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Nova Toyota Hilux entra numa nova era com estratégia multi-tecnologia e aposta no elétrico, híbrido e hidrogénio

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    Redação Europa
  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

Nova Toyota Hilux entra numa nova era com estratégia multi-tecnologia e aposta no elétrico, híbrido e hidrogénio

Nona geração da pick-up da Toyota mantém a vocação todo-o-terreno, mas inaugura uma ofensiva tecnológica que inclui uma inédita versão 100% elétrica e a confirmação de uma futura variante a hidrogénio prevista para 2028.


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Depois de mais de sete décadas de história e cerca de 27 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, a Toyota apresenta a nona geração da Hilux, um modelo que preserva a identidade que a transformou numa referência global entre as pick-up, mas que simultaneamente abre uma nova fase marcada pela diversificação tecnológica. A estratégia passa por disponibilizar diferentes soluções de motorização, desde uma versão híbrida de 48 Volts até uma inédita Hilux totalmente elétrica, culminando com a confirmação de uma futura variante equipada com pilha de combustível a hidrogénio.


A nova Hilux estará disponível exclusivamente em configuração Cabina Dupla e mantém a filosofia de robustez que sempre caracterizou o modelo, embora apresente um desenho completamente renovado sob o conceito "Robusto x Ágil". A dianteira ganha uma identidade mais moderna, enquanto o habitáculo aproxima-se da linguagem estética do Toyota Land Cruiser, com maior qualidade percebida, uma experiência digital reforçada e novos ecrãs multimédia e de instrumentação que podem atingir 12,3 polegadas. A reorganização dos comandos destinados à utilização fora de estrada procura igualmente facilitar a operação em ambientes exigentes.


Nova Toyota Hilux entra numa nova era com estratégia multi-tecnologia e aposta no elétrico, híbrido e hidrogénio

Uma das maiores novidades está na aplicação prática da estratégia multi-tecnologia da marca. A gama passa a integrar a Hilux 2.8 Hybrid 48V, equipada com um sistema mild-hybrid associado ao conhecido motor Diesel de 2,8 litros, mantendo 204 cv de potência e 500 Nm de binário, bem como capacidade de carga superior a uma tonelada e capacidade de reboque até 3.500 kg. Paralelamente, estreia-se a Hilux BEV, o primeiro veículo 100% elétrico da Toyota construído sobre um chassis de longarinas, solução tradicionalmente utilizada em veículos destinados a trabalhos pesados e utilização intensiva fora de estrada.


No caso da versão elétrica, a Toyota procurou preservar as características que fizeram da Hilux uma referência no segmento. A bateria de 59,2 kWh foi integrada no chassis sem comprometer o espaço da cabina ou da caixa de carga, enquanto a tração integral permanente é assegurada por dois eixos elétricos independentes. A marca anuncia uma autonomia até 257 quilómetros em ciclo combinado WLTP e até 380 quilómetros em utilização urbana, além da possibilidade de carregamento rápido de 10 a 80% em cerca de 30 minutos através de um sistema DC de 125 kW.



Apesar da eletrificação, as capacidades fora de estrada continuam a ser um dos argumentos centrais do modelo. A Hilux BEV mantém uma profundidade de passagem a vau de 700 mm, incorpora o sistema Multi-Terrain Select adaptado especificamente à propulsão elétrica e disponibiliza modos de condução para diferentes superfícies, como rocha, areia, lama, terra e terrenos muito acidentados. A Toyota destaca ainda um sistema estrutural desenvolvido para proteger a bateria contra esforços de torção e impactos, preservando a durabilidade em utilização severa.


No plano da segurança, a nova geração recebe a terceira evolução do Toyota Safety Sense, incluindo novas funções de assistência à condução, monitorização do ângulo morto, assistência à manutenção na faixa, sistema de paragem de emergência, travagem automática melhorada e atualizações remotas dos sistemas eletrónicos. A conectividade passa também pela aplicação MyToyota, que permite controlar diversas funções do veículo à distância.



A confirmação do desenvolvimento de uma Hilux equipada com pilha de combustível a hidrogénio, prevista para 2028, reforça a visão da Toyota de não apostar numa única solução tecnológica para a descarbonização da mobilidade. Quando essa versão chegar ao mercado, a Hilux passará a reunir numa mesma gama motores híbridos, elétricos a bateria e elétricos alimentados por hidrogénio, tornando-se um dos exemplos mais abrangentes da estratégia multi-tecnologia da fabricante japonesa.



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