top of page

Mulheres continuam mais expostas a lesões em acidentes, mas a Volvo responde com cinto que se adapta a cada perfil de ocupante

há 6 horas
4 min de leitura

Mulheres continuam mais expostas a lesões em acidentes, mas a Volvo responde com cinto que se adapta a cada perfil de ocupante

Décadas de desenvolvimento da segurança automóvel com base num ocupante masculino de estatura média deixaram diferenças importantes na proteção oferecida a pessoas com outras características físicas, incluindo as mulheres. A Volvo entra agora numa nova geração do cinto de segurança capaz de ajustar a sua atuação à altura, peso e postura de cada ocupante e à gravidade do acidente. A tecnologia estreia-se no novo EX60 e será posteriormente alargada aos futuros modelos baseados na plataforma SPA3.


Posicione a sua Marca com exclusividade aqui
Posicione a sua Marca com exclusividade aqui

A evolução dos sistemas de retenção ajudou a reduzir de forma significativa as consequências dos acidentes rodoviários, mas a proteção não é necessariamente igual para todos os ocupantes. As mulheres continuam a apresentar maior risco de determinadas lesões do que os homens mesmo perante colisões de gravidade semelhante, uma diferença associada, entre outros fatores, às características físicas dos ocupantes e à forma como historicamente foram desenvolvidos e testados muitos dispositivos de segurança.


Durante décadas, grande parte dos ensaios e das soluções de proteção teve como referência um ocupante masculino de estatura média. Esta abordagem permitiu criar padrões e acelerar o desenvolvimento dos sistemas de segurança, mas não representa toda a diversidade existente dentro de um automóvel. Altura, peso, anatomia, posição no banco e idade podem alterar significativamente a forma como o corpo reage às forças geradas numa colisão.


É precisamente nesta diferença que a Volvo pretende atuar com o cinto de segurança multiadaptativo, uma tecnologia que abandona a lógica de uma resposta praticamente uniforme para ajustar a retenção às características de quem ocupa o banco.


O cinto passa a conhecer o ocupante e a gravidade do acidente

O princípio continua a ser o do tradicional cinto de três pontos, mas a gestão da força aplicada ao corpo torna-se mais sofisticada. O sistema recorre aos sensores do automóvel para analisar em tempo real fatores como altura, peso e postura do ocupante, cruzando-os com informação relativa à severidade do impacto.


A partir destes dados, o veículo seleciona a forma como o cinto deve limitar a carga exercida durante a colisão. A Volvo aumentou para isso o número de perfis disponíveis, permitindo adequar com maior precisão a atuação do sistema às diferentes combinações entre pessoa e acidente.


A gestão da força é particularmente importante porque o cinto tem de cumprir dois objetivos que exigem equilíbrio. Precisa de manter o corpo suficientemente controlado para evitar movimentos potencialmente perigosos dentro do habitáculo, mas a carga aplicada sobre o tórax também deve ser gerida para reduzir a probabilidade de lesões provocadas pelo próprio sistema de retenção.


Uma pessoa de menor estatura e peso pode, por exemplo, necessitar de uma estratégia diferente daquela aplicada a um ocupante maior e mais pesado. A intensidade da colisão introduz outra variável: uma situação de menor gravidade não exige necessariamente a mesma atuação de um acidente com níveis de energia muito superiores.


EX60 será o primeiro Volvo a utilizar a tecnologia

O Volvo EX60 será o primeiro modelo equipado com o novo cinto multiadaptativo. A tecnologia deverá chegar também a Portugal com o SUV elétrico e será posteriormente introduzida noutros automóveis desenvolvidos sobre a arquitetura SPA3.


Outra diferença estará na possibilidade de evolução após a saída de fábrica. À medida que forem recolhidos novos dados, a lógica de funcionamento poderá receber atualizações remotas over-the-air, permitindo aperfeiçoar os parâmetros utilizados pelo sistema durante o ciclo de vida do veículo.


A solução insere-se numa linha de investigação que a Volvo mantém desde a década de 1970 através da análise de acidentes reais. Em vez de estudar apenas um perfil padronizado de ocupante, a marca passou a reunir informação envolvendo pessoas de diferentes idades, géneros e constituições físicas.


Mulheres continuam mais expostas a lesões em acidentes, mas a Volvo responde com cinto que se adapta a cada perfil de ocupante

Da E.V.A. Initiative a uma proteção menos dependente do “ocupante médio”

Parte desse trabalho tornou-se pública em 2019 através da E.V.A. Initiative — Equal Vehicles for All. A Volvo disponibilizou dados resultantes de mais de cinco décadas de investigação para utilização por fabricantes, universidades e centros de investigação, procurando aumentar o conhecimento sobre as diferenças entre os ocupantes e as lesões sofridas em acidentes.


A questão das mulheres ganhou particular atenção porque a utilização histórica de referências masculinas nos testes não reproduzia integralmente diferenças anatómicas e biomecânicas relevantes. A evolução dos dummies, dos modelos computacionais e da análise de acidentes reais tem permitido ampliar progressivamente essa representação, mas o novo sistema da Volvo procura dar um passo adicional: fazer com que o próprio automóvel ajuste a proteção à pessoa que está efetivamente sentada no banco.


Há também uma ligação histórica inevitável ao componente que está agora a ser novamente desenvolvido. Foi em 1959 que a Volvo introduziu o cinto de segurança de três pontos e disponibilizou a patente à restante indústria automóvel, permitindo que a solução fosse adotada por outros fabricantes e hoje uma unanimidade na indústria.


Mais de seis décadas depois, a base mecânica desse dispositivo continua presente, mas passa a trabalhar com sensores, processamento de dados e software. No EX60, o cinto deixa assim de responder apenas às forças de uma colisão e passa a considerar também quem está a proteger, numa abordagem que procura reduzir uma das limitações históricas da segurança automóvel: tratar corpos diferentes como se fossem iguais.


Quer estar sempre atualizado? Siga o nosso canal no WhatsApp e receba as notícias no seu telemóvel

👉 ​Acreditamos que setores fortes dependem de pessoas bem informadas — de conteúdos que orientam, contextualizam e geram valor real para o mercado.


​É essa visão que nossos leitores, profissionais e marcas apoiam. Ao se associar à Publiracing, você fortalece uma cultura de jornalismo independente, fidedigno e relevante. Uma cultura que valoriza o contexto acima da superficialidade, o rigor acima do sensacionalismo e a credibilidade acima da desinformação.


​Quando a informação é produzida com responsabilidade, todo o ecossistema ganha: o público fica informado e toma decisões conscientes, as marcas comunicam com maior impacto e o setor se desenvolve.


​Apoie o jornalismo de valor. Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo




Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação

Testes Revista Publiracing

Teste: Volkswagen ID.7 GTX, um interior feito para viajar de um verdadeiro GT elétrico

Publiracing Portal de Notícias
Teste: Volkswagen ID.7 GTX, um interior feito para viajar de um verdadeiro GT elétrico
Teste: Volkswagen ID.7 GTX, um interior feito para viajar de um verdadeiro GT elétrico

Teste: Volkswagen ID.7 GTX, um interior feito para viajar de um verdadeiro GT elétrico

02:58
OMODA 7 SHS: O interior surpreende, mas o sistema híbrido ainda mais I

OMODA 7 SHS: O interior surpreende, mas o sistema híbrido ainda mais I

03:00
ID.7 GTX: CONHEÇA O GRAN TURISMO ELÉTRICO DA VOLKSWAGEN

ID.7 GTX: CONHEÇA O GRAN TURISMO ELÉTRICO DA VOLKSWAGEN

02:45
TESTÁMOS O VOLKSWAGEN ID.7 GTX: 340 CV, 4MOTION E UMA EFICIÊNCIA QUE SURPREENDEU

TESTÁMOS O VOLKSWAGEN ID.7 GTX: 340 CV, 4MOTION E UMA EFICIÊNCIA QUE SURPREENDEU

00:25

Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

Estatuto Editorial

© 2026 AJLS Comunicação / Revista Publiracing   

bottom of page