
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
14 de fev.



















Com quase 1.900 quilómetros de percurso, 67 equipas de 22 países e previsão de chuva forte nos troços decisivos, o Vodafone Rally de Portugal volta a afirmar-se como uma das provas mais exigentes, mediáticas e imprevisíveis do Campeonato do Mundo de Ralis
O Vodafone Rally de Portugal 2026 regressa em 2026 com números que ajudam a explicar porque continua a ser considerado uma das rondas mais emblemáticas do Campeonato do Mundo de Ralis, reunindo este ano 67 equipas oriundas de 22 países para enfrentar um percurso total de 1.874,58 quilómetros, dos quais 344,91 quilómetros serão disputados ao cronómetro ao longo de 23 classificativas distribuídas por quatro dias de competição.
Entre os troços desta edição, destaque para a super especial da Figueira da Foz, a mais curta do rali com apenas 1,93 quilómetros, enquanto Amarante volta a assumir o estatuto de maior desafio da prova com 26,24 quilómetros de extensão, num percurso tradicionalmente reconhecido pela exigência técnica, velocidade elevada e capacidade de fazer diferenças importantes na classificação geral
A dimensão internacional do Rally de Portugal continua igualmente evidente na lista de inscritos com forte presença estrangeira, particularmente de franceses e espanhóis, enquanto Portugal surge representado por 28 pilotos e navegadores, correspondendo a cerca de 21% do total de participantes. A edição deste ano inclui ainda um detalhe simbólico ligado à herança do Mundial de Ralis com a presença de Pablo Sarrazin e Eliott Delecour, filhos de antigos nomes históricos da modalidade, acompanhados respetivamente pelos irmãos Yannick e Romain Roche.
No plano desportivo, Sébastien Ogier continua a ser a principal referência histórica da prova com sete triunfos em Portugal, enquanto Elfyn Evans e Thierry Neuville chegam empatados com uma vitória cada no país. Entre os portugueses, Armindo Araújo mantém o estatuto de piloto nacional mais bem sucedido da prova com três vitórias no Rally de Portugal em termos de CPR.
Mas para além dos números competitivos, a escala organizativa da prova impressiona igualmente com cerca de 3.000 elementos da GNR envolvidos na operação, 450 marshals e mais de 800 voluntários destacados para garantir logística, segurança e apoio ao longo das classificativas, confirmando a dimensão gigantesca do evento português dentro do calendário mundialista.

A edição de 2026 poderá ainda ficar marcada pelas condições meteorológicas particularmente instáveis previstas para o fim de semana, com possibilidade de aguaceiros fortes desde sexta-feira até à derradeira Power Stage em Fafe no domingo. A chuva poderá transformar completamente a estratégia das equipas, especialmente em troços decisivos como Arganil, Amarante, Vieira do Minho e Fafe, aumentando significativamente o grau de dificuldade numa prova já tradicionalmente considerada uma das mais duras do WRC.
O percurso arranca oficialmente em Coimbra na quinta-feira antes da estreia dos troços de Águeda-Sever, Sever-Albergaria e da super especial da Figueira da Foz. Sexta-feira marca o regresso de Lousã ao Mundial juntamente com Mortágua, Arganil e Góis, enquanto sábado concentra o dia mais duro da competição com 145,88 quilómetros cronometrados e dupla passagem por Amarante, Felgueiras, Cabeceiras de Basto e Paredes antes do habitual espetáculo noturno em Lousada.
O rali termina no domingo com dupla passagem por Vieira do Minho e pela icónica especial de Fafe, onde o famoso salto da Pedra Sentada volta a assumir protagonismo perante milhares de espectadores. Ainda assim, a previsão de chuva forte poderá impedir qualquer tentativa de aproximação ao recorde de Ott Tänak em Fafe, estabelecido em 6m38,3s, reforçando a ideia de que esta edição poderá ser decidida não apenas pela velocidade pura mas também pela capacidade de adaptação às condições extremamente imprevisíveis que Portugal poderá apresentar este fim de semana.
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