
Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
há 5 dias



Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
6 de abr.










Primeiras horas da 94.ª edição das 24 Horas de Le Mans ficaram marcadas por uma intensa luta entre Toyota, BMW e Cadillac, com estratégias distintas e várias incidências a começarem a desenhar aquela que promete ser uma das edições mais imprevisíveis dos últimos anos.
As primeiras quatro horas da 94.ª edição das 24 Horas de Le Mans, terceira ronda do Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC), confirmaram o enorme equilíbrio que caracteriza a categoria Hypercar em 2026. À passagem do primeiro sexto da corrida, o Toyota GR010 Hybrid nº 8, pilotado por Brendon Hartley, ocupava a liderança, seguido pelo BMW nº 20 e pelos dois Cadillac Hertz Team JOTA, numa classificação provisória que espelha a batalha estratégica travada desde o apagar das luzes.
A corrida começou sob céu limpo e temperaturas elevadas, condições que colocaram uma exigência adicional na gestão dos pneus e da estratégia de combustível. Apesar de Will Stevens, no Cadillac nº 12, ter chegado à primeira curva na frente, foi René Rast, ao volante do BMW nº 15, quem terminou a primeira volta como líder após uma manobra agressiva. No entanto, a Toyota optou por uma estratégia diferente nas primeiras paragens, privilegiando pista livre, decisão que permitiu ao campeão Sébastien Buemi recuperar terreno de forma consistente antes de entregar o volante a Brendon Hartley, após um notável triplo turno utilizando o mesmo conjunto de pneus Michelin médios.
A gestão dos pneus revelou-se um dos fatores determinantes destas primeiras horas. A Toyota demonstrou uma degradação inferior face aos rivais diretos, rodando sistematicamente mais rápido do que o BMW em condições de elevada temperatura. Contudo, permanece a dúvida sobre o comportamento destas estratégias quando a temperatura ambiente baixar durante a noite, tradicionalmente um dos momentos decisivos da clássica francesa. Já o Toyota nº 7 perdeu terreno devido a um furo lento sofrido por Nyck de Vries, caindo para a 16.ª posição, embora permanecendo na volta do líder.
Também não faltaram incidentes. O Ferrari 499P nº 50, de Antonio Fuoco, perdeu posições após um toque com o Oreca-Gibson da Duqueine na zona de Tertre Rouge, recebendo posteriormente uma advertência da direção de corrida. Pouco depois, Alessandro Pier Guidi, no outro Ferrari oficial, protagonizou um contacto com um LMP2 da Proton Competition na entrada dos Forest Esses, situação que lhe valeu uma penalização de drive-through e a perda de várias posições. Apesar destes episódios, a corrida decorreu com relativa limpeza, registando apenas um período de Full Course Yellow para remoção de detritos da pista, momento aproveitado por BMW e Cadillac para efetuarem uma rápida reposição de combustível.
Na categoria LMGT3, o protagonismo inicial pertenceu ao Aston Martin da Heart of Racing e ao Lexus da Akkodis ASP, embora tenha sido o Porsche nº 91 da DKR Manthey, conduzido por Ayhancan Güven, a assumir a liderança no arranque da quinta hora graças a uma estratégia alternativa. Já entre os LMP2, a luta permaneceu igualmente intensa, com a Duqueine a assumir o comando após as primeiras paragens, seguida pela Forestier Racing e pela Inter Europol Competition, numa categoria onde as diferenças continuam reduzidas.
Com vinte horas ainda por disputar, a classificação permanece totalmente em aberto. Entre diferentes estratégias, gestão de pneus, tráfego intenso e a inevitável imprevisibilidade de Le Mans, os principais candidatos já demonstraram que a vitória dependerá tanto da velocidade como da capacidade de evitar erros e problemas mecânicos ao longo da longa noite francesa.
Quer estar sempre atualizado? Siga o nosso canal no WhatsApp e receba as notícias no seu telemóvel.
👉 “A Revista Publiracing acredita em jornalismo isento, relevante e de qualidade. Se também valoriza informação independente, considere apoiar o nosso trabalho.”
Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo






























Comentários