
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
8 de jun.



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










A Nissan registou uma redução da produção e das vendas globais durante o primeiro semestre de 2026, refletindo a desaceleração em vários mercados estratégicos, sobretudo na China e no México. Apesar da tendência negativa, a marca conseguiu aumentar as exportações a partir do Japão e apresentou sinais positivos em mercados como os Estados Unidos e no segmento dos miniveículos no mercado japonês.
Os dados divulgados pela fabricante japonesa mostram que a produção mundial atingiu 1.320.698 veículos entre janeiro e junho, menos 6,8% do que no mesmo período de 2025. Apenas no mês de junho foram produzidas 214.040 unidades, uma quebra homóloga de 14,5%.
A produção no Japão recuou ligeiramente 1,2% no acumulado do ano, para 288.212 veículos, embora tenha crescido 1,3% durante o mês de junho. Já a produção fora do Japão diminuiu 8,3% no semestre, refletindo a quebra registada em vários mercados internacionais.
Entre os principais polos industriais, os Estados Unidos destacaram-se pela positiva, com um crescimento de 24,2% na produção durante o primeiro semestre, alcançando 303.677 veículos. Em sentido contrário, o México registou uma redução de 25,8%, enquanto a produção na China caiu 16,3%, refletindo a crescente pressão competitiva no maior mercado automóvel mundial.
Também as vendas globais permaneceram em terreno negativo. A Nissan comercializou 1.506.052 veículos entre janeiro e junho, uma diminuição de 6,7% face ao mesmo período de 2025. Em junho, as vendas totalizaram 240.345 unidades, menos 8,3% do que no mesmo mês do ano anterior.
No mercado japonês, as vendas totais, incluindo os populares miniveículos (kei cars), recuaram apenas 1,4% no semestre, graças ao crescimento de 13% neste segmento. Em junho, as vendas destes modelos aumentaram 21,8%, permitindo compensar parcialmente a quebra de 3,6% nos veículos de passageiros tradicionais.
Fora do Japão, as vendas diminuíram 7,5% no acumulado do ano. A América do Norte manteve-se relativamente estável, com uma redução de apenas 1,2%, apoiada pelo desempenho dos Estados Unidos, onde as vendas cresceram 0,3% no semestre e 8,1% em junho.
Na Europa, a Nissan vendeu 164.514 veículos durante os primeiros seis meses do ano, uma quebra de 12,4%, enquanto a China registou uma descida ainda mais acentuada, de 15%, confirmando as dificuldades da marca num dos seus mercados mais importantes.
Em contrapartida, as exportações a partir do Japão continuaram a crescer. Entre janeiro e junho, a Nissan exportou 169.388 veículos, um aumento de 6,6% relativamente ao primeiro semestre de 2025. Apenas em junho, as exportações cresceram 19,4%, impulsionadas sobretudo pelo mercado norte-americano, onde aumentaram 93,8%.
Os números agora divulgados mostram uma realidade contrastante para a Nissan. Enquanto alguns mercados, como os Estados Unidos, evidenciam sinais de recuperação na produção e nas vendas, a marca continua a enfrentar uma conjuntura difícil em regiões como a China, o México e a Europa, fatores que continuam a pesar sobre o desempenho global da fabricante durante a primeira metade de 2026.
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