
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 3 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















Valência, Espanha — Num final de temporada marcado por simbolismo, emoções fortes e mudanças profundas, Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) conquistou uma vitória irrepreensível no GP da Comunidade Valenciana, mas o dia ficou também assinalado pela despedida do português Miguel Oliveira, que completou a sua última corrida na categoria rainha antes de iniciar, em 2026, o seu novo capítulo no Mundial de Superbike. O piloto luso fechou a prova em 11.º, num resultado que, embora discreto, simboliza a resistência e profissionalismo que sempre o caracterizaram ao longo da sua trajetória no MotoGP.
A corrida em Valência consolidou o excelente momento da Aprilia. Bezzecchi liderou de luz a luz, mas teve de resistir à pressão intensa de Raul Fernandez (Trackhouse MotoGP Team), que terminou a apenas 0,3 segundos do italiano. O segundo lugar do espanhol selou o primeiro 1-2 da Aprilia desde 2023, confirmando a ascensão da marca ao topo da competitividade nesta reta final do campeonato.
A luta pelo terceiro posto foi igualmente vibrante: Fabio Di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46 Racing Team) arrancou um lugar no pódio ao ultrapassar Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory Racing) já na fase decisiva, garantindo que a Ducati prolongasse a sua sequência histórica de 88 pódios consecutivos no MotoGP.
Para Portugal, o momento mais marcante do fim de semana foi, inevitavelmente, a despedida de Miguel Oliveira, que completou a sua última corrida no MotoGP antes de migrar para o Mundial de Superbike em 2026. O piloto de Almada fechou em 11.º, num domingo sem erros e com ritmo sólido, deixando para trás nomes como Johann Zarco, Joan Mir e Alex Rins.
Ao longo de seis temporadas no MotoGP, Oliveira conquistou:
5 vitórias,
6 pódios,
e performances de referência que o colocaram entre os melhores pilotos independentes da era moderna.
O piloto português deixa a categoria como um dos mais respeitados talentos da grelha, reconhecido pela sua capacidade técnica, frieza em corrida e momentos memoráveis — como as vitórias em Portimão, Mandalika e Catalunya.
2026 marcará o início de uma nova aventura, agora no WorldSBK, numa mudança que abre um novo capítulo na carreira do português e que promete manter os adeptos nacionais atentos e orgulhosos.


O arranque da corrida foi dramático ainda antes da luz verde: Franco Morbidelli caiu na grelha ao embater no Honda de Aleix Espargaró, abandonando de imediato devido a uma fratura na mão.
Poucos segundos depois do arranque oficial, nova polémica: Johann Zarco perdeu o controlo na Curva 4, atingindo Francesco Bagnaia, que acabou na gravilha e viu a sua temporada terminar ali mesmo. O francês recebeu uma Long Lap Penalty pelo incidente.
Na frente, a luta Bezzecchi vs Fernandez manteve-se até às últimas curvas. Atrás, a disputa pelo terceiro lugar teve várias mudanças, com Alex Márquez a perder rendimento e a ceder posições para Acosta e Di Giannantonio.

Marco Bezzecchi (Aprilia Racing)
Raul Fernandez (Trackhouse MotoGP Team)
Fabio Di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46 Racing Team)
Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory Racing)
Fermín Aldeguer (BK8 Gresini Racing MotoGP)
Alex Márquez (BK8 Gresini Racing MotoGP)
Luca Marini (Honda HRC Castrol)
Brad Binder (Red Bull KTM Factory Racing)
Jack Miller (Prima Pramac Yamaha MotoGP)
Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3)
Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha MotoGP)
Johann Zarco (Castrol Honda LCR)
Joan Mir (Honda HRC Castrol)
Alex Rins (Monster Energy Yamaha MotoGP)
Nicolo Bulega (Ducati Lenovo Team)
As lágrimas, abraços e aplausos no box da Prima Pramac Yamaha ilustraram a dimensão pessoal e desportiva do momento. Oliveira sai do MotoGP com portas abertas, reputação sólida e uma legião de fãs que o acompanhará para o SBK.
2025 terminou com Aprilia a lançar um aviso claro à concorrência, Ducati a manter o estatuto de referência e KTM a reafirmar talento e futuro. Mas, para Portugal — o fim deste campeonato ficará sobretudo marcado pelo adeus na categoria rainha de um dos maiores talentos do motociclismo português de todos os tempos.
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