presença de veículos elétricos no parque automóvel.
O estudo inclui ainda dados do Observatório Cetelem da Mobilidade, que aponta para um descontentamento generalizado em relação às políticas de incentivos à compra de automóveis, particularmente elétricos.
Segundo o inquérito, 65% dos consumidores consideram que os apoios à compra são pouco claros, com países como Japão (83%) e Portugal (82%) a liderarem essa perceção negativa. A média na União Europeia situa-se nos 68%, enquanto Espanha atinge 70%.
Além disso, 71% dos inquiridos criticam a instabilidade das políticas públicas relacionadas com a mobilidade elétrica, com Espanha novamente acima da média europeia.
Fora da Europa, a China (58 pontos) destaca-se claramente na região asiática, sustentada por uma forte indústria de baterias, políticas públicas consistentes e uma rede de carregamento em rápida expansão.
Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá registam uma pontuação média de 42 pontos, refletindo um progresso desigual entre estados e regiões, apesar de políticas de incentivo e investimentos em infraestrutura.
Na América Latina, a pontuação média desce para 32 pontos, evidenciando uma adoção ainda limitada devido a fatores como custo de aquisição, infraestrutura reduzida e menor prioridade política.
País | Pontuação |
Noruega | 81 |
Países Baixos | 68 |
Israel | 66 |
Bélgica | 63 |
Reino Unido | 59 |
Dinamarca | 59 |
China | 58 |
Suécia | 58 |
Luxemburgo | 58 |
França | 58 |
Alemanha | 55 |
Áustria | 55 |
Portugal | 55 |
Suíça | 54 |
Uruguai | 51 |
Finlândia | 51 |
Espanha | 51 |
Itália | 48 |
Lituânia | 47 |
Roménia | 46 |
Turquia | 46 |
Letónia | 45 |
Grécia | 45 |
Canadá | 45 |
Irlanda | 45 |
Estados Unidos | 44 |
Hungria | 44 |
Nova Zelândia | 42 |
Índia | 41 |
Eslováquia | 41 |
Estónia | 41 |
Rússia | 40 |
Tailândia | 40 |
República Checa | 37 |
Austrália | 37 |
Zâmbia | 36 |
Chile | 36 |
Indonésia | 36 |
Polónia | 36 |
Colômbia | 35 |
Japão | 33 |
México | 32 |
Brasil | 32 |
Bósnia-Herzegovina | 31 |
Marrocos | 30 |
Peru | 29 |
Sérvia | 26 |
Montenegro | 25 |
Equador | 24 |
Namíbia | 20 |
África do Sul | 17 |
Moçambique | 16 |
Gana | 15 |
Argentina | 14 |
Lesoto | 13 |
Botsuana | 5 |
🔵 Muito maduro – preparado para veículos elétricos
🟢 Maduro – preparado para elétricos e híbridos plug-in
🟡 Transição avançada – adequado para híbridos e início da eletrificação
🟤 Em transição – adequado sobretudo para híbridos
🔴 Emergente – ainda não preparado para veículos elétricos
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