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Produção global da Nissan cresce em dezembro, mas 2025 fecha com queda na produção e nas vendas

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    Redação Europa
  • 29 de jan.
  • 3 min de leitura

Produção global da Nissan cresce em dezembro, mas 2025 fecha com queda na produção e nas vendas

Apesar de um forte desempenho no último mês do ano, a Nissan encerrou 2025 com recuos na produção global, nas vendas e nas exportações a partir do Japão, refletindo os desafios estruturais enfrentados pelos principais mercados automóveis.


A Nissan terminou o ano de 2025 com sinais mistos no seu desempenho industrial e comercial. Os dados oficiais divulgados pela marca revelam uma recuperação significativa da produção global em dezembro, mas insuficiente para inverter um ano marcado por quedas consistentes na produção total, nas vendas globais e nas exportações a partir do Japão, num contexto de ajustamento estratégico e pressão sobre mercados-chave como a Europa, a China e o mercado doméstico japonês.


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Produção reage no final do ano, mas Japão continua a perder peso

Em dezembro de 2025, a produção global da Nissan cresceu 10,7% face ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 241.227 veículos. Este crescimento foi sustentado quase exclusivamente pelas fábricas fora do Japão, cuja produção aumentou 16,6%, com especial destaque para os Estados Unidos (+26,2%), Reino Unido (+53,4%) e China (+15%).


No entanto, a produção no Japão voltou a recuar de forma significativa, com uma queda de 8,5% em dezembro e um declínio acumulado de 13,9% ao longo do ano. No total de 2025, a produção global da Nissan caiu 5,7%, passando de 3,14 milhões para 2,95 milhões de unidades, evidenciando uma perda de volume que nem o crescimento pontual em alguns mercados conseguiu compensar.


A tendência confirma a crescente deslocalização do centro produtivo da marca para fora do Japão, embora também revele que essa estratégia ainda não foi suficiente para estabilizar os volumes globais.


Vendas globais em queda, com exceção da América do Norte

As vendas globais da Nissan seguiram uma trajetória semelhante. Em dezembro, o grupo vendeu 272.782 veículos, menos 6,7% do que no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as vendas globais recuaram 4,4%, fixando-se em 3,2 milhões de unidades.


O mercado japonês foi um dos principais fatores de pressão negativa. As vendas totais no Japão caíram 15,2% em 2025, com destaque para o forte recuo dos veículos registados (-17%). Apenas o segmento de kei cars conseguiu atenuar parcialmente a queda em dezembro, com um crescimento de 5,9%, embora também tenha fechado o ano em terreno negativo.


Em contraste, a América do Norte destacou-se como o principal pilar de estabilidade da marca. As vendas nos Estados Unidos cresceram 0,2% no acumulado do ano, enquanto o Canadá registou uma subida expressiva de 6,5% e o México avançou 7,6%. No total, a região norte-americana cresceu 2,2% em 2025, reforçando o seu papel central na estratégia comercial da Nissan.


Já a Europa (-7,2%) e a China (-6,3%) encerraram o ano com quedas significativas, refletindo a elevada concorrência, a pressão sobre preços e a transição acelerada para a eletrificação.


Exportações japonesas em forte retração

Outro dado relevante do balanço anual é a acentuada quebra das exportações a partir do Japão. Em dezembro, as exportações totais caíram 21,8%, enquanto no acumulado de 2025 o recuo foi de 17,3%, com quedas particularmente expressivas para a Europa (-35,7%) e para a América do Norte (-28,8%).


Este movimento reforça a tendência de regionalização da produção e evidencia a menor relevância do Japão como base exportadora global da Nissan, num cenário de reorganização industrial e de adaptação às exigências logísticas e regulatórias de cada mercado.


Um ano de transição para a Nissan

Os números de 2025 confirmam que a Nissan atravessa um período de transição profunda. A recuperação pontual da produção no final do ano demonstra capacidade de reação industrial, mas os resultados anuais revelam desafios estruturais ainda por resolver, desde a retração do mercado japonês à pressão competitiva na Europa e na China.


O desempenho positivo na América do Norte surge como um contraponto relevante, mas insuficiente, por si só, para compensar as quedas globais. O ano de 2026 será determinante para perceber se a Nissan conseguirá transformar esta recuperação de curto prazo num crescimento sustentado, num contexto de eletrificação acelerada, reorganização industrial e redefinição do seu posicionamento global.


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