
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de jun.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










A McLaren revelou o novo 788HS, a derradeira evolução da família de superdesportivos iniciada com o 720S e posteriormente desenvolvida através dos 765LT e 750S. Produzido numa série limitada a apenas 200 exemplares, o novo modelo combina 788 cv, uma profunda revisão aerodinâmica, soluções inspiradas na Fórmula 1 e um peso reduzido para alcançar a melhor relação peso/potência alguma vez obtida nesta plataforma.
A McLaren apresentou oficialmente o 788HS, um modelo que representa o ponto final de uma das mais bem-sucedidas gerações de superdesportivos da marca britânica. Depois do lançamento do 720S, em 2017, da evolução proporcionada pelo 765LT e da atualização introduzida pelo 750S, o novo 788HS surge como a interpretação mais extrema desta arquitetura, reunindo as principais aprendizagens técnicas desenvolvidas ao longo de quase uma década.
A designação HS (High Sport) não é inédita na história da McLaren, mas continua a ser extremamente rara. Até agora apenas o MP4-12C HS e o MSO HS utilizaram esta nomenclatura, reservada às versões mais exclusivas e focadas na experiência de condução. O novo 788HS torna-se assim apenas o terceiro modelo da marca a ostentar esta designação.
A produção será limitada a 200 unidades em todo o mundo, repartidas de forma igual entre versões Coupé e Spider. Cada automóvel poderá ainda ser amplamente personalizado através da McLaren Special Operations (MSO), tornando praticamente impossível encontrar dois exemplares iguais.

Visualmente, o 788HS apresenta alterações profundas relativamente ao 750S. Embora mantenha as proporções características da família, praticamente todos os elementos aerodinâmicos foram revistos.
Na dianteira surge um novo splitter multizona, complementado por um capô equipado com um sistema S-Duct, solução já utilizada em monolugares de Fórmula 1 para melhorar a gestão do fluxo de ar sobre a carroçaria.
Na traseira, o destaque vai para um novo spoiler ativo, instalado numa posição mais elevada, e para um difusor completamente redesenhado, igualmente inspirado na Fórmula 1. Segundo a McLaren, este conjunto permite aumentar em 10% a carga aerodinâmica relativamente ao 765LT, sem comprometer o equilíbrio dinâmico do automóvel.
O painel inferior ventilado contribui igualmente para melhorar o arrefecimento do grupo motopropulsor e aumentar a eficiência aerodinâmica em utilização intensiva em circuito.
Os clientes poderão ainda optar por uma carroçaria integralmente construída em fibra de carbono aparente, disponível com acabamento brilhante ou acetinado.

No centro do projeto continua o conhecido motor M840T, um bloco V8 biturbo de 4,0 litros, profundamente otimizado para esta versão.
A potência máxima sobe para 788 cv (788 PS) às 7.500 rpm, enquanto o binário máximo atinge 800 Nm às 5.500 rpm. O regime máximo de funcionamento alcança as 8.500 rpm, permitindo uma resposta particularmente progressiva nas rotações mais elevadas.
Entre as alterações introduzidas encontram-se novos pistões forjados de baixo peso, turbocompressores twin-scroll de reduzida inércia e um sistema de alimentação equipado com duas bombas de combustível.
O resultado traduz-se numa aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,8 segundos, chegando aos 200 km/h em 7,0 segundos, antes de atingir uma velocidade máxima de 330 km/h.
Outro dos pilares do 788HS é a redução de peso.
Com apenas 1.265 kg em vazio (peso seco), graças ao monocoque em fibra de carbono, novos componentes estruturais e uma utilização intensiva de materiais compósitos, o modelo apresenta uma impressionante relação peso/potência de 623 cv por tonelada, a melhor alguma vez alcançada por um modelo da família 720S/750S.
O habitáculo segue a mesma filosofia minimalista. A consola central passa a ser construída em fibra de carbono, enquanto os revestimentos recebem novos padrões exclusivos HS e uma placa identificativa específica da série limitada.

A McLaren introduziu igualmente alterações significativas na dinâmica do veículo.
O sistema Proactive Chassis Control III, baseado em suspensão hidráulica interligada, recebeu uma afinação específica para o 788HS.
A altura ao solo foi reduzida em 5 mm na dianteira relativamente ao 750S, aumentando a precisão da direção e a rapidez de resposta em condução desportiva.
O conjunto inclui amortecedores adaptativos e uma calibração revista para maximizar o controlo da carroçaria tanto em estrada como em circuito.
O sistema de travagem também foi alvo de evolução.
Os discos carbocerâmicos derivam diretamente do McLaren Senna, sendo acompanhados por pinças monobloco dianteiras de seis pistões em alumínio forjado.
Pela primeira vez nesta geração de superdesportivos, a McLaren introduz ainda um sistema de fixação central das rodas (Centre Lock), associado a novas jantes forjadas ultraleves.
A refrigeração das pinças foi igualmente otimizada através de condutas específicas inspiradas na competição.

Ao contrário da tendência crescente do mercado, o 788HS mantém-se fiel ao motor de combustão interna.
O novo escape em titânio com quatro saídas centrais oferece uma sonoridade mais intensa ao longo de todo o regime de rotações.
A McLaren reviu igualmente os sistemas responsáveis pela transmissão do som da admissão e do escape para o habitáculo, procurando aumentar a ligação emocional entre o condutor e o automóvel.
Outra novidade é uma calibração específica dos apoios do motor, permitindo transmitir de forma mais direta as vibrações mecânicas sem comprometer o conforto em viagens de maior duração.
Mais do que um novo modelo, o 788HS representa o encerramento definitivo de uma linhagem que marcou profundamente a história recente da McLaren.
Desde o lançamento do 720S, esta plataforma tornou-se uma referência entre os superdesportivos pela combinação entre leveza estrutural, elevado desempenho e tecnologia derivada da competição.
Ao limitar a produção a apenas 200 exemplares, a marca britânica transforma o 788HS numa peça de coleção destinada a assinalar o final de uma geração antes da chegada de uma nova família de modelos.


















Característica | Especificação |
Motor | V8 M840T 4.0 litros biturbo |
Potência máxima | 788 cv (788 PS) às 7.500 rpm |
Binário máximo | 800 Nm às 5.500 rpm |
Regime máximo | 8.500 rpm |
Peso seco | 1.265 kg |
Relação peso/potência | 623 cv/tonelada |
0-100 km/h | 2,8 segundos |
0-200 km/h | 7,0 segundos |
Velocidade máxima | 330 km/h |
Chassis | Monocoque em fibra de carbono |
Suspensão | Proactive Chassis Control III hidráulica interligada |
Altura dianteira | 5 mm inferior ao 750S |
Travões | Discos carbocerâmicos derivados do McLaren Senna |
Pinças dianteiras | Monobloco de alumínio forjado com seis pistões |
Jantes | Forjadas ultraleves com fixação central |
Aerodinâmica | Splitter multizona, capô S-Duct, spoiler ativo elevado e difusor inspirado na Fórmula 1 |
Carga aerodinâmica | +10% face ao McLaren 765LT |
Escape | Titânio com quatro saídas centrais |
Produção | 200 unidades |
Versões | Coupé e Spider (100 unidades de cada) |
Com o 788HS, a McLaren encerra um dos ciclos mais importantes da sua história recente. Em vez de recorrer à eletrificação para aumentar o desempenho, a marca optou por explorar ao máximo o potencial do seu V8 biturbo e da plataforma em fibra de carbono, criando um automóvel que representa a expressão máxima desta geração antes da transição para uma nova fase tecnológica.
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