Mercado automóvel da UE recua 3,9% em janeiro, mas elétricos sobem para 19,3% de quota
Redação Europa
24 de fev.
2 min de leitura
Registos de automóveis novos na União Europeia voltam a cair no arranque de 2026, enquanto os elétricos a bateria reforçam peso no mercado e os híbridos consolidam liderança.
O mercado automóvel da União Europeia registou uma contração de 3,9% em janeiro de 2026 face ao mesmo mês do ano passado, totalizando 799.625 novas matrículas, num segundo início de ano consecutivo em terreno negativo.
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Apesar do recuo global, os veículos 100% elétricos (BEV) reforçaram a sua presença, alcançando 19,3% de quota de mercado, acima dos 14,9% registados em janeiro de 2025.
Segundo os dados divulgados pela ACEA, os híbridos elétricos (HEV) mantiveram-se como a motorização preferida dos consumidores europeus, representando 38,6% do mercado, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) consolidaram a sua posição com 9,8% de quota, acima dos 7,4% de há um ano.
Em sentido inverso, gasolina e gasóleo continuaram a perder terreno: em conjunto, passaram a representar 30,1% das matrículas, face aos 39,5% registados em janeiro de 2025.
No segmento dos elétricos a bateria, foram matriculados 154.230 veículos em janeiro, um aumento homólogo de 24,2%. Entre os quatro maiores mercados da UE — responsáveis por cerca de 60% das matrículas BEV — França (+52,1%) e Alemanha (+23,8%) registaram crescimentos expressivos, enquanto Bélgica (-11,5%) e Países Baixos (-35,4%) evidenciaram quebras. Já os híbridos plug-in somaram 78.741 unidades, impulsionados sobretudo por Itália (+134,2%), Espanha (+66,7%) e Alemanha (+23%).
Em contraciclo com a eletrificação, os automóveis a gasolina registaram uma queda de 28,2%, para 175.989 unidades, fixando-se nos 22% de quota. O gasóleo manteve a tendência descendente, com menos 22,3% de matrículas e uma quota de apenas 8,1%. O cenário reforça a aceleração estrutural da transição energética no mercado europeu, ainda que num contexto global de abrandamento das vendas.
Entre os fabricantes o Grupo Volkswagen manteve a liderança na UE, com 27,5% de quota em janeiro, apesar de uma ligeira quebra homóloga de 3,7%. O grupo Stellantis destacou-se com um crescimento de 9,1%, enquanto o Renault Group recuou 16,7%. Nota ainda para a forte progressão da BYD, que mais do que duplicou as suas matrículas na UE (+175,3%), refletindo a crescente presença das marcas chinesas no mercado europeu.
Os números de janeiro confirmam, assim, um mercado em transição: menor volume global, mas maior peso das soluções eletrificadas, num equilíbrio cada vez mais distante dos motores de combustão tradicionais.
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