
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de jun.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










As fábricas espanholas produziram 205.142 veículos em junho, menos 4,9% do que no mesmo mês de 2025. A adaptação das linhas de produção aos novos modelos eletrificados e a menor procura nos mercados europeus explicam a quebra, enquanto a produção de veículos elétricos registou um forte crescimento.
A produção automóvel em Espanha totalizou 205.142 veículos em junho, uma redução de 4,9% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados pela ANFAC. No acumulado do ano, as fábricas espanholas produziram 1.199.542 veículos, o que representa uma descida de 1,7% em comparação com os primeiros seis meses de 2025. A associação atribui esta evolução ao processo de adaptação das unidades industriais à produção de novos modelos eletrificados e ao abrandamento da procura no mercado europeu.
As exportações também registaram um recuo. Durante junho, foram enviados para os mercados externos 165.755 veículos, menos 9,6% do que no mesmo mês do ano passado. Desde o início do ano, as exportações atingem 1.010.938 unidades, uma quebra de 3,3%. A Europa continua a absorver a grande maioria da produção espanhola, representando 91,9% das exportações, com França, Alemanha e Reino Unido a manterem-se como os principais destinos.
Apesar da quebra global, a produção de veículos eletrificados manteve uma evolução positiva em junho. As fábricas produziram 24.405 veículos elétricos e híbridos plug-in (BEV e PHEV), um aumento de 21,4%, passando a representar 11,9% da produção mensal. O destaque vai para os veículos totalmente elétricos, cuja produção mais do que duplicou (+104,9%), impulsionada pela entrada de novos modelos nas linhas de montagem.
Já os veículos movidos por energias alternativas — incluindo híbridos convencionais, híbridos plug-in, elétricos e modelos a gás natural — somaram 97.628 unidades, um crescimento de 24,9%, representando quase metade da produção nacional (47,6%) durante o mês. No entanto, no acumulado anual, a produção de veículos eletrificados ainda apresenta uma ligeira quebra de 4%, refletindo o impacto da transição industrial atualmente em curso.

José López-Tafall, diretor-geral da ANFAC, considera que a atual fase de adaptação das fábricas à produção de novos modelos eletrificados explica os ajustamentos registados em junho, sublinhando que este processo é determinante para garantir a competitividade da indústria automóvel espanhola. O responsável defende ainda que, além do investimento industrial, é necessário estimular a procura por veículos eletrificados através de medidas de incentivo e de um enquadramento regulamentar europeu que tenha em conta critérios de competitividade e flexibilidade, acompanhando o ritmo da transformação das unidades de produção.
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