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Mazda aposta na motorização e-Skyactiv para os CX-60 e CX-80

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    Redação Europa
  • 26 de fev.
  • 3 min de leitura

Mazda aposta na motorização e-Skyactiv para os CX-60 e CX-80

Marca japonesa reforça identidade própria na engenharia de motores, combinando eletrificação, seis cilindros em linha e filosofia Monotsukuri nos SUV de plataforma maior.


A Mazda volta a colocar o foco na engenharia própria como elemento diferenciador da sua gama SUV, defendendo uma abordagem em que potência, binário e eficiência são apenas parte da equação. Nos modelos de plataforma maior — Mazda CX-60 e Mazda CX-80 — a marca articula duas propostas técnicas distintas: o sistema híbrido plug-in e-Skyactiv 2.5 PHEV e o seis cilindros em linha 3.3 e-Skyactiv D com tecnologia mild hybrid.


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Engenharia própria como ponto de partida

No centro do discurso técnico da Mazda está a decisão de desenvolver internamente as suas mecânicas, mantendo controlo total sobre a integração entre motor, transmissão, chassis e afinação global do veículo.


A marca sublinha que o objetivo não se limita ao cumprimento de metas de emissões ou desempenho absoluto, mas à construção de uma experiência de condução coesa, alinhada com o conceito japonês Jinba Ittai — a sensação de união entre condutor e automóvel.


Este princípio traduz-se numa calibração cuidada da resposta do acelerador, numa entrega de binário progressiva e numa transmissão automática de oito velocidades desenvolvida para esta arquitetura, privilegiando transições suaves e discretas.


O sistema mild hybrid surge como elemento de suporte, preenchendo lacunas de binário sem assumir protagonismo na condução.


Mazda aposta na motorização e-Skyactiv para os CX-60 e CX-80

e-Skyactiv 2.5 PHEV: eletrificação com 327 cv

A proposta híbrida plug-in combina um motor 2.5 a gasolina com uma unidade elétrica e uma bateria de iões de lítio com 17,8 kWh de capacidade. A potência combinada atinge os 327 cv às 6.000 rpm, com um binário máximo de 500 Nm às 4.000 rpm.


A autonomia elétrica anunciada é de até 63 km (WLTP), permitindo utilização quotidiana em modo exclusivamente elétrico, mantendo a flexibilidade híbrida para percursos mais longos.


Nos dados oficiais, o CX-60 2.5 e-Skyactiv PHEV regista consumos combinados de 3,8 l/100 km e emissões ponderadas de 85–87 g/km de CO₂, enquanto o CX-80 apresenta valores entre 4,0 e 4,1 l/100 km.

Mazda aposta na motorização e-Skyactiv para os CX-60 e CX-80

3.3 e-Skyactiv D: seis cilindros e elevado binário

A alternativa diesel mantém uma solução pouco comum no segmento: um motor 3.3 litros de seis cilindros em linha, associado ao sistema mild hybrid M Hybrid Boost de 48V. A Mazda destaca o funcionamento silencioso e o binário disponível logo a baixas rotações, procurando afastar a tradicional aspereza associada a blocos a gasóleo.


Estão previstas duas variantes de potência: 200 cv, com 450 Nm disponíveis entre as 1.300 e as 3.000 rpm, e uma versão de maior débito com 254 cv e até 550 Nm entre as 1.500 e as 2.400 rpm.


No caso do CX-60 3.3 e-Skyactiv D 200, o consumo combinado anunciado é de 5,1 l/100 km, com emissões de 132–134 g/km de CO₂.


Filosofia Monotsukuri aplicada à mobilidade

A Mazda enquadra esta abordagem na filosofia japonesa Monotsukuri, entendida como “a arte de fazer coisas”, em que equipas de motorização, chassis e design trabalham em conjunto desde a fase inicial do projeto. O resultado, segundo a marca, é uma mecânica pensada não apenas para cumprir números, mas para moldar comportamento, sonoridade e perceção ao volante.


Num contexto europeu marcado pela eletrificação acelerada, a estratégia da Mazda mantém uma dupla via: oferecer soluções plug-in para deslocações diárias em modo elétrico e preservar o desenvolvimento de motores diesel eficientes para longas distâncias e necessidades de elevado binário. Nos CX-60 e CX-80, essa coexistência tecnológica materializa-se numa gama que procura equilibrar tradição mecânica e transição energética, sem abdicar da identidade técnica da marca.


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