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Artur Semedo - artur.semedo@publiracing.pt
17 de jan.



















Num mercado que já é o terceiro maior do mundo, a Renault está a reforçar a sua ambição internacional ao posicionar a Índia como pilar estratégico fora da Europa, num plano que envolve 3 mil milhões de euros de investimento e oito novos modelos até 2027. O novo Duster surge como peça-chave dessa estratégia, combinando robustez, tecnologia híbrida e uma base técnica pensada para mercados globais.
No âmbito do “Renault International Game Plan 2027”, a marca francesa definiu a Índia como um dos cinco centros industriais estratégicos fora da Europa, ao lado de Marrocos, Turquia, Coreia do Sul e América Latina. A escolha não é casual: além de ser atualmente o terceiro maior mercado automóvel mundial, a Índia tem registado uma transformação profunda nas preferências dos consumidores, com os SUV a assumirem um papel dominante.
Desde 2012, a quota dos SUV na Índia passou de 12% para perto de 55%, num movimento que alterou profundamente a estrutura do mercado. Em contrapartida, os segmentos “mini” e “compacto”, historicamente dominantes, perderam relevância. Esta mudança criou oportunidades para modelos versáteis, robustos e tecnologicamente atualizados — um contexto onde o Duster se destacou desde a sua introdução.
A nova geração do Renault Duster chega agora ao mercado indiano como herdeira desse posicionamento, assumindo-se não apenas como um produto local, mas como modelo global, pensado para responder a realidades muito distintas fora da Europa.

Tecnicamente, o novo Duster assenta na plataforma modular CMF-B do Grupo Renault, uma base que permite maior flexibilidade industrial e adaptação a diferentes mercados. A gama é liderada pelo E-Tech 160 full hybrid, com motor 1.8 e 160 cv, solução que permite circular até 80% do tempo em modo elétrico em ambiente urbano e anuncia uma autonomia total na ordem dos 1.000 km.
A oferta inclui ainda motores a gasolina Turbo TCe 100 (1.0 de três cilindros) e Turbo TCe 160 (1.3 de quatro cilindros), associados a caixas manuais ou de dupla embraiagem (DCT), garantindo uma cobertura alargada de necessidades e níveis de preço.
Fiel ao ADN do modelo, o novo Duster mantém uma forte aptidão fora de estrada, um argumento especialmente relevante num país com condições geográficas e infraestruturais muito diversas como a Índia. Essa capacidade é complementada por um avanço significativo ao nível tecnológico, com a introdução de sistemas avançados de assistência à condução (ADAS) e uma experiência digital mais evoluída, focada na segurança e na conectividade.

O plano internacional da Renault prevê um investimento total de 3 mil milhões de euros até 2027, destinado a consolidar a presença da marca fora da Europa e a reforçar a rentabilidade global. Nesse contexto, a Índia destaca-se como um hub industrial e tecnológico, combinando conhecimento local, escala produtiva e capacidade de adaptação rápida aos mercados.
Ao colocar o Duster no centro desta estratégia, a Renault utiliza um modelo já reconhecido para ligar visão global e execução local, apostando numa fórmula que combina robustez, eficiência e eletrificação moderada como resposta às exigências atuais da mobilidade internacional.
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