
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 6 dias



Redação Europa
12 de dez. de 2025



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de dez. de 2025






















O mercado automóvel nacional encerrou 2025 com 264.821 veículos matriculados, mais 6,2% do que no ano anterior, num ciclo de recuperação sustentada em que os eléctricos (BEV) atingiram pela primeira vez 23,2% das vendas de ligeiros de passageiros. Dezembro consolidou a tendência positiva, com um crescimento mensal de 3,0%.
O sector automóvel em Portugal voltou a fechar um ano de crescimento. Entre Janeiro e Dezembro de 2025 foram colocados em circulação 264.821 novos veículos, o que representa um aumento de 6,2% face a 2024, segundo os dados divulgados pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal. Só em Dezembro foram matriculados 24.978 veículos, mais 3,0% do que no mesmo mês do ano anterior.
O principal motor desta evolução foi o segmento de automóveis ligeiros de passageiros. Em Dezembro registaram-se 20.879 novas matrículas, um crescimento de 3,5% em termos homólogos. No acumulado do ano, este mercado atingiu 225.039 unidades, mais 7,3% do que em 2024.
O peso das energias alternativas continua a aumentar de forma expressiva. Em 2025, 69,7% dos ligeiros de passageiros matriculados novos eram eléctricos ou híbridos, com destaque para os eléctricos puros, que representaram 23,2% do total anual. Apenas em Dezembro, os BEV já alcançaram uma quota de 26,8% do mercado.
O mercado de ligeiros de mercadorias fechou Dezembro com uma ligeira quebra de 2,2%, totalizando 3.498 unidades, mas no conjunto do ano manteve-se estável, com 32.301 matrículas, praticamente em linha com 2024.
Já os veículos pesados apresentaram uma evolução mais positiva no final do ano. Em Dezembro foram matriculados 601 pesados, mais 24,4% do que no mesmo mês de 2024. No total de 2025, este segmento registou 7.481 unidades, o que corresponde a um crescimento anual de 3,2%.
Os números agora conhecidos confirmam que o mercado automóvel português não só consolidou a recuperação pós-pandemia, como entrou numa nova fase de transformação estrutural. A forte penetração dos eléctricos e híbridos evidencia uma mudança clara nas preferências dos consumidores e no posicionamento da oferta, com impacto directo na estratégia das marcas, das redes de distribuição e das infra-estruturas de carregamento.
Ao mesmo tempo, a estabilização dos comerciais ligeiros e a recuperação moderada dos pesados mostram que a actividade económica continua a sustentar a procura profissional, ainda que de forma mais cautelosa.
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