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Grupo Audi mantém lucro operacional estável no primeiro semestre apesar da pressão dos mercados globais

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    Redação Europa
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

Grupo Audi mantém lucro operacional estável no primeiro semestre apesar da pressão dos mercados globais

O Grupo Audi encerrou o primeiro semestre de 2026 com um lucro operacional ligeiramente superior ao registado no mesmo período do ano passado, apesar da quebra nas receitas e da diminuição das entregas globais. A marca alemã aponta a forte concorrência na China, as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e a instabilidade geopolítica como os principais fatores que condicionaram o desempenho, num período marcado também pela renovação da gama e por uma estratégia de reforço da competitividade.


O Grupo Audi registou receitas de 29,2 mil milhões de euros entre janeiro e junho, abaixo dos 32,6 mil milhões de euros alcançados no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o lucro operacional aumentou ligeiramente para 1.122 milhões de euros, face aos 1.087 milhões do ano anterior, permitindo elevar a margem operacional de 3,3% para 3,8%.


Segundo a empresa, esta evolução foi sustentada por uma disciplina mais rigorosa na gestão de custos, pela redução das provisões relacionadas com as metas de emissões de CO₂ e por menores encargos com processos de reestruturação.


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Entregas diminuem, mas Europa mantém crescimento

A marca Audi entregou 727.245 automóveis em todo o mundo durante os primeiros seis meses do ano, uma redução superior a 7% relativamente ao período homólogo.


O desempenho foi fortemente condicionado pelo mercado chinês, onde as entregas caíram para 232.227 unidades, e também pelos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.


Em sentido contrário, os mercados europeus mostraram maior resiliência. A Alemanha registou um crescimento de 4%, enquanto Espanha aumentou 21%, Itália 17% e Reino Unido 10%, impulsionando as vendas em praticamente todas as motorizações.


No mercado alemão destacou-se igualmente a evolução dos modelos eletrificados. As entregas de veículos 100% elétricos cresceram cerca de 23%, ultrapassando as 25 mil unidades, enquanto os híbridos plug-in registaram uma subida expressiva de 147%.


Encomendas reforçam tendência positiva

Apesar do contexto económico desafiante, a Audi refere que as encomendas na Europa Ocidental cresceram 7% face ao primeiro semestre de 2025.


Entre os modelos com maior procura destacam-se o Audi Q3, cujas encomendas aumentaram 49%, e o Audi A6 e-tron, com um crescimento de 22%. Nos híbridos plug-in, a evolução foi ainda mais significativa, com um aumento de 117% nas novas encomendas.


Novos modelos assumem papel estratégico

A renovação da gama continua a ser um dos pilares da estratégia da marca.

No final de julho, a Audi apresenta oficialmente o novo Q9, que passa a assumir o papel de topo de gama da marca entre os SUV e foi desenvolvido com especial enfoque no mercado norte-americano.


Durante o outono será igualmente revelado o Audi A2 e-tron, um novo modelo 100% elétrico do segmento compacto, produzido em Ingolstadt, destinado a reforçar a oferta de acesso à mobilidade elétrica premium.


Segundo o presidente executivo da Audi, Gernot Döllner, estes lançamentos demonstram a continuidade da estratégia de modernização da marca e a adaptação do portefólio às necessidades específicas de cada mercado.


Bentley, Lamborghini e Ducati também enfrentam desafios

As restantes marcas do Grupo apresentaram desempenhos distintos.

A Bentley entregou 4.211 automóveis, menos do que no ano anterior, registando igualmente uma redução das receitas e do lucro operacional, refletindo o abrandamento dos mercados dos Estados Unidos, China e Médio Oriente.


A Lamborghini entregou 5.422 veículos, ligeiramente abaixo de 2025, mas aumentou as receitas para 1.741 milhões de euros, beneficiando da procura por versões personalizadas, mantendo uma margem operacional elevada de 22,7%.


Já a Ducati vendeu 27.876 motociclos, registando uma quebra nas vendas, receitas e rentabilidade, acompanhando a desaceleração global do mercado das duas rodas.


Fluxo de caixa melhora, mas previsões são revistas

Apesar da redução do lucro líquido para 1.123 milhões de euros, o Grupo conseguiu praticamente duplicar o fluxo de caixa líquido, que atingiu 1.885 milhões de euros, beneficiando de uma melhoria na gestão do capital circulante.


Perante a continuação da pressão nos principais mercados, sobretudo na China, e do agravamento das tensões geopolíticas internacionais, a Audi reviu as previsões para o conjunto de 2026.


A empresa estima agora receitas entre 58 e 63 mil milhões de euros, uma margem operacional entre 5% e 7% e mantém a previsão de um fluxo de caixa líquido entre 3 e 4 mil milhões de euros.


Principais indicadores do Grupo Audi – 1.º semestre de 2026

Indicador

1.º semestre 2026

1.º semestre 2025

Entregas do Grupo

736.878

794.088

Entregas Audi

727.245

783.531

Receitas

29,177 mil M€

32,573 mil M€

Lucro operacional

1.122 M€

1.087 M€

Margem operacional

3,8%

3,3%

Fluxo de caixa líquido

1.885 M€

904 M€

Lucro antes de impostos

1.523 M€

1.680 M€

Lucro líquido

1.123 M€

1.346 M€

Entregas da marca Audi por região

Mercado

1.º semestre 2026

Variação

Mundo

727.245

-7,2%

Europa (exceto Alemanha)

255.932

+5,8%

Alemanha

107.571

+4,2%

América do Norte (exceto México)

82.187

-16,7%

China

232.227

-19,3%

Mercados internacionais e emergentes

49.328

-5,1%


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