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Não quer ser um SUV: Santana Cajal marca o regresso do verdadeiro todo-o-terreno espanhol

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    Redação Europa
  • há 24 minutos
  • 4 min de leitura
Não quer ser um SUV: Santana Cajal marca o regresso do verdadeiro todo-o-terreno espanhol

A histórica Santana Motors apresentou o novo Cajal, um modelo que aposta numa arquitetura clássica de todo-o-terreno com chassis de longarinas, redutoras e bloqueios de diferencial. O objetivo é recuperar um segmento cada vez mais reduzido no mercado, oferecendo um veículo preparado para utilização exigente fora de estrada sem abdicar do conforto e da tecnologia atuais.


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A Santana Motors revelou oficialmente o novo Santana Cajal, o segundo modelo da nova fase da histórica marca espanhola, que pretende recuperar o protagonismo no segmento dos verdadeiros veículos todo-o-terreno. Produzido em Linares, na Andaluzia, o modelo assume-se como uma alternativa aos SUV modernos, apostando numa configuração mecânica tradicional destinada a privilegiar as capacidades fora de estrada.


Durante a apresentação, os responsáveis da marca foram claros quanto ao posicionamento do novo modelo: "Isto é um todo-o-terreno, não é um SUV."


A afirmação resume a filosofia do Cajal, um veículo desenvolvido sobre uma estrutura concebida para enfrentar terrenos difíceis e responder às necessidades de utilizadores profissionais, aventureiros ou entusiastas da condução fora de estrada.


Arquitetura clássica para utilização exigente

Ao contrário da maioria dos SUV atualmente disponíveis no mercado, o Santana Cajal utiliza um chassis de longarinas e travessas, solução tradicionalmente utilizada em veículos de trabalho e todo-o-terreno puros devido à sua elevada robustez estrutural.


A transmissão inclui:

  • tração integral conectável;

  • caixa redutora;

  • três bloqueios de diferencial.


Este conjunto permite maximizar a motricidade em pisos de baixa aderência, tornando o modelo apto para enfrentar lama, areia, pedra ou travessias de cursos de água com um nível de preparação cada vez menos comum na indústria automóvel.


Não quer ser um SUV: Santana Cajal marca o regresso do verdadeiro todo-o-terreno espanhol

Motor diesel Cummins e caixa automática ZF

Sob o capot encontra-se um motor Diesel de 2,0 litros, desenvolvido pela norte-americana Cummins, que debita 163 cv e 390 Nm de binário.


A motorização trabalha em conjunto com uma caixa automática ZF de oito velocidades, reconhecida pela sua utilização em diversos modelos de segmentos superiores.


O sistema disponibiliza 11 modos de condução, adaptando eletronicamente o funcionamento da transmissão e da tração às diferentes condições de utilização, incluindo estrada, neve, areia, lama, rochas ou travessias de água.


Capacidades fora de estrada

A ficha técnica evidencia uma forte vocação para utilização em ambientes exigentes.

Entre os principais números anunciados destacam-se:

  • 22 centímetros de distância ao solo;

  • 37 graus de ângulo de ataque;

  • 31 graus de ângulo de saída;

  • 80 centímetros de capacidade de vadear água;

  • capacidade de reboque até 2.500 kg;

  • depósito de combustível de 85 litros.


São características que aproximam o Santana Cajal dos tradicionais veículos todo-o-terreno utilizados em exploração agrícola, trabalhos florestais ou expedições, num mercado onde muitos modelos privilegiam atualmente a utilização em estrada.


Não quer ser um SUV: Santana Cajal marca o regresso do verdadeiro todo-o-terreno espanhol

Interior tecnológico sem perder a robustez

Apesar da orientação claramente funcional, o habitáculo apresenta um elevado nível de equipamento.

O Cajal incorpora cinco ecrãs, incluindo um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas, um ecrã central multimédia de 12,8 polegadas e outro monitor com igual dimensão colocado diante do passageiro.


Este último disponibiliza informações específicas para utilização fora de estrada, como:

  • inclinação do veículo;

  • profundidade de passagem a vau;

  • bússola;

  • estado da transmissão;

  • funcionamento dos bloqueios de diferencial.


O equipamento inclui ainda:

  • teto panorâmico;

  • bancos em pele;

  • sistema de som com dez altifalantes e subwoofer;

  • carregador sem fios de 50 W;

  • dez pontos de alimentação distribuídos pelo habitáculo.


A Santana admite igualmente a possibilidade de lançar futuramente versões mais simples destinadas a serviços públicos e forças de segurança.


Não quer ser um SUV: Santana Cajal marca o regresso do verdadeiro todo-o-terreno espanhol

Santana aposta na identidade espanhola

O lançamento do Cajal faz parte da estratégia de reposicionamento da Santana Motors, que pretende reforçar a identidade espanhola da marca.


Além de manter a produção em Linares, a empresa anunciou que os futuros modelos utilizarão nomes inspirados em figuras históricas ou locais emblemáticos de Espanha.

O primeiro representante desta nova filosofia homenageia Santiago Ramón y Cajal, médico e cientista espanhol distinguido com o Prémio Nobel da Medicina.


A estratégia será também refletida na rede comercial, que deverá atingir 60 concessionários até ao final do ano, cobrindo cerca de 95% do território espanhol, sob o lema "100% espanhol".


Preço abaixo dos 50 mil euros e entregas previstas para dezembro

A Santana Motors pretende posicionar o novo Cajal abaixo da barreira dos 50.000 euros, embora o preço definitivo dependa ainda da homologação final relativa a emissões e consumos.


A marca prevê divulgar os valores oficiais durante o mês de setembro, mantendo como objetivo iniciar as primeiras entregas em dezembro.


Segundo a empresa, já existe uma lista de interessados gerida pela futura rede de concessionários.


Com este lançamento, a Santana procura ocupar um nicho de mercado praticamente abandonado por muitos fabricantes, apostando num conceito de veículo que privilegia a capacidade todo-o-terreno acima da imagem típica dos SUV, numa altura em que a eletrificação e os crossovers dominam a indústria automóvel.


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