
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 2 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
31 de dez. de 2025



Redação Europa
12 de dez. de 2025



















Infraestrutura de carregamento cresceu 37% num ano recorde, segundo a ANFAC, mas o ritmo continua aquém da expansão do mercado de veículos eletrificados e revela fragilidades na rede rápida e na operacionalização dos pontos instalados.
A infraestrutura de carregamento de acesso público em Espanha terminou 2025 com 53.072 pontos de recarga, um crescimento de 37% face a 2024, de acordo com os dados mais recentes do Barómetro de Eletromobilidade da ANFAC. O número confirma 2025 como o ano com maior volume de novas instalações desde o início deste indicador, impulsionado pela entrada em funcionamento de 14.347 novos pontos ao longo dos últimos doze meses.
Apesar do crescimento expressivo, o relatório evidencia um problema estrutural que continua a condicionar a transição elétrica no país: 16.340 pontos de carregamento público encontram-se instalados, mas fora de serviço, seja por avarias, mau estado de conservação ou impossibilidade de ligação à rede elétrica. Este valor representa um aumento de 43% face ao final de 2024 e significa que cerca de 25% da rede existente não está operacional. Caso todos estes pontos estivessem ativos, Espanha disporia de 69.412 pontos de carregamento públicos.
A rede de carregamento rápido, essencial para deslocações interurbanas, registou um crescimento de 58% em 2025, com 5.151 pontos de potência igual ou superior a 150 kW. Apesar da evolução, estes representam apenas cerca de 10% da rede total e continuam a ser considerados insuficientes. Dos pontos rápidos existentes, 71% localizam-se em zonas interurbanas, mas correspondem apenas a 17% da infraestrutura instalada fora dos centros urbanos.
Em paralelo, os pontos de baixa potência (até 22 kW) continuam a dominar a rede, representando cerca de 70% do total, o que implica tempos mínimos de carregamento superiores a três horas. Segundo a ANFAC, esta configuração limita a utilização do veículo elétrico como solução única para todos os perfis de utilizador, apesar de a tecnologia automóvel já permitir potências de carregamento superiores a 100 kW.
Para José López-Tafall, diretor-geral da ANFAC, 2025 foi um ano determinante para a consolidação da eletromobilidade em Espanha, com progressos claros tanto na venda de veículos eletrificados como na expansão da infraestrutura. No entanto, o responsável sublinha que o reforço da rede de carregamento rápido, especialmente em corredores interurbanos, será decisivo para que o veículo elétrico se afirme como opção principal para os utilizadores.
O setor entra agora em 2026 com um desafio claro: transformar o crescimento quantitativo da infraestrutura numa rede funcional, fiável e adequada às necessidades reais de mobilidade, garantindo que a transição elétrica avança ao mesmo ritmo que o mercado automóvel e a ambição industrial espanhola.
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