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17 de jan.



















Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram um mercado de ligeiros de passageiros em crescimento, mas também uma reconfiguração clara das forças em presença: marcas premium reforçam posição, generalistas tradicionais perdem terreno e várias insígnias ganham expressão com subidas muito expressivas.
O mercado português de automóveis ligeiros de passageiros fechou o primeiro trimestre de 2026 com 64.059 unidades matriculadas, o que representa uma subida de 9,4% face ao mesmo período de 2025. Neste contexto, a Mercedes-Benz assume segunda posição do mercado com 4.788 unidades e uma quota de 7,47%, reforçando a sua posição com um crescimento de 10,2% e após ser a marca mais vendida em Portugal no mês de Março. Na liderança do acumulado, mais uma vez, a Peugeot, com 6.896 unidades e 10,77% de quota, mantendo-se como a marca com maior volume absoluto. na sequencia aparecem BMW, Citroën, Renault, Nissan e Dacia, num arranque de ano particularmente competitivo entre marcas de posicionamentos muito distintos.

Entre os principais destaques positivos, a Citroën é uma das marcas que mais sobressai, com 3.713 unidades e um crescimento de 41,9%, refletindo um ganho claro de tração no mercado. Ainda mais impressionante é o desempenho da Opel, que cresce 45,4% e atinge as 3.020 unidades, igualando a Toyota em volume no acumulado. Também a MG confirma-se como uma das marcas em maior ascensão no mercado nacional, disparando 172,9% para 2.426 unidades, enquanto a Volvo cresce 47%, a BYD sobe 34,5%, a Seat avança 25,3% e a Tesla melhora 27,1%, consolidando o peso crescente das marcas com forte presença eletrificada. A Skoda também merece referência, com uma subida de 47,5%, e a Hyundai cresce 18,7%, reforçando consistência comercial.
No lado oposto, a principal quebra entre as marcas de maior expressão pertence à Renault, que recua 30,3%, passando de 4.927 para 3.433 unidades, perdendo peso de mercado de forma visível. A Dacia, apesar de manter um volume forte e presença no top 10, cai 25,2%, enquanto a Toyota recua 4,4%. Também a Fiat desce 13,8% e a Ford perde 20,5%, confirmando maior pressão competitiva neste primeiro trimestre. Entre as quedas mais severas fora do topo surgem a Mitsubishi, com menos 52,9%, a Alfa Romeo, com menos 54,6%, e a Porsche, com menos 28%.
Outro dado relevante desta leitura é o reforço do peso das marcas premium e eletrificadas. Mercedes-Benz e BMW mantêm volumes muito sólidos, a Tesla recupera bem no acumulado e a Volvo regista uma evolução particularmente forte. Ao mesmo tempo, marcas chinesas ou de expansão recente, como MG, BYD, Xpeng, Omoda, Jaecoo, Leapmotor e Changan, começam a conquistar espaço de forma visível, ainda que nem todas tenham já dimensão suficiente para entrar no top 10. O primeiro trimestre de 2026 deixa, assim, uma ideia clara: o mercado de ligeiros de passageiros em Portugal está a crescer, mas está também a mudar de forma rápida, com novas forças a emergir e algumas marcas históricas a perder influência.
Ligeiros de Passageiros | Janeiro-Março 2026
Posição | Marca | Unidades | Var. vs 2025 | Quota de mercado |
1 | Peugeot | 6.896 | +6,2% | 10,77% |
2 | Mercedes-Benz | 4.788 | +10,2% | 7,47% |
3 | BMW | 4.024 | +6,8% | 6,28% |
4 | Citroën | 3.713 | +41,9% | 5,80% |
5 | Renault | 3.433 | -30,3% | 5,36% |
6 | Nissan | 3.386 | +7,6% | 5,29% |
7 | Dacia | 3.322 | -25,2% | 5,19% |
8 | Volkswagen | 3.131 | +13,2% | 4,89% |
9 | Toyota | 3.020 | -4,4% | 4,71% |
10 | Opel | 3.020 | +45,4% | 4,71% |
MG: +172,9%
Opel: +45,4%
Citroën: +41,9%
BYD: +34,5%
MINI: +28,2%
Tesla: +27,1%
Seat: +25,3%
Volvo: +47,0%
Skoda: +47,5%
Alfa Romeo: -54,6%
Mitsubishi: -52,9%
Suzuki: -38,8%
Renault: -30,3%
Porsche: -28,0%
Dacia: -25,2%
Ferrari: -22,2%
Ford: -20,5%
Land Rover: -19,0%
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