Renault assume controlo total da Flexis e reforça aposta nos furgões elétricos
Redação Europa
há 12 horas
2 min de leitura
Grupo francês compra participações da Volvo e da CMA CGM e passa a liderar integralmente o desenvolvimento da nova geração de comerciais ligeiros elétricos, com produção prevista para 2026 em Sandouville.
O Grupo Renault vai assumir a totalidade do capital da Flexis, a joint venture criada em 2024 com o Grupo Volvo e o Grupo CMA CGM para desenvolver uma nova geração de furgões elétricos. O acordo vinculativo, ainda sujeito às aprovações das autoridades da concorrência, prevê a aquisição das participações de 45% detidas pelo Grupo Volvo e de 10% pela CMA CGM, permitindo à fabricante francesa passar a controlar integralmente o projeto.
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Com esta operação, a Renault passa a supervisionar de forma exclusiva o desenvolvimento da nova gama de veículos comerciais ligeiros 100% elétricos, cuja produção deverá arrancar no final de 2026, na fábrica de Sandouville, em França. O primeiro modelo será o Renault Trafic Van E-Tech elétrico, inserido numa família de furgões médios concebidos de raiz para responder às exigências da logística urbana e aos objetivos de descarbonização do setor.
Segundo o plano industrial, o projeto mantém-se enraizado em França, envolvendo cerca de 1.300 colaboradores distribuídos por várias instalações do grupo, nomeadamente o Technocentre de Guyancourt e o Centro de Excelência de Veículos Comerciais Ligeiros de Villiers-Saint-Frédéric, na região de Île-de-France. A base tecnológica inclui uma plataforma “skateboard” dedicada, arquitetura elétrica de 800 volts e uma configuração SDV (Software Defined Vehicle), destinada a permitir maior integração digital e atualizações de software ao longo do ciclo de vida do veículo.
Apesar da saída acionista, o Grupo Volvo manterá ligação comercial ao projeto através da Renault Trucks, que deverá comercializar estes modelos a partir de 2027, prolongando a cooperação histórica entre as duas entidades no segmento dos veículos comerciais ligeiros.
Já a CMA CGM, grupo logístico e marítimo, destacou o seu envolvimento na fase inicial do desenvolvimento, no contexto do compromisso com a transição energética.
A conclusão formal da operação está prevista para o final do primeiro semestre de 2026, após validação regulatória. Até lá, o calendário industrial mantém-se inalterado, com o arranque da produção confirmado para o final de 2026.
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