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Nissan perde 17,5% das vendas globais em agosto e China agrava pressão sobre os resultados

há 8 horas
4 min de leitura

Nissan perde 17,5% das vendas globais em agosto e China agrava pressão sobre os resultados
O Nissan Roox contribuiu com 6.093 unidades e alcançou a décima posição entre os veículos mais vendidos no Japão em agosto

A Nissan encerrou agosto de 2026 com 207.162 veículos vendidos em todo o mundo, menos 17,5% do que no mesmo mês do ano passado. A quebra foi ainda mais pronunciada na produção, que recuou 19,5%, para 191.524 unidades. Por trás dos números globais encontram-se realidades muito distintas: Japão e Estados Unidos apresentam sinais positivos no acumulado do exercício, enquanto a China regista uma contração superior a 40% e assume-se como o principal foco de pressão sobre os volumes da fabricante japonesa.    


Os resultados de agosto mostram que a recuperação da Nissan continua longe de ser uniforme. As vendas fora do Japão caíram 20,5%, para 179.352 unidades, enquanto o mercado doméstico avançou 9,7%, atingindo 27.810 veículos. Entre abril e agosto — período correspondente aos primeiros cinco meses do atual exercício fiscal japonês — a marca comercializou globalmente 1.105.661 veículos, menos 12,1% do que os 1.257.853 registados no período comparável anterior.    


Vendas globais da Nissan

Mercado

Agosto 2026

Variação

Abril–agosto 2026

Variação

Japão

27.810

+9,7%

151.912

+3,3%

América do Norte

105.470

-7,1%

540.034

+0,7%

Estados Unidos

75.147

-7,1%

393.814

+4,6%

México

22.464

-5,6%

106.274

-4,0%

Europa

13.438

-8,6%

98.644

-12,1%

China

28.275

-51,9%

159.376

-41,9%

Outros mercados

32.169

-17,1%

155.695

-17,2%

Global

207.162

-17,5%

1.105.661

-12,1%


China perde quase 42% em cinco meses

É na China que os números assumem maior dimensão. A Nissan vendeu apenas 28.275 automóveis em agosto, uma queda homóloga de 51,9%. Entre abril e agosto, o volume passou das 274.251 unidades do período anterior para 159.376, correspondendo a uma redução de 41,9%.    


Em termos absolutos, significa que a Nissan perdeu aproximadamente 115 mil vendas na China em apenas cinco meses. O recuo ajuda a explicar grande parte da diferença global no mesmo período: mundialmente, foram comercializados cerca de 152 mil veículos a menos do que um ano antes.


A fabricante reconhece que o contexto chinês permanece difícil e está a tentar reforçar a presença nos chamados veículos de novas energias (NEV). Entre os modelos que deverão assumir esse papel encontra-se o novo SUV NX7, recentemente apresentado.    


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Estados Unidos resistem no acumulado apesar da queda em agosto

Na América do Norte, a leitura é menos linear. As vendas de agosto diminuíram 7,1%, para 105.470 veículos, mas o acumulado desde abril permanece 0,7% acima do período homólogo, com 540.034 unidades.


Os Estados Unidos apresentam um comportamento semelhante: agosto terminou com 75.147 veículos, menos 7,1%, mas as 393.814 unidades comercializadas entre abril e agosto representam um crescimento de 4,6%. A Nissan destaca Rogue, Pathfinder e Frontier entre os modelos que sustentam a atividade naquele mercado, ao mesmo tempo que prepara a integração do novo Rogue Hybrid na gama.    


Na Europa, a tendência continua negativa. Foram vendidos 13.438 veículos em agosto, menos 8,6%, enquanto o acumulado dos cinco meses recuou 12,1%, para 98.644 unidades.    

Japão cresce e Roox ganha peso no mercado doméstico

O mercado japonês foi uma das exceções positivas. As vendas cresceram 9,7% em agosto, para 27.810 unidades, e avançaram 3,3% no acumulado abril-agosto.


Dentro deste resultado, os automóveis de passageiros convencionais registaram uma subida mensal de 14,9%, para 13.895 unidades, enquanto os kei cars aumentaram 9,2%, atingindo 11.746. Os veículos comerciais recuaram 12,8%.    


O Nissan Roox contribuiu com 6.093 unidades e alcançou a décima posição entre os veículos mais vendidos no Japão em agosto, incluindo os kei cars.    


Produção cai 19,5%, mas Estados Unidos avançam 32% no acumulado

A produção oferece outro retrato dos desequilíbrios geográficos. A Nissan fabricou 191.524 veículos em agosto, menos 19,5% em termos homólogos. Entre abril e agosto foram produzidas 1.014.717 unidades; a comparação indicada pela empresa corresponde a uma descida ajustada de 5,9%, considerando a alteração do perímetro na Índia após a venda de participações na Renault Nissan Automotive India.    


Produção global da Nissan

Local de produção

Agosto 2026

Variação

Abril–agosto 2026

Variação

Japão

37.152

+9,2%

230.487

+5,1%

Estados Unidos

54.791

+19,3%

244.606

+32,0%

México

48.615

-26,0%

216.332

-23,7%

Reino Unido

16.737

+4,0%

93.425

-6,2%

China

15.474

-73,3%

137.714

-46,5%

Outros mercados

18.755

+2,6%

92.153

-27,3%*

Global

191.524

-19,5%

1.014.717

-5,9%*

* Comparação ajustada pela Nissan após a alteração do perímetro de produção na Índia.  


Os contrastes são particularmente expressivos. Nos Estados Unidos, a produção aumentou 19,3% em agosto e 32% no acumulado, alcançando 244.606 veículos nos primeiros cinco meses do exercício. No Japão, cresceu 5,1% no mesmo período.


Do outro lado estão México e China. As fábricas mexicanas produziram menos 23,7% entre abril e agosto, enquanto a produção chinesa caiu 46,5%, de 257.270 para 137.714 unidades. Só em agosto, o recuo na China atingiu 73,3%.    


Exportações japonesas para a Europa caem para metade

As exportações a partir do Japão acrescentam outro indicador relevante para o mercado europeu. Em agosto, a Nissan exportou globalmente 26.610 veículos produzidos no país, menos 3,7%. No acumulado, porém, o volume aumentou 4,7%, para 137.472 unidades.   


A evolução muda radicalmente conforme o destino. Para a América do Norte foram enviados 71.693 veículos entre abril e agosto, mais 22,3%. Para a Europa, as exportações desceram de 17.126 para apenas 8.347 unidades, uma redução de 51,3%. Em agosto isoladamente, os 2.592 veículos destinados ao mercado europeu representaram uma quebra de 28,4%.   


Os dados de agosto deixam, assim, três movimentos distintos dentro da mesma fabricante: crescimento no Japão, resistência dos Estados Unidos no acumulado e uma contração muito acentuada na China. É esta última que exerce o maior impacto sobre os números globais, num momento em que a Nissan procura ajustar a produção e acelerar a renovação da gama nos mercados onde a perda de volume é mais pronunciada.


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