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17 de jan.



















Utilitários e SUVs compactos ganham força no início do ano, enquanto alguns best-sellers históricos registam quebras significativas.
O mercado automóvel português iniciou 2026 com uma forte concentração de vendas em modelos compactos e SUV, com a Peugeot a assumir um claro protagonismo ao colocar dois modelos no topo da tabela. Os dados da ACAP revelam ainda mudanças relevantes nas preferências dos consumidores, com a eletrificação a ganhar espaço e vários modelos premium a subir posições.
Segundo o quadro dos 50 modelos mais vendidos em janeiro, o Peugeot 208 liderou destacado com 1.051 unidades e uma quota de 6,24%, praticamente triplicando os registos do mesmo mês de 2025 (332 unidades). Logo atrás surge o Peugeot 2008, com 888 unidades e 5,27% do mercado, confirmando o forte arranque comercial da marca francesa. O pódio fecha com o Opel Corsa, que alcançou 503 matrículas, seguido pelo Mercedes-Benz Classe A (444) e pelo Tesla Model Y, que protagonizou uma das maiores evoluções ao saltar de apenas 59 unidades para 371.
Ou seja, a Stellantis começa o ano pulverizando os três primeiros lugares, com dois carros da Peugeot e um da Opel.
Entre os modelos mais procurados destacam-se ainda o Toyota Yaris Cross (362), o Dacia Sandero (335) e o Renault Clio (323), evidenciando a forte procura por veículos eficientes e versáteis. O Toyota C-HR também ganhou tração, com 301 unidades, enquanto o Citroën C3 manteve uma presença consistente no top 10.
O arranque do ano ficou marcado por várias subidas expressivas. Para além do Tesla Model Y, o MG ZS cresceu de 39 para 253 unidades, enquanto o novo MG3 disparou de 11 para 204 matrículas. Também o Jeep Avenger praticamente duplicou os números face a 2025, atingindo 227 unidades.
Nos segmentos superiores, o Volvo XC60 subiu para 166 unidades (contra 98), e o BMW Série 5 reforçou presença com 159 veículos matriculados. Entre as novidades absolutas, modelos como o Citroën C3 Aircross, o Dacia Bigster, o Opel Frontera e o Fiat Grande Panda entram diretamente na tabela, sinalizando renovação na oferta e potencial reposicionamento competitivo ao longo do ano.

Nem todos os modelos acompanharam o ritmo do mercado. O Dacia Sandero, que já foi líder, caiu de 616 para 335 unidades. O Nissan Juke recuou de 482 para 256, enquanto o Peugeot 308 desceu de 358 para 220. O mesmo cenário verificou-se no Renault Captur, que passou de 398 para 177 matrículas.
Outros modelos tradicionais também perderam terreno, como o Dacia Duster (326 para 209), o Toyota Yaris (226 para 156), o Seat Ibiza (233 para 151) e o Ford Focus, que baixou para 93 unidades. O elétrico Dacia Spring também registou retração, passando de 154 para 92.
No total, os 50 modelos mais vendidos representaram 11.057 unidades, equivalentes a 65,66% do mercado, uma subida face aos 57,76% registados no mesmo período do ano anterior. O mercado global atingiu 16.839 matrículas, acima das 14.504 de janeiro de 2025, confirmando um arranque de ano mais dinâmico.
Os dados mostram um mercado cada vez mais polarizado entre utilitários eficientes, SUV compactos e uma presença crescente de modelos eletrificados e premium. Ao mesmo tempo, a volatilidade nas vendas sugere um consumidor mais atento à tecnologia, ao preço e à renovação da oferta — fatores que deverão continuar a redesenhar o mapa das preferências ao longo de 2026.
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