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Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

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    Redação Europa
  • há 48 minutos
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Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

O nome A2 regressa à Audi com uma interpretação totalmente elétrica e uma prioridade clara: gastar menos energia em vez de compensar a eficiência com baterias cada vez maiores. O novo Audi A2 e-tron terá quatro níveis de potência entre 125 e 240 kW, três baterias de 52, 61 e 84 kWh, tração traseira e até 646 quilómetros de autonomia WLTP. Na configuração de 140 kW equipada com o pacote de eficiência, anuncia apenas 12,8 kWh/100 km, o consumo homologado mais baixo de qualquer Audi de produção em série até hoje. 


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Há alguma lógica histórica no regresso da designação A2. O modelo original, produzido no início deste século, destacou-se precisamente pela procura de baixo peso, aerodinâmica e eficiência num formato compacto pouco convencional. O novo A2 e-tron recupera o nome num contexto completamente diferente, mas volta a colocar o consumo e a utilização racional do espaço no centro do projeto.


Desenvolvido na Alemanha e produzido em Ingolstadt, o novo elétrico posiciona-se como modelo de entrada na gama elétrica da Audi. E há um segundo objetivo por trás do automóvel: reduzir também os custos e os tempos industriais. A Audi afirma ter conseguido colocá-lo no mercado 21 meses mais cedo do que modelos antecessores comparáveis, reutilizando na fábrica mais de 1.200 componentes de produção e cerca de 250 robôs anteriormente dedicados a outros modelos.


Quatro potências, três baterias e sempre tração traseira

Haverá versões de 125, 140, 170 e 240 kW, correspondentes aproximadamente a 170, 190, 231 e 326 cv, todas com motor síncrono de ímanes permanentes e tração traseira. O binário é de 350 Nm nas três primeiras variantes e sobe para 545 Nm na mais potente.


As baterias têm 52, 61 ou 84 kWh de capacidade bruta. As duas mais pequenas utilizam células LFP — fosfato de ferro-lítio — numa arquitetura cell-to-pack, enquanto a unidade de 84 kWh recorre à química NMC e fica reservada às versões de 170 e 240 kW.


A relação entre potência, bateria e autonomia produz resultados interessantes. O A2 e-tron de entrada, com 125 kW e bateria de 52 kWh, anuncia até 423 km. O de 140 kW chega aos 515 km com 61 kWh. A versão de 170 kW, equipada com a bateria de 84 kWh, é a campeã de autonomia, com até 646 km WLTP, enquanto o modelo de 240 kW chega aos 630 km.


Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

Versão

125 kW

140 kW

170 kW

240 kW

Potência

170 cv*

190 cv*

231 cv*

326 cv*

Binário

350 Nm

350 Nm

350 Nm

545 Nm

Bateria bruta

52 kWh

61 kWh

84 kWh

84 kWh

Autonomia máxima WLTP

423 km

515 km

646 km

630 km

Consumo mínimo WLTP

13,7

12,8

13,9

14,2 kWh/100 km

0–100 km/h

8,8 s

7,9 s

7,0 s

5,7 s

Velocidade máxima

160 km/h

160 km/h

160 km/h

200 km/h

Carregamento DC

100 kW

105 kW

183 kW

183 kW

10–80%

24 min

26 min

29 min

29 min

*Conversão aproximada de kW para cv. Dados de homologação e desempenho divulgados pela Audi.


12,8 kWh/100 km: eficiência passa à frente da potência

O dado que melhor explica a filosofia deste A2 encontra-se na versão intermédia de 140 kW. Com o pacote de eficiência opcional, o consumo homologado pode descer aos 12,8 kWh/100 km WLTP, tornando esta configuração, segundo a Audi, no seu automóvel de produção em série mais eficiente até hoje.


Não é apenas o sistema elétrico que permite chegar a este número. O A2 e-tron apresenta um Cx de 0,24, auxiliado por fundo da carroçaria amplamente fechado, entrada de refrigeração dianteira ativa, jantes aerodinâmicas e soluções específicas em torno das cavas das rodas destinadas a controlar a turbulência.


A eletrónica de potência utiliza semicondutores de carboneto de silício (SiC) e os motores são unidades APP350 ou APP550, consoante a versão. A transmissão também recebeu rolamentos de menor atrito, engrenagens polidas e lubrificantes de baixa viscosidade. Existem quatro níveis de regeneração, incluindo condução com um só pedal através da posição B do seletor.


Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

Carregamento não bate recordes, mas há V2L e V2H

O A2 e-tron não entra na corrida dos elétricos de 800 V com carregamentos acima dos 250 ou 300 kW. As versões com bateria de 84 kWh atingem 183 kW em corrente contínua, necessitando de 29 minutos para passar de 10% a 80%. A bateria de 52 kWh aceita até 100 kW e realiza a mesma operação em 24 minutos, enquanto a de 61 kWh chega aos 105 kW e demora 26 minutos.


Em contrapartida, a Audi introduz carregamento bidirecional. A função Vehicle-to-Load (V2L) permite utilizar a bateria para alimentar equipamentos externos, enquanto o Vehicle-to-Home (V2H) possibilita utilizar o automóvel como armazenamento energético doméstico através de uma wallbox DC compatível. Esta última funcionalidade está inicialmente indicada para Alemanha, Áustria e Suíça, pelo que não está confirmada a sua disponibilidade em Portugal.


Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

Compacto por fora, 2,77 metros entre eixos

O desenho segue uma lógica claramente funcional. Balanços curtos e uma distância entre eixos de 2,77 metros procuram maximizar o espaço da cabine, enquanto a linha descendente do tejadilho e o trabalho aerodinâmico da traseira contribuem para o Cx de 0,24.


Na dianteira, os sensores dos sistemas de assistência e os faróis principais ficam integrados num painel preto, com luzes diurnas estreitas colocadas acima. Os puxadores das portas são elétricos e utilizam sensores hápticos, embora exista armazenamento de energia integrado nas portas para permitir a sua abertura mesmo perante uma falha do sistema elétrico de bordo.


Haverá uma configuração exterior convencional e uma S line, diferenciada por para-choques, saias laterais, elementos em preto brilhante, difusor e entradas de ar específicas. Faróis Matrix LED estarão disponíveis em opção, tal como diferentes assinaturas luminosas digitais.


Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

Bagageira de 396 litros e um interior pensado para aproveitar espaço

A bagageira oferece 396 litros, aumentando para 1.336 litros com os bancos traseiros rebatidos. Nas versões de 170 e 240 kW existe ainda um pequeno compartimento dianteiro de 13 litros.


No habitáculo, a Audi deslocou o seletor da transmissão para a coluna de direção, libertando a consola central. Esta passa a integrar carregamento sem fios Qi 2.2 para dois smartphones, com refrigeração ativa e potência de até 25 W. Outra novidade é o sistema modular Fidlock, que combina ímanes e bloqueio mecânico para fixar acessórios na consola e, opcionalmente, na bagageira.


O painel reúne de série o Audi virtual cockpit plus de 11,9 polegadas e um ecrã tátil MMI curvo de 12,8 polegadas. Um head-up display com realidade aumentada fica entre os opcionais. O sistema multimédia integra o planeador de rotas e-tron e o Audi assistant com funções baseadas em inteligência artificial.


Há ainda uma abordagem pouco habitual à conectividade profissional. O Audi connected work pode integrar Microsoft Outlook e Teams, permitindo através de comandos de voz consultar agenda, redigir mensagens ou participar em chamadas, dependendo dos serviços contratados.


A dotação de segurança inclui de série assistente de travagem de emergência, assistente de manobra evasiva, monitorização da atenção do condutor, cruise control adaptativo (ACC), sistema de estacionamento plus e câmara traseira.


Audi A2 regressa dentro da família e-tron, como elétrico com até 646 km de autonomia e consumo de apenas 12,8 kWh/100 km

O A2 regressa com uma ideia pouco habitual: bateria não é tudo

Talvez a parte mais interessante do novo A2 e-tron seja a estratégia adotada. Num mercado onde a autonomia continua frequentemente a ser aumentada através de baterias maiores — com consequências no peso, custo e consumo — a Audi procura demonstrar que há margem para trabalhar primeiro a eficiência global.


Um consumo mínimo anunciado de 12,8 kWh/100 km, um Cx de 0,24 e uma autonomia que pode chegar aos 646 km mostram essa prioridade. Ao mesmo tempo, a existência de três capacidades de bateria permite evitar que todos os clientes tenham de transportar permanentemente a massa e pagar o custo de uma bateria de 84 kWh.


O novo A2 e-tron recupera, assim, mais do que uma designação histórica. Recupera parcialmente a ideia que tornou o primeiro A2 diferente: fazer mais utilizando menos. Desta vez, porém, essa filosofia é aplicada a um automóvel totalmente elétrico, digitalizado e concebido para ocupar a porta de entrada da gama elétrica da Audi.


A Audi ainda não indica preços nem calendário comercial específico para Portugal, elementos decisivos para perceber onde o A2 e-tron ficará posicionado face aos restantes compactos elétricos premium.


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