
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 6 dias



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















O mercado de veículos ligeiros encerrou 2025 com crescimento sólido, mas por detrás dos números positivos esconde-se uma profunda recomposição de forças. A liderança da Peugeot deixou de ser confortável, a Renault afirma-se como principal ameaça e a Volkswagen volta a acelerar, enquanto novas marcas, sobretudo de origem chinesa, começam a ganhar terreno num mercado cada vez mais fragmentado.
Em termos globais, 2025 foi um ano positivo para o setor automóvel em Portugal. As matrículas de veículos ligeiros totalizaram 257.340 unidades, mais 6,3% do que em 2024. Em números absolutos, foram colocados no mercado mais 15 mil automóveis do que no ano anterior, confirmando a recuperação gradual após anos marcados por pandemia, crise de semicondutores e inflação elevada.
Dezembro fechou o ano com 24.377 unidades matriculadas, reforçando a tendência de estabilidade na procura, mas o que verdadeiramente marca 2025 não é apenas o crescimento — é a mudança estrutural no equilíbrio entre marcas.
A Peugeot mantém a liderança do mercado português com 27.289 unidades, mas o crescimento foi nulo: uma ligeira quebra de 0,15% num mercado em clara expansão.
Este dado é revelador. A marca do leão lidera, mas já não cresce ao ritmo do mercado. Tradicionalmente dominante, começa a dar sinais de desgaste numa fase em que os consumidores se mostram cada vez mais exigentes em termos de tecnologia híbrida, eficiência energética e posicionamento de preço.
Quem melhor capitalizou esta nova fase foi a Renault. A marca francesa terminou 2025 com 22.527 viaturas, crescendo 15,7% face a 2024.
Este salto expressivo não é fruto do acaso. A ofensiva das gamas híbrida e 100 % elétrica, a renovação de modelos-chave e uma política comercial agressiva permitiram à Renault encurtar de forma significativa a distância para a Peugeot, transformando-se na principal candidata à liderança em 2026.
A Volkswagen fechou o ano com 14.830 unidades e uma subida de 9,5%, um desempenho que devolve protagonismo à marca alemã após alguns anos de menor expressão.
A aposta no posicionamento elétrico e na renovação de modelos estratégicos, como o Golf e a família ID, começa finalmente a refletir-se nos números, devolvendo-lhe um papel relevante entre as marcas generalistas.
A Opel foi uma das grandes surpresas de 2025, crescendo 16% para 10.657 unidades, enquanto a Mercedes-Benz reforçou o seu estatuto no segmento premium com 19.048 veículos, mais 6,3% e se posicionando como a terceira marca mais vendida no país.
Estes resultados mostram que tanto no segmento generalista como no premium há espaço para crescer, desde que exista renovação de produto e clareza de posicionamento.
No topo da tabela, o pódio manteve-se relativamente estável, mas com movimentos internos relevantes:
Marca | 2025 | Var. 2024/2025 |
Peugeot | 27.289 | -0,15% |
Renault | 22.527 | +15,7% |
Mercedes-Benz | 19.048 | +6,3% |
Dacia | 17.570 | +5,4% |
Toyota | 15.383 | +2,1% |
Volkswagen | 14.830 | +9,5% |
BMW | 14.075 | +4,9% |
Citroën | 12.762 | -1,4% |
Opel | 10.657 | +16,0% |
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