Geely oficializa entrada em Portugal e lança E2 elétrico com preço abaixo dos 22 mil euros

A Geely assinalou oficialmente a entrada no mercado português com a apresentação do E2, um compacto elétrico de 4,13 metros que chega no último trimestre de 2026 para se juntar aos E5 e Starray EM-i. Com tração traseira, baterias de 35 ou 47 kWh e até 345 km de autonomia WLTP, o novo modelo terá um preço anunciado a partir de 17.800 euros antes de IVA, legalização e transporte — cerca de 21.900 euros considerando apenas a aplicação do IVA de 23%.
A apresentação realizada em Vila Nova de Gaia, a 24 de setembro, formaliza uma operação cuja estrutura começou a ganhar forma em abril, quando foi anunciada a parceria entre a fabricante chinesa e a Salvador Caetano para Portugal. A distribuição ficará apoiada numa rede que deverá ultrapassar 15 concessionários até ao final de 2026, numa altura em que a Geely procura aumentar a sua presença no mercado europeu.
A gama portuguesa passa a assentar em três propostas eletrificadas distintas. O E5 é um SUV 100% elétrico, enquanto o Starray EM-i utiliza um sistema híbrido plug-in. O E2 ocupa a posição mais acessível e compacta, colocando a marca num dos segmentos onde o preço continua a ser uma das principais barreiras à adoção do automóvel elétrico.
E2 aposta nas dimensões compactas, mas mantém tração traseira
Com 4,125 metros de comprimento, cinco lugares e uma configuração de tração traseira, o E2 foi desenvolvido sobre a arquitetura GEA da Geely. A suspensão posterior é independente, do tipo multibraço, e recebeu uma afinação específica para o mercado europeu. Estará disponível nos níveis de equipamento Pro, Max e Ultra.
Existem duas capacidades de bateria. A unidade de 35 kWh permite até 252 km de autonomia WLTP, enquanto a bateria de 47 kWh, reservada às versões Max e Ultra, aumenta esse valor para 345 km. O comunicado refere ainda 498 km num ciclo que identifica como “combinado”, mas não esclarece a metodologia associada a esse número; para efeitos de comparação com outros automóveis comercializados na Europa, os 345 km WLTP constituem a referência mais clara fornecida pela marca.

A Geely confirmou, 24 sistemas ADAS de série. O espaço de carga é outro dos argumentos do compacto: a bagageira oferece 375 litros, expansíveis até 1.320 litros com os bancos rebatidos, aos quais se acrescenta um compartimento dianteiro de 70 litros.
Recordar que o E2 obteve cinco estrelas Euro NCAP, classificação que partilha com os outros dois modelos da gama portuguesa. O release não apresenta, contudo, os resultados percentuais por categoria nem identifica o protocolo específico utilizado nos ensaios.
E5 e Starray EM-i completam a primeira gama portuguesa
Acima do E2 encontra-se o Geely E5, também exclusivamente elétrico. Utiliza uma bateria LFP de 60,22 kWh e um motor de 160 kW (218 cv), oferecendo até 430 km de autonomia combinada WLTP. A versão Pro tem um preço anunciado de 31.200 euros mais IVA, igualmente antes das despesas de legalização e transporte.
Para quem pretende manter um motor de combustão associado à eletrificação, a alternativa é o Starray EM-i. O SUV híbrido plug-in anuncia uma autonomia total até 1.055 km WLTP e começa nos 28.850 euros antes de IVA e restantes despesas.
Modelo | Tecnologia | Dados principais | Preço anunciado* |
Geely E2 | 100% elétrico | 35/47 kWh; até 345 km WLTP | 17.800 € |
Geely E5 Pro | 100% elétrico | 218 cv; 60,22 kWh; até 430 km WLTP | 31.200 € |
Geely Starray EM-i Pro | PHEV | até 1.055 km de autonomia total | 28.850 € |
*Valores divulgados pela Geely sem IVA, legalização e transporte.


Portugal entra na expansão europeia da Geely
A chegada oficial acontece num período de crescimento internacional do fabricante. Segundo os dados divulgados pela própria empresa, as marcas sob gestão do Geely Auto Group ultrapassaram 3,02 milhões de veículos vendidos em 2025, mais 32% do que no ano anterior. O grupo controla ou gere marcas como Geely, Lynk & Co e Zeekr e mantém centros de investigação e desenvolvimento na China e na Europa.
Em Portugal, a parceria com a Salvador Caetano dá à fabricante uma estrutura de distribuição e pós-venda já instalada, evitando a necessidade de construir uma operação comercial de raiz. O E2 será particularmente importante para perceber até onde essa estratégia consegue chegar: ao contrário dos dois SUV com que a Geely iniciou a atividade, entra numa faixa de preço mais baixa e num segmento em que começam a surgir propostas elétricas mais acessíveis.
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