Nissan regista queda global na produção e vendas em fevereiro de 2026
Redação Europa
30 de mar.
2 min de leitura
Fabricante japonesa enfrenta retração em mercados-chave, mas exportações a partir do Japão crescem 16,2% e suavizam o impacto negativo
A Nissan apresentou os seus resultados operacionais relativos a fevereiro de 2026, revelando um cenário de contração global na produção e nas vendas, num contexto de ajustamento da procura em vários mercados estratégicos. Ainda assim, as exportações a partir do Japão registaram um crescimento expressivo, sinalizando algum dinamismo externo que ajuda a mitigar o abrandamento generalizado.
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No capítulo da produção, a Nissan registou um total global de 205.272 veículos em fevereiro, o que representa uma queda de 11,7% face ao mesmo período do ano anterior. A produção no Japão recuou 5,1%, enquanto a produção fora do país caiu ainda mais acentuadamente, com uma descida de 13,6%. Entre os mercados mais relevantes, destacam-se quedas significativas no México (-32,7%) e na China (-27,6%), enquanto os Estados Unidos contrariaram a tendência com um crescimento de 9,0%. No acumulado entre abril de 2025 e fevereiro de 2026, a produção global soma 2,64 milhões de unidades, uma redução de 4,5%.
Também as vendas refletem um cenário de retração. Globalmente, a marca comercializou 245.601 veículos em fevereiro, menos 7,4% em termos homólogos. Fora do Japão, a quebra foi de 8,8%, com destaque para a Europa (-21,6%) e China (-19,4%). Ainda assim, o mercado japonês apresentou sinais mistos: enquanto os veículos registados caíram 10,4%, os miniveículos cresceram 17,0%, permitindo um ligeiro aumento global de 0,4% nas vendas domésticas. Na América do Norte, a Nissan conseguiu limitar a descida para 3,5%, mantendo alguma estabilidade numa das suas regiões mais importantes.
Em contraciclo com os restantes indicadores, as exportações a partir do Japão cresceram 16,2% em fevereiro, totalizando 34.413 unidades. Este desempenho foi impulsionado sobretudo pelos mercados fora da Europa e América do Norte, com um crescimento expressivo de 41,7% na categoria “Outros mercados”. Ainda assim, no acumulado anual, as exportações continuam em queda (-13,0%), refletindo os desafios estruturais que a marca enfrenta no atual contexto global.
Num panorama geral, os resultados de fevereiro confirmam uma fase de transição para a Nissan, marcada por ajustamentos produtivos e comerciais, mas também por sinais pontuais de resiliência — sobretudo no reforço das exportações e na capacidade de adaptação a mercados específicos.
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