Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 7 dias


Redação Europa
12 de dez. de 2025


Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025















Figura incontornável das corridas de resistência nos anos 80, Hans-Joachim Stuck atinge os 75 anos a 1 de janeiro de 2026 com um legado profundamente ligado ao Porsche 962, modelo com o qual construiu a fase mais vitoriosa da sua carreira e ajudou a escrever algumas das páginas mais marcantes da história da Porsche em competição.
Conhecido no meio como “Strietzel”, alcunha herdada de um doce típico da Baviera, Stuck nasceu a 1 de janeiro de 1951, em Garmisch-Partenkirchen, no sul da Alemanha. A paixão pelo automobilismo vinha de berço: o pai, Hans Stuck, tornou-se célebre nas décadas de 1920 e 1930 como o “Rei da Montanha”, dominando as provas de rampa europeias.
Aos 16 anos obteve autorização especial para tirar a carta de condução e, pouco depois, em 1969, alinhou na sua primeira corrida, em Nürburgring, com um BMW 2002. Um ano depois, venceu as 24 Horas de Nürburgring com o mesmo modelo, iniciando uma escalada meteórica. Em 1972 sagrou-se campeão alemão de turismos com o Ford Capri RS, foi vice-campeão europeu de Fórmula 2 em 1974 e venceu as 12 Horas de Sebring em 1975.
A segunda metade da década de 1970 confirmou a sua versatilidade: correu na Fórmula 1 com Brabham, Shadow e ATS, venceu a série Procar com o BMW M1 e manteve-se competitivo nos campeonatos de turismos europeus. Contudo, foi nos anos 80, ao serviço da Porsche, que Stuck atingiu o auge.
Ao volante do Porsche 962, tornou-se campeão do mundo de resistência em 1985, em parceria com Derek Bell. Somou vitórias na ADAC Supercup, triunfou por duas vezes nas 12 Horas de Sebring e conquistou as 24 Horas de Le Mans em 1986 e 1987, terminando em segundo no ano seguinte. Estas prestações cimentaram-no como uma referência absoluta da disciplina e como uma peça central no programa oficial da marca de Estugarda.


Mesmo após a era dourada com a Porsche, Stuck continuou a acumular feitos: foi campeão alemão de turismos em 1990 com o Audi V8 quattro, venceu o IMSA Supercar em 1993 com o Porsche 911 Turbo 3.6 e somou sucessos em Nürburgring e no Dubai ao longo das décadas seguintes. Em 2011 despediu-se das competições regulares, regressando pontualmente em provas de GT, como o vice-campeonato das GT2 European Series em 2021.
Para além dos resultados, destacou-se como piloto de desenvolvimento. O seu rigor técnico e a capacidade de traduzir sensações em dados úteis para os engenheiros foram determinantes na afinação de vários modelos, em especial do Porsche 962, hoje considerado um dos protótipos mais bem-sucedidos da história.

Depois de abandonar a competição a tempo inteiro, Stuck manteve-se ligado ao desporto como presença regular em eventos históricos e como embaixador da marca. Entre 2012 e 2020 presidiu ainda à Federação Alemã de Automobilismo, onde se empenhou na formação de novos talentos.
Aos 75 anos, Hans-Joachim Stuck continua a ser visto como um dos grandes rostos da resistência moderna, um piloto que atravessou gerações, tecnologias e categorias, deixando uma marca indelével na Porsche e no automobilismo internacional.
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